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11 de julho de 2010

Polvo, a alegria dos espanhóis


Ah, Polvo Paul! O Sr. que se cuide pois na Espanha o polvo sempre esteve na moda. De corpo mole e sem esqueleto, o polvo, molusco marinho da ordem Octopoda, possui oito braços que, cozidos, assados ou grelhados, temperados com sal, azeite, pimenta, cebola, páprica, limão ou o que mais permitir sua imaginação, tornam-se verdadeira iguaria. 

Na Espanha, há vários lugares altamente recomendáveis para degustar um bom polvo. Confira:

- Polvo à galega em Madrid, no Maceiras – Calle Huerta, n. 66


- Polvo à galega em Barcelona, na Pulperia Celta - Carrer de la Mercè, n. 16

 - Polvo à galega em Formentera, no Can Toni, em La Mola.

 - Polvo ao forno em Sevilha, na Cerveceria Giralda – Mateos Gago, n. 1

Em São Paulo, indico o polvo à Tasquinha, da Adega Santiago e o téntáculo de polvo com tomate e alho poró do Vito (foto abaixo).


E como mesmo antes da Copa do Mundo  já era fissurada em polvo, costumo preparar em casa. Segue abaixo uma receita fácil, rápida e deliciosa.


Polvo à galega ou Pulpo a la gallega
2 litros de água
1 polvo grande, limpo e sem cabeça
4 folhas de louro
3 dentes de alho
flor de sal
azeite extra virgem de ótima qualidade
2 colheres de páprica doce

Coloque o polvo em uma panela de pressão. Junte a água, os dentes de alho e as folhas de louro. Deixe ferver por mais ou menos 35, 40 minutos.  Tire do fogo e veja se está macio o suficiente. Corte os braços do polvo em fatias. Tempere com flor de sal, páprica e azeite. Sirva quente e, se desejar, com batatas cozidas.

16 de maio de 2010

VIAGENS DE CLAUDIA - Revista Elas e Lucros n. 12



Você acaba de retornar daquelas férias maravilhosas que tanto planejou. Corada, revigorada e de bom humor entra no elevador da empresa no dia em que retornará ao trabalho. Sua energia boa extravasa, contagia os demais (que, diga-se de passagem, estão evidentemente mal-humorados). Até que alguém, de lá do fundo grita seu nome, e diz: "Fulana, quanto tempo que eu não te via!!!"
Você, mantendo o bom humor e o sorriso no rosto diz: estava em férias. Estou voltando hoje. E lá vem: “De novo em férias? Você vive em férias! Para onde você foi?” E tão logo você revele o país ou cidade que visitou, surge uma dica imperdível, seguida de uma frase mais ou menos assim: “ai, que pena que você não visitou este lugar ... se a gente tivesse se falado antes....” O elevador abre e você sai, aliviada.
No início, aquilo incomoda um pouco. Mas depois passa, você esquece. Especialmente se programou sua viagem, se curtiu a fase de escolher o que fazer, para onde ir. Até mesmo porque a sua viagem não é necessariamente a viagem do outro, e vice-versa.
O que na verdade é bem pior que isso é estar em determinado lugar que sempre sonhou, ter a oportunidade de fazer alguma coisa única e, no fim, se dar conta de que não o fez porque simplesmente vacilou. Explico.
Sonhei com a Provence desde o dia que assisti Um Bom Ano, de Riddley Scott. Programei a viagem com muitos meses de antecedência, uns sete eu acho. Guias, livros, revistas, pesquisas na internet, tudo. E a viagem foi, de fato, maravilhosa. Além de tudo aquilo que havia escolhido conhecer, o fator surpresa surge e torna a viagem ainda mais especial: a cidadezinha diferente que o dono do restaurante indicou, a feira livre que surgiu no meio do caminho, uma atração que descobri no centro de informações turísticas da cidade, uma festa típica, o prato ou o vinho desconhecido.
Ao pedir informações de como chegar ao Cânion do Rio Verdon (Gorge du Verdon), foi sugerido ter como ponto de partida a altamente recomendável e charmosa cidadezinha de Moustiers Sainte-Marie (www.moustiers.fr).
Realmente a cidade é surpreendente. Pequena, linda e bem cuidada, fica praticamente encravada nas pedras. As oliveiras por toda a parte, o barulhinho de água do rio escorrendo pelo meio da cidade, as ruas desertas  e o silêncio durante a noite criam uma atmosfera única. E algo ali parece de mentira: a enorme colina, com sua longa escadaria e, no topo, a Capela de Notre-Dame-de-Beauvoir. Dizem que de lá há uma vista encantadora do cânion.
E sabe o que eu fiz? Não subi, de pura preguiça. E foi preciso tempo para perceber a besteira que eu tinha feito ... tempo o suficiente para não dar mais para voltar atrás.
Algo parecido aconteceu também na Espanha, em Formentera (www.turismoformentera.com), a menor das Ilhas Baleares (as demais são Maiorca, Minorca e Ibiza). Eu era totalmente obstinada por este lugar, que conheci através do filme Lúcia e o Sexo, dirigido pelo cineasta espanhol Julio Médem. Embora eu ame o filme, há divergências acerca do bom gosto de seu roteiro; já escutei opiniões de todos os tipos. O que me parece inquestionável é a beleza natural do lugar e o quanto isso se faz presente na vida de seus moradores. As cenas em que os personagens adentram as cavernas, chamadas covas, e, de um buraco no solo,  caem bem próximos ao mar, revelam a intimidade entre a ilha e seus habitantes. E essas covas estão por lá, algumas perigosas e outras, nem tanto, convidando o turista a uma pequena aventura. Preciso dizer o que eu fiz ? Ou melhor, o que eu não fiz!?!
Talvez isso tenha uma explicação: tenho ao menos uma desculpa para voltar!
Para dicas de roteiros em Formentera e na Provence, acesse o meu blog (http://aviagemcerta.blogspot.com).


18 de abril de 2010

VIAGENS DE CLAUDIA - Revista Elas e Lucros n. 11



Com lágrimas nos olhos, estaciono o carro em Torvizcón. Não conheci meu bisavô, mas estar ali, na cidade dele, a cidade em que ele nascera em 1886, era algo muito especial. Tentava imaginar como ele partira, em meio aquelas montanhas distantes, rumo à Piracicaba, por volta de 1900. Como partiram? Sabiam que nunca mais voltariam? Sabiam para onde estavam indo? E porque o Brasil? Queria que minha mãe e minha avó estivessem ali comigo. Queria que sentissem o que eu senti, por um minuto ao menos.
Ansiosa, com a cópia da certidão de nascimento de meu bisavô embaixo do braço, avisto a igreja, no topo do pueblo. Na primeira ladeira meu marido e eu já somos reconhecidos (os típicos turistas) e os locais nos oferecem pousada, restaurante, vinho e melão. Agradeço e resolvo pedir indicação para subir até a Iglesia. Sigo ladeira acima. Dou com o nariz na porta: a igreja estava fechada. Mas quando me dou conta, a carteira está pondo correspondências numa portinha bem ao lado. Ela me explica que o padre está em outra cidade e, simpática, se despede. No desespero, falo com uma senhora vizinha, pedindo ajuda. Ela me manda procurar a Paquita, mulher de Agostin, que costuma ajudar nas atividades da paróquia. E como acho a Paquita? A resposta é óbvia: pergunte a qualquer um, todo mundo conhece a Paquita.
Então, apresso o passo para alcançar a carteira. Ninguém melhor do que ela, a carteira Loly, para nos levar até a Paquita. Bingo. Loly confessou saber exatamente onde moram cada um dos 700 habitantes de lá. Em dois minutos estávamos frente a frente com Paquita, a simpática mulher de Agostin. Meio sem graça, ela nos diz não saber como ajudar. Então, cogito lhe deixar a cópia da certidão de meu bisavô, e mais vinte euros para postar a certidão, caso a encontre. Tudo certo! E, esperançosa, dou adeus a Loly e a Paquita. Ladeira abaixo rumo ao carro. Novamente nos oferecem pousada, restaurante, vinho e melão.
Decido comprar o famoso doce de figo que havia lido em algum guia e a sorridente Maruja nos leva até a sua Pensión Moreno. Ela mostra sua produção caseira de vinho, no porão de sua casa, vende o tal pan de higo, postais e alguns recuerdos (precisava trazer algo de lá para a família). Oferece bolo de maçã, que, por sorte, não recusei. Seria estúpida se recusasse. Era divino. Ela tentou me ensinar, mas em espanhol, difícil. Ë melhor mesmo, porque nunca seria igual, não igual ao dela, não igual ao que comi em Torvizcón.
Então, com um sorriso ainda maior nos lábios, ela me diz: "Vou lhe dar um pouco de erva buena .Quer um pouco de erva buena, não quer!?! Meu Deus, penso eu! Erva Buena?!?! Com receio, digo que sim. Ela some. Silêncio no ar. Ela resurge, com um saquinho plástico na mão. Ela me entrega e diz que é para colocar em cozidos, carnes e para ensopados. Ufa!!! Ela abre o saquinho, bem no meu nariz: menta, a mais pura menta! Mas não a que conhecemos aqui no Brasil, não a nossa hortelã. É erva buena! O saquinho está em casa. Talvez eu crie coragem de usar. E a Igreja, a Loly, a Paquita, o vinho, o melão e o pueblo de 700 habitantes estão na minha memória, para sempre! Assim espero.
Torvizcon fica num dos vales das Alpujarras de Granada, região que até a metade do século XX era isolada do resto da Espanha por montanhas de até 3 mil metros. Lá também ficam Bubion, Pampaneira e Trevelez, cidades praticamente dependuradas nas encostas das montanhas. Por aí, você já pode imaginar as estradas para chegar. Em um passeio de um dia é possível conhecer a região.

COMO CHEGAR À ANDALUZIA
  • Há vôos diretos de São Paulo a Madrid. De lá, pegue outro vôo para Granada ou Sevilha.
  • Separe de oito a dez dias e alugue um bom carro (air bag, freios potentes e com boa estabilidade), pois as curvas são de dar frio na barriga. Embora locadoras conhecidas mundialmente sejam mais caras, elas oferecem maior segurança ao consumidor.
  • Visite Granada, Sevilha, Ronda e região, Tarifa e o Parque Nacional do Cabo da Gata. Esses últimos dois destinos são praias. Conheças as cidadezinhas!
  • Para tapear (comer tapas) em Granada, sugiro fugir dos pontos turísticos e ir direto para a Plaza de la Pescaderia, nos bares Cunini e Oliver. Peça chope, e as tapas (maravilhosas!) são por conta da casa.
  • Fique atento, pois no verão o calor é de doer. E permita-se fazer a siesta, pois ninguém é de ferro!
  • Com 150 euros por dia é possível pagar hospedagem e alimentação para o casal. Para a diária do carro, reserve não menos que 70 euros.
  • Sugestão de roteiro completo: http://aviagemcerta.blogspot.com/search/label/Andaluzia 


    18 de novembro de 2009

    Andaluzia 7: Sevilha


    A cidade é linda. Ficamos focados no bairro histórico Santa Cruz, onde nos hospedamos. Ficamos no Casas de La Juderia, que também pertence ao Secret Places. O quarto não é exatamente o meu tipo de quarto, porque é escuro, com móveis antigos e tal. Mas vale pelo hotel, que é formado por um aglomerado de casas, unidas por pátios internos, com um paisagismo lindo, que cria uma atmosfera toda especial. A piscina, em meio aos telhados do bairro, é única!!!




    Felizmente, a temperatura melhorou em relação a Granada, tínhamos algo entre 30 e 34 graus. (Quase surtei quando o taxista me contou que em 2002 fez algo próximo a 52 graus! Dá para imaginar?) Mas é quente, bem quente. E por isso, a vontade de tomar um bom chope e tapear tomou conta da gente de novo. E Santa Cruz é perfeito para isso:

    - Cerveceria Giralda – Mateos Gago, n. 1
    O Salmorejo, o polvo ao forno e o pão com tomate e chevre são inesquecíveis!



    - Bodega Santa Cruz – Rodrigo Caro, n. 1
    A especialidade da casa é a tortillita de bacalao. Mas não deixe de provar o mussaka e o camarão empanado.


    - La Antigua Bodeguita - Plaza del Salvador, n. 6
    Não deixe de ir! Além do balcão abarrotado, você pode ficar na praça, em uma das disputadíssimas mesas altas. Lá, você verá não apenas turistas, mas também muitos locais que, ao fecharem o comércio para a siesta, dão uma tapeada antes de ir pra casa. As azeitonas gigantes são maravilhosas!



    - Bar Europa - Calle Siete Revueltas, n. 35
    Foi premiado pelo croquete de jamon. Esqueça tudo o que já te ofereceram como croquete no Brasil: este, é super cremoso, que chega a escorrer no prato, com apenas uns pedacinhos de presunto e uma casquinha bem crocante! O mussaka de lá também vale à pena.


    Depois das tapas, um delicioso sorvete na Tomo II Helados, na Calle San Jose, n. 15, é uma ótima pedida. O de baunilha é algo fora do normal!!! Fica bem perto do Hotel Casas de La Juderia.

    A barraquinha de churros na Praça Catalina de Rivera também merece sua visita!


    Em Sevilha, você pode encontrar diversos pontos espalhados pela cidade para alugar uma bicicleta. Em Santa Cruz, há um ponto na Praça Catalina de Rivera. Com atenção e talvez a ajudinha de um local, você conseguirá tirar sua licença para alugar uma bike. Algumas dicas fundamentais: antes de escolher a bicicleta que vai querer, verifique os pneus, o breque e o guidão, pois várias delas são detonadas, pelos arruaceiros que andam pela cidade (nas palavras de uma moça que nos ajudou a fazer o registro). Ao fazer a devolução da bike, verifique se o cadeado foi realmente fechado e, após 2 ou 3 minutos, entre no sistema para ver ser a bike que você devolveu está disponível para ser alugada novamente; se a bicicleta não for trancada adequadamente, é como se ela não tivesse sido devolvida e, aí, você certamente terá problemas.


    Última dica: a siesta em Sevilha também é lei!!!

    Andaluzia 6: Tarifa



    Tarifa –Talvez você não se lembre, mas pelo menos uma vez escutou falar de uma praia de lá, Bolonia, que ficou famosa por um certo episódio na vida de Daniela Cicarelli (O azul do mar é realmente inspirador!)


    Ou então, sem saber, já viu a cidade em um dos filmes de Almodóvar, Volver. Se você assistiu, certamente se lembra do Levante, vento que vem do mar e que, segundo a população local, deixa as pessoas perturbadas, esquisitas. Segundo diagnóstico realizado por vendedoras das charmosas lojinhas de roupas, bijuterias e acessórios, eu fui vítima do levante... achei melhor não contrariar e decidi não entrar no mérito, mas ataque de compra, para mim, independe de vento, chuva, trovão, raio ou ciclone!



    É um lugar especial, no Estreito de Gibraltar, de onde se tem uma vista maravilhosa do Marrocos.


    Tem cara de cidade de praia, com gente jovem, bronzeada e bonita, proveniente ou não da tribo do Kitesurf. As praias mais famosas são Bolonia e Punta Paloma. Esta última é banhada tanto pelo Mediterrâneo como pelo Atlântico.






    Há um centrinho onde se concentram as principais atrações: lojas bonitinhas de roupas e acessórios de praia, roupas indianas, artigos de decoração, luminárias do Marrocos, bares e comidinhas de rua. A principal é a Calle Sancho IV El Bravo, de onde saem essas as ruas menores.
    Se for até lá, torça para que a Creperia dos franceses vindos da Bretanha ainda esteja funcionando e coma o verdadeiro crepe francês, feito de trigo sarraceno e recheado com chevré. Ou então, o crepe suzette, docinho e delicioso! Fica na Calle Assedio.
    A baraquinha de kebab da rua principal também vale a visita: é delicioso!!!
    No fim de tarde, um vinho rosé nas mesas da calçada do Misiana Hotel é uma boa pedida.
    Para compras, esteja atento para explorar cada cantinho, pois tudo é legal!
    Algumas dicas:
    Casablan - Calle Nuestra Senora de la Luz, 1

    Natural Chic – Calle Nuestra Senora da Luz, 6: para vestidos e blusas estampados e mega coloridos.

    Etnika: para lenços e bolsas. É de enlouquecer!

    Babachic: colares diferentes, feitos com peças de madeira pintadas à mão, vindas da Índia. Você pode comprar as peças separadamente também. São lindas!!! Também tem roupas e bolsas. Ah, e uns caderninhos indianos encapados com seda que são maravilhosos!

    A pousada La Sacristia é um charme! Também está no Secret Places .... sem erro!

    E pode ter certeza: você vai querer voltar!

    17 de novembro de 2009

    Andaluzia 5 - Garganta del choro, Ronda e Arcos de la Frontera

    Garganta del Choro – fomos até lá por indicação de uma amiga. O lugar é lindo, mas é preciso ter fôlego e vontade de pegar uma trilha de 40 minutos para subir até a garganta. Com 39 graus na cabeça, decidi não arriscar e ficar apenas admirando a paisagem, que é linda. (sempre tenho uma desculpa para não fazer uma caminhada, mesmo que eu nunca mais vá voltar ao lugar!) Seguindo de lá até Ronda, passamos por diversas represas, que formam verdadeiras praias em que os andaluzes se esbaldam. A vista é de perder o fôlego, especialmente pela cor da água...





    Ronda - É uma cidade pitoresca, praticamente pendurada em penhascos de pedra. Sem dúvida, essa é a característica mais marcante da cidade. Tem também uma das maiores Plazas de Toro da Espanha ... não sou nada fã de touradas, mas fiz questão de conhecer. A Alameda del Tajo tem uma das melhores vistas da cidade; a outra, é a vista da Puente Nuevo. Para explorar todo o centro histórico, siga da Puente Nuevo até a Igreja do Espírito Santo, passando pela Plaza Santa María la Mayor e pela Prefeitura, e aproveite a vista que a cidade oferece. Quando avistar a Igreja do Espírito Santo e atravessar as Muralhas , chegará à Plaza Ruedo Alameda. Ali há um bar delicioso, freqüentado pelos locais, chamado Bodega San Francisco: cerveja gelada, tapas deliciosas e ambiente bem agradável. Fuja dos bares mega turísticos do centro histórico e não se arrependerá!










    O hotel La Fuente de la Higera é perfeito! Quarto super confortável, restaurante muito gostoso, com vista para a piscina, ótimo atendimento. Salada de chevré inesquecível e, lógico, um bom rosé geladinho! A piscina no jardim é uma delícia (inspiradora, eu diria ... foi lá que escrevi meu primeiro texto para a Elas e Lucros!). Fica fora da cidade, mas é bem pertinho. De lá, você vê Ronda inteira!


    Arcos de la Frontera – é tão pitoresca quanto Ronda, só que bem menor. Ruas estreitas te impedem de passar com o carro ... a menos que você seja tão habilidoso quanto os locais, que andam normalmente como se nada estivesse acontecendo. Minha experiência certamente foi bem diferente disso. Insistentes, seguimos de carro até o hotel, ou melhor, tentamos: em algum ponto, você é impedido de prosseguir e não tem o menor espaço para manobrar. Estávamos a duas quadras do hotel, mas é impossível estacionar. Enquanto fui até o hotel, meu marido tentava se virar. Passados 40 minutos de sufoco, ele aparece, depois de parar o carro a 1 Km de distância. O duro foi ouvir o recepcionista do hotel dizer: eu avisei, eu avisei. Vcs não leram o e-mail?!?!? Tem que colocar outro endereço no GPS! Eu avisei! Primeira vez que me deu vontade de enforcar alguém na Andaluzia!



    Ficamos no hotel La Casa Grande, também do Secret Places. Vista maravilhosa do terraço que ficava bem ao lado do nosso quarto. O café da manhã era delicioso!

     


    24 de setembro de 2009

    Madrid: a dica é gastar!

    Women' secrets – loja espanhola de lingerie e pijamas (coisa pela qual eu sou absolutamente louca). Tem lojas pela cidade inteira. Como disse minha prima, tem pijama com cara de roupa! E acredite: é mais barato do que muita loja no Brasil!

    Camper – loja espanhola de sapatos ultra confortáveis que custam o olho da cara no Brasil. A coleção outono inverno costuma ser legal. Agora, a de primavera verão dificilmente dá para encarar.


    Muji – loja japonesa com tudo o que se pode imaginar. As kits e frascos para viagem são divinos. Os sais de lavanda também. As velas de figo então, nem se fala! E os kits de escritório?!?! Demais! Calle Fuencarral, n. 36-38 e Calle Goya, n. 9.

    Vinçon -loja de decoração que eu adoro! Além das marcas tradicionais, há coisas bem diferentes e modernas.

    Madrid: a dica é tapear!

    Em Madrid, além de muitos museus, você pode se concentrar em comer e beber. Adivinha o que eu fiz? Exatamente isso!

    Para tapear a Calle de la Cava Baja é um paraíso! Se você conseguir, pode entrar em todos (Na mesma noite, eu duvido. É impossível!!!) Se não, siga as dicas abaixo e não vai se arrepender.

    Lamiak – Cava Baja, n. 42
    Boa música, lotado de gente, balcão caótico (como quase todos os bares de tapas) e tapas fantásticas!!! Não deixe de ir! A tapa de salmão defumado com queijo brie é deliciosa: comeria mais umas cinco! Mas quando o assunto é tapear, não se pode exagerar. Afinal, há ainda mais 3 ou 4 bares para se esbaldar! Experimentei também a de queijo gorgonzola com anchova: o queijo rouba a cena e esconde o gosto da anchova (acredite se quiser).

    Taberna Txacolina – Cava Baja, n. 26
    Para Pintxos, que são tapas sempre montadas sobre uma fatia de pão. O de cogumelo é de encher os olhos!!!

    Cerveceria San Andrés – Plaza de San Andrés, n. 4
    A praça fica bem perto da Cava Baja. É lotado e bem difícil de conseguir uma mesa na praça. Mas não tem problema. Fique no balcão interno e, quando sua porção de croquetes chegar, nem vai se lembrar se está sentado dentro ou fora, se é verão ou inverno, se está na terra ou em marte. O croquete é divinamente cremoso! A porção é grande...e mês mo assim, você vai comer ela todinha!!!!

    Em Chueca
    Angel Sierra – Plaza de Chueca
    A casa existe desde 1917. E não é à toa que é lotada e disputadíssima. Consegue ser mais caótica que o Lamiak. Pudera: a empanada de carne e a de atum são insuperáveis!!!! Se adorar empanada, enfrente o caos de coração aberto e ainda vai me agradecer!

    Dicas gerais para tapear
    1. Se for ficar pouco, não vale à pena esperar uma mesa. Além do mais, em alguns lugares o preço do balcão é mais baixo.
    2. Outra dica é: não peça cerveja grande se a idéia for percorrer vários bares. A menos que tenha estômago de avestruz, não vai dar conta de tomar 1 litro de cerveja a cada bar.
    3. Como até o limite e volte para o hotel feliz da vida!

    Para almoçar, em Huertas

    Maceiras – Calle Huerta, n. 66
    A fila na porta durante o fim-de-semana não é à toa. O restaurante é simples e barato, e a comida, fantástica!

    O polvo à galega é muito, muito bom! E o arroz a marineiro é muito saboroso, nunca comi nada igual! Não resisti e, em quatro dias, almocei lá duas vezes!

     

    7 de setembro de 2009

    Andaluzia 4: Granada

    A expectativa em relação a Granada era alta, especialmente, por causa de Alhambra.
    Começamos bem. Aliás, começamos muito bem: o nosso hotel (Almunia del Valle), localizado fora da cidade, em Monachil, era fantástico!  As fotos dizem tudo: banheira maravilhosa, cama ultra confortável, café da manhã muito gostoso e vista magnífica da Sierra Nevada!











    Acho que não foi à toa que relaxamos tanto neste lugar no dia em que chegamos. Tínhamos que recarregar as baterias para o que ainda estava por vir.
    No dia seguinte fomos direto ao centro, conhecer as ruas de lojas com artigos do Marrocos (Calderia Vieja e Calderia Nueva). Fiquei perdida. Eram tantas as opções que não consegui escolher um lustre daqueles bem típicos e coloridos, que eu queria tanto.




    Ali, se quiser comer comida marroquina e tomar um chá de menta também vai encontrar. Mas eu não podia pensar em comer, só em beber! O calor derretia meus miolos!
    Então, paramos para um chope no Cunini, bar de tapas magnífico indicado pela gerente do nosso hotel, que fica na Plaza de Pescaderia, 14. Ah, e o melhor você não sabe: a cada chope uma tapa surpresa (e grátis!) era colocada bem à nossa frente! Olha essa miga com sardinha!!!!


    Na rua do bar e pela redondeza da Catedral você pode ver barracas e lojas de frutas, legumes, peixes, frutas secas e milhares de tipos chás. É uma perdição!








    Conhecer Alhambra com calor de 39 graus na cabeça acabou com a gente! Aliás, isso nos deixou irritados, sem paciência e acho que até prejudicou o passeio.
    Depois de 1 hora e pouco, torcíamos para acabar logo e tomarmos mais um chope no Cunini ou no bar vizinho Oliver! Quando enfim conseguimos chegar lá, ainda estavam fechados e tivemos que esperar um pouquinho. Mas nos despedimos com gosto de Granada!




     Dicas
    1. A siesta é levada muito a sério! Procure descobrir os horários antes de ir aos lugares!
    2. Não pare nos restaurantes mega turísticos da Praça Bib-Rambla. Ande mais dois quarteirões e vá ver os locais se divertirem no Cunini e no Oliver. Vale à pena!
    3. Se estiver de carro, pare no estacionamento da Puerta Real para andar no centro e, de lá, pegue um ônibus para Alhambra, que demora mais ou menos 10 minutos.
    4. Compre pela internet seus ingressos para visitar Alhambra. Se deixar para comprar na hora, pode ter que dar meia-volta sem conhecer. Para comprar acesse o site oficial de Alhambra.
    5. Reserve um dia inteiro e mais meio dia para curtir Granada. Se dormir duas noites, seu passeio será mais completo.
    6. Veja com calma as barraquinhas de frutas secas, você vai se surpreender!