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6 de março de 2010

Trattoria del Faggioli

Faz alguns dias, publiquei um post sobre o B&B Le stanze di Santa Croce, em Firenze. Lá, fui bem rebebida pela simpática e prestativa Mariangela. Ela me indicou o Fagioli restaurante como uns dos melhores restaurantes da cidade e, enfaticamente, sugeriu que eu não deixasse de ir. Como as dicas que ele havia me dado tinham sido ótimas, decidi que não poderia perder. Mesmo sem ter tanta fome assim, me dirigi ao restaurante no horário de abertura, oito da noite, pois lá as pessoas costumam sair cedo para jantar e, além disso, era sexta-feira. Para meu desespero, apenas 15 minutos após a casa abrir, não havia mais lugares disponíveis; os poucos vagos aguardavam as reservas. Um senhor muito simpático, me avisou educadamente: sinto muito! E aí, já sabe, a dificuldade aumenta a necessidade, e o desespero tomou conta de mim: "pelo amor de Deus, vou embora amanhã!" "Ah, sinto muito", disse ele. Mas eu não arredei o pé: "foi a Mariangela quem me mandou aqui!" Ele fez charme. Consultava o caderno de reservas, olhava pra os lados, contava os lugares, dava uma bufadinha. Até que resolveu me conseguir um lugar numa mesa coletiva de uns 10 lugares.
Numa ponta, um casal de canadenses. Na outra, três alemães. No meio, euzinha, sem ninguém na minha frente, olhando para os pratos alheios e para a cozinha. Comecei bem: brusquetas divinas! As melhores que já comi. Depois, dei uma fuçada na cozinha, esticando os olhos pelo passa-pratos...."Hummm, quero aquele bolinho ali, aquele de carne". "Só ele? Não quer que eu ponha um pouco de porccini da estação?" Era época de cogumelos, aqueles danados de bom. Quem sou eu para rejeitar! Aceitei! Queria mais colgumelos, muito mais, de tão saboroso. Mas eu ainda tinha que comer o nhoque....
Enquanto eu fotografava os pratos, a canadense ao lado me olhou com cara de dó e perguntou se eu queria que ela tirasse uma foto de mim. Deve ter pensado que eu tirava fotos das comidas porque, como eu estava sozinha, era a única coisa que me restava fazer (tipo as pessoas que vão sozinhas ao restaurante e ficam grudadas no celular, sabe?).
De repente, eis que chega à mesa:  gnocchi di zucca! Quase não acreditava, de tão bom! Imaginava que a abóbora poderia deixar a massa pesada, mas não! Era leve, delicioso! Ainda sobrou um espacinho para a sobremesa, torta de pera. Sai radiante. Rolando, mas radiante.... não é isso que importa?

Anote: Corso dei Tintore, 47 - fecha aos sábados e domingos (Vai entender. Não dá para ser pefeito!)



22 de fevereiro de 2010

Por onde andam os fiorentinos?

Quatro dias em Firenze é pouco para conhecer todos os cantos por onde andam os fiorentinos. Nem tinha essa pretensão. Mas um destino certo é o Mercado de Sant' Ambrogio. O passeio no mercado é algo fascinante! É óbvia a intimidade entre o fiorentino e a comida (a boa comida). Está no brilho dos olhos dos fiorentinos o prazer em escolher aquilo que tornará o seu prato mais saboroso e sua família mais feliz. Está na voz de quem trabalha a preocupação em oferecer o que há dem melhor, mais colorido e mais bonito. Está no ar o aroma das ervas, frutas e legumes frescos. Se ao ler, se animou, é porque também vai gostar! Anote o endereço: Piazza Lorenzo Ghiberti, próximo ao cruzamento da Via dei Macci com Via Andrea del Verrocchio.








21 de fevereiro de 2010

Segredinho em Firenze - Le Stanze di Santa Croce B&B

O site Secret Places, que eu já venho indicando há algum tempo, acertou de novo. Em Firenze, escolhi o Le Stanze di Santa Croce. Na chegada, um bilhete de boas-vindas acompanhado de um mapa da cidade. Ninguém por perto, só a promessa escrita de encontrar a anfitriã Mariangela no café-da-manhã do dia seguinte. O quarto colorido e bem decorado, cheiroso, os lençois branquinhos e deliciosos já me acolheram de imediato. No dia seguinte, Mariangela me recebeu como quem recebe um amigo em sua própria casa: me deu do bom e do melhor para comer, serviu café fresquinho, sentou e bate-papo na maior simpatia! Aliás, fizemos isso com gosto durante os quatro dias que estive lá. Além disso, as grandes experiências gastronômicas que tive na cidade ocorreram por indicações dela. E o que mais ainda ela podia fazer por mim? Guardar toda a tralha que comprei e não tinha condições de carregar até o curso de culinária. Ótimo. Um motivo para voltar depois, e ficar mais uma noite .... e foi exatamente o que eu fiz!

20 de fevereiro de 2010

Leve a canga para Firenze


Por incrível que pareça, no meio de toda aquela turistada, dos guias com seus grupos disputando lugar nas filas para ver mais uma obra renascentista, há um lugar calmo em Firenze, em que você pode simplesmente esticar sua canga, curtir, descansar,  beber ou fazer o que bem entender. A dica é a Piazza Santa Maria Novella. Descansado? Baterias recarregadas? Então disponha-se a conhecer o bairro, que é demais!