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5 de julho de 2010

Eventos em Paris no mês julho


 Paris ... ah, Paris! O destino europeu preferido dos brasileiros e, talvez, do mundo todo. E a cidade luz ferve no verão. Com dias longos, que duram até às 22 hs., há programas de sobra para você se divertir.
Destaques:
- De 03 a 13 de julho: Festival de Cinema de Paris.
- Dia 14 de Julho: Queda da Bastilha, feriado nacional e evento mais comemorado pelos franceses. Há diversos shows de música e fogos por toda a cidade. Fique atento pois a comemoração começa na véspera, 13.07. Para saber mais, acesse o site oficial da cidade de Paris.
- Dia 25 de Julho: encerramento do Tour de France

Acesse o site Bonjour Paris e conheça a programção completa do mês de julho. Profitez vous!

22 de junho de 2010

A Provence imortalizada pelo Pós-impressionismo

Este texto está na Revista Legado, Ano IV, número 13, publicada este mês. É uma publicação da  Editora Letras & Lucros.

A exuberância da região inspirou grandes mestres como Van Gogh, Matisse, Picasso e Paul Cézanne com o colorido de sua vegetação, suas montanhas, suas paisagens litorâneas e vilas aconchegantes.


E, na medida em que viajamos em busca da beleza,
as obras de arte podem de modo discreto 
começar a nos influenciar com relação aos
lugares que gostaríamos de visitar.
Alain de Botton, em A Arte de Viajar

 Guiados pelos mais diversos motivos, importantes pintores foram levados à Provence nos séculos XIX e XX. Seduzidos pelas luzes e cores intensas, proporcionadas pelo sol do clima mediterrâneo, o trabalho deles retratou a alma provençal: a exuberância natural da privilegiada região, com suas vibrantes paisagens litorâneas, o interior montanhoso salpicado de aconchegantes vilas e inspiradora e colorida vegetação.
Tais características fazem atualmente da Provence um dos destinos turísticos preferidos na Europa.

CÉZZANE


Ao contrário de outros pintores que se dirigiram à Provence – é o caso de Van Gogh, Matisse e Picasso – Paul Cézanne é natural da região. Nasceu na cidade de Aixen- Provence, em 19 de janeiro de 1839 e lá permaneceu até 1861. Naquele ano, influenciado pelo amigo de colégio Émile Zola, Cézanne partiu para a capital francesa em busca de desenvolvimento artístico, abandonando os estudos de Direito, que seguia para satisfazer os anseios paternos.
Durante os anos de colégio, previamente à partida de Zola para Paris, em 1858, Cézanne, Zola e Baptistin Baille aproveitavam os fins-de-semana no campo, devorando poesia e tornando-se efetivamente parte da natureza.
O pai de Cézanne adquiriu em 1859 a propriedade chamada Jas de Bouffan. Na época com vinte anos, o pintor já espiava e admirava a Montanha Sainte-Victoire.
Em Paris, Cézanne conheceu o pintor impressionista Camille Pissarro da Academia Suíça. Pissaro tornou-se seu mentor.
Em 1863, após ser recusado no Salão de Paris, o pintor expôs no Salão dos Recusados. Somente em 1882, e pela única vez em toda sua carreira, o artista é aceito no Salão de Paris e exibiu o Retrato de Louis-Auguste Cézanne, pai do artista.
Durante essas duas décadas, Cézanne alternava-se entre Paris, Aix e Estaque, vila marítima próxima a Marseille.
Em abril de 1886 ele se casou com Hortense Fiquet, com quem convivia há dezessete anos. Com a morte de seu pai, em outubro daquele ano, o artista passa a viver definitivamente em Aix, iniciando assim a fase essencialmente provençal de sua obra.
Em 1887 o pintor alugou um quarto no Château Noir e passou a explorar sistematicamente o campo e retratou, de maneira incansável, a Montanha Sainte-Victoire – fala-se em sessenta quadros.
Em 1895 ele alugou uma pequena casa em Bibémus, e continuou a trabalhar em seu tema predileto, as paisagens do campo, ainda obcecado pela Montanha Sainte-Victoire.
Após a morte de sua mãe e a venda de Jas de Bouffan, ele se estabeleceu em um apartamento na Rue Boulegon.
A partir de 1901 ele trabalhou em seu estúdio no Chemin des Lauves, de onde possuía uma vista magnífica da Sainte-Victoire e da cidade de Aix. Em 23 de outubro de 1906, Cézanne morreu vítima de pneumonia, após uma forte tempestade que o apanhara no campo. Viveu e morreu no campo, o seu lugar.

Cézanne nos arredores de Aix-en-Provence
› Jas de Bouffan A propriedade pertencente à família Cézanne nos anos de 1859 a 1899 pode ser visitada somente por meio de visita guiada. Para reservas, procure pelo Office de Tourisme.
› Pedreira Bibémus Há relatos de que Cézanne já frequentava o lugar desde a adolescência, acompanhado de Émile Zola. A partir de 1895 o pintor arrendou ali uma pequena propriedade. Uma diferente e estonteante visão da Sainte-Victoire se revela no local.
› Estrada Tholonet e Château Noir A Rota de Cézanne, como é chamada, oferece vista privilegiada da Sainte-Victoire e beira o Château Noir.
› Sainte-Victorie vista de Lauves Próxima ao estúdio alugado por Cézanne em 1901 pode-se chegar ao ponto exato em que o pintor montava seu cavalete, bem de frente para Sainte-Victoire.
› Office de Tourisme Para obter o mapa da região, se for se locomover de carro, ou para visitas guiadas a estes lugares, visite o Office de Tourisme, no centro da cidade. Place du General De Gaulle, 2 – tel. 33(0) 4 42 161 161 www.aixenprovencetourism.com.

VAN GOGH



 Nascido nos Países Baixos, em 20 de março de 1853, Vicent Willem Van Gogh em sua juventude interessou-se por assuntos religiosos, tendo cogitado formar-se padre. Mas por volta dos 27 anos, acreditando que a pintura poderia guiá-lo a Deus trocou a ideia do claustro pelos pincéis. Ganhou a pintura, ganhou a humanidade.
Sempre sustentado pelo irmão mais novo Theo, com quem manteve por toda a vida forte elo afetivo, Van Gogh se dedicou aos estudos das artes na Holanda e na Bélgica.
Somente em março de 1886 ele decide morar com Theo, que era marchand em Paris. Os irmãos dividem um apartamento em Montmartre, bairro parisiense preferido dos artistas na época, e Van Gogh passa a ter contato com Paul Gauguin, Henri de Toulouse-Lautrec, Emile Bernard, Camille Pissarro e John Russell.
Depois de dois anos em Paris, Van Gogh decide mudar- se para Arles, no sul da França. Sentia-se pouco à vontade na grande cidade com seu burburinho artístico e cultural. Embora tenha ficado por apenas quinze meses em Arles, o período foi determinante em termos de produção artística: aproximadamente 200 quadros, 100 desenhos e duzentas cartas. São desta época a Casa Amarela, O Quarto, A Cadeira de Gauguin, a série de telas intitulada Os Girassóis e tantas outras paisagens de árvores em flor, colheitas de trigo e noites estreladas.
De fato o pintor trabalhara demais à época, comparando-se a um lavrador sob o sol escaldante ou até mesmo a uma cigarra. Como resultado, Van Gogh retratou, na visão do próprio artista, aquilo que até então outros pintores provençais não haviam logrado êxito em retratar: a intensidade das cores, vivas e contrastantes. Vários tons de laranja, amarelo, vermelho, verde e azul passaram a ser utilizados de forma a maximizar o contraste.
Alain de Botton, em relato de viagem à região, declarou: “Meus próprios olhos se sintonizaram para ver a minha volta as cores que dominavam as telas de Van Gogh. Para onde eu olhasse, via cores primárias em contraste. Ao lado da casa, havia um campo roxo de alfazema ao lado de um trigal amarelo. Os telhados das construções eram laranja em contraste com um céu de um azul total. Verdes prados eram salpicados de papoulas vermelhas e cercados de espirradeiras”, ( A Arte de Viajar, pág. 212).
Em dezembro de 1888 deu-se o incidente em que Van Gogh cortou a própria orelha. Ficou internado por 14 dias no hospital de Arles, e depois foi internado em Saint-Remy, com quadro de depressão agravado, onde ficou pouco mais de um ano. Morreu apenas um ano e meio após o incidente, em julho de 1890, em Auvers, após atirar no próprio peito e murmurar a Theo: “La tristesse durera toujour” (A tristeza durará para sempre).
Mas em sua curta existência o artista atingiu seu objetivo: pintar o sul e torná-lo conhecido pela sua obra.

Van Gogh em Arles
› Espace Van Gogh - Place du Docteur Félix-Rey - tel.: 33 (0)4 90 49 39 39. A construção que data dos séculos XVI e XVII, abrigou o hospital da cidade, Hotel Dieu Saint-Espirit. O pintor ficou hospedado nele após cortar a própria orelha. O colorido jardim, aberto à visitação durante o dia, é muito semelhante à imagem retratada por Van Gogh em um de seus quadros.
› A Casa Amarela - Place Lamartine, 2. Pouco sobrou da construção que foi habitada pelo pintor. Mas é possível identificar o local.
› Café van Gogh - Place du Forum Arles. O atual Café Van Gogh, anteriormente denominado Café Terrace, foi reproduzido em 1888 pelo pintor, que costumava fazer várias de suas refeições ali. Trata-se de uma de suas obras mais famosas e conhecidas.
› Ponte Van Gogh - Canal d’Arles à Bouc. Localizada a alguns quilômetros da cidade, a Ponte Pencil, à época chamada Ponte Langlois foi pintada por Van Gogh, inspirado no estilo da pintura japonesa.
› Office de Tourisme d’Arles - www.arles-tourisme.com As informações detalhadas acerca das atrações turísticas podem ser obtidas na Oficina de Turismo da cidade. Lá também é possível agendar um tour completo, seguindo “os passos de Van Gogh”. As inspiradoras paisagens pintadas por Van Gogh, como as plantações de oliveiras que deram origem ao quadro Oliveiras com os Alpilles ao fundo, de 1889, fazem parte do passeio.

Explore a região
› Les Baux de Provence - localizado em Alpilles, região montanhosa, o minúsculo povoado fica encravado nas montanhas de calcário, aos pés das ruínas do antigo castelo de onde se tem uma vista deslumbrante incluindo as infindáveis plantações de oliveiras, de um verde aveludado. Há duas opções agradabilíssimas de hotel:
› L’Oustau de Baumanière - tel.: +33(0)4 90 54 33 07 www.oustaudebaumaniere.com. Hotel quatro estrelas no coração dos Alpilles, que oferece serviço de spa e alta gastronomia.
› La Cabro D’or - tel. : +33 (0)4.90.54.33.21 - www.lacabrodor.com.
› Maussane-les-Alpilles - Charmosa e calma, a cidade fica a quinze minutos de Les Baux de Provence.
› Moustier Sainte-Marie e Gorge du Verdon – pequena cidade encravada nas pedras, num desfiladeiro grandioso e que pode ser ponto de partida para o Cânion do Rio Verdon e a Route de Crêtes (D - 23), que oferece os melhores pontos para se ver o rio.

30 de maio de 2010

Cinema francês: Festival Varilux acontece em 9 cidades do Brasil

De 2 a 10 de junho acontece o Festival Varilux, onde serão exibidos em pré-estréia 10 filmes franceses, em 9 cidades do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife e Salvador. O Festival realizado pela Unifrance com apoio da Embaixada da França no Brasil e da Delegação das Alianças Francesas, já na terceira edição, contará com a presença de atores e diretores em algumas sessões. Confira abaixo os filmes que serão exibidos e acesse o site do Festival Varilux para informações completas acerca da programação.

8 Vezes de Pé (8 Fois Debout)
Direção: Xabi Molia
Elsa vive de bicos e tenta conseguir um emprego fixo para obter a guarda do filho. Mathieu, seu vizinho, coleciona  entrevistas de emprego. Os dois insistem em se levantar todos os dias, em um mundo que não parece feito para eles.

O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas)
Direção: Laurent Tirard
O garoto Nicolas leva uma vida tranquila. É muito amado por seus pais e tem uma turma de amigos com quem se diverte bastante. Para ele, nada precisa mudar. 
Mas um dia, Nicolas ouve uma conversa entre seus pais que o faz achar que a mãe está grávida. O menino entra em pânico e já imagina o pior: tão logo nasça um irmão, seus pais deixarão de lhe dar atenção e vão abandoná-lo na floresta, como as histórias do Pequeno Poucet, de Perrault.

Coco Chanel & Igor Stravinsky (Coco Channel & Igor Stravinsky)
Direção: Jan Kounen
Paris, 1913. Coco Chanel está completamente dedicada ao trabalho e vive uma grande história de amor com o rico empresário Boy Capel. Mas, no Teatro des Champs Élysées, Igor Stravinsky apresenta o Sacro da Primavera e Coco se apaixona.

Faça-me Feliz (Fais-moi Plaisir!)
Direção: Emmanuel Mouret
Para salvar seu casamento, uma mulher propõe que o seu marido tenha um caso com uma outra mulher. Relutante em um primeiro momento, ele acaba cedendo às pressões “em nome do amor”. Mas, quando o marido vai se encontrar com a amante recomendada, descobre que se trata da filha do presidente da República.

Hadewijch (Hadewijch)
Direção: Bruno Dumont
Marcada por sua fé cega, Hadewijch, uma noviça, é mandada para fora do convento pela madre superior. Hadewijch se torna, então, Celine, uma jovem parisiense filha de um diplomata. O seu amor apaixonado por Deus, a sua raiva e o seu encontro com Yassin e Nassir a levam, entre a graça e a loucura, a caminhos perigosos.

O Dia da Saia (La Journée de la Jupe)
Direção: Jean-Paul Lilienfeld
Um dia, uma professora exausta faz seus alunos réfens.

O Profeta (Un Prophète)
Direção: Jacques Audiard
Condenado a seis anos de prisão, Malik El Djebena, meio árabe, meio córsico, é analfabeto. Ao chegar à prisão, totalmente sozinho, ele, com 19 anos, parece mais jovem e mais frágil que os outros presos. O líder da facção dos córsicos dá a Malik uma série de “missões” a serem cumpridas. Ele aprende rápido e se fortalece, ganhando a confiança do chefe da facção. Malik usa, então, toda a sua inteligência para desenvolver discretamente o seu plano.

O Refúgio (Le Refuge)
Direção: François Ozon
Mousse e Louis são jovens, lindos, ricos e se amam. Mas a droga tomou conta da vida deles. Um dia, Louis morre de overdose. Mousse sobrevive e descobre que está grávida. Perdida, ela foge para uma casa longe de Paris. Alguns meses depois, o irmão de Louis a encontra nesse refúgio.

Oceanos (Océans)
Direção: Jacques Cluzaud e Jacques Perrin
Filmado nos quatro cantos do mundo, o longa mostra como é nadar a dez nós ao lado de um cardume de atuns caçando, como acompanhar os golfinhos e como nadar com o grande tubarão branco. O filme Oceanos é sentir-se um peixe entre os peixes.

Um Novo Caminho (Le Dernier pour la Route)
Direção: Philippe Godeau
Hervé, dono de um agência de notícias, decide se livrar da dependência do álcool. Longe de tudo e graças aos outros, ele consegue lutar e começar uma nova vida.

28 de maio de 2010

Confira a crítica dos filmes que quer assistir

Assisti ontem no Reserva Cultural, um dos meus cinemas favoritos, ao filme francês Madeimoselle Chanbon. O filme é realmente fantástico. Triste, mas de uma sensibilidade sem fim. Vale à pena, tem que assistir. Quando perguntei ao meu primo, que escolhera o filme, porque havia escolhido este, ele mencionou que estava com indicação de 100% no site Rotten Tomatoes. Cheguei em casa e fui conferir. O site é muito legal: os filmes bem cotados tem um tomatinho vermelhinho e os ruins são indicados com um tomatinho verde, podre! Daí o nome: Rotten Tomatoes, que quer dizer, tomates podres.

16 de maio de 2010

VIAGENS DE CLAUDIA - Revista Elas e Lucros n. 12



Você acaba de retornar daquelas férias maravilhosas que tanto planejou. Corada, revigorada e de bom humor entra no elevador da empresa no dia em que retornará ao trabalho. Sua energia boa extravasa, contagia os demais (que, diga-se de passagem, estão evidentemente mal-humorados). Até que alguém, de lá do fundo grita seu nome, e diz: "Fulana, quanto tempo que eu não te via!!!"
Você, mantendo o bom humor e o sorriso no rosto diz: estava em férias. Estou voltando hoje. E lá vem: “De novo em férias? Você vive em férias! Para onde você foi?” E tão logo você revele o país ou cidade que visitou, surge uma dica imperdível, seguida de uma frase mais ou menos assim: “ai, que pena que você não visitou este lugar ... se a gente tivesse se falado antes....” O elevador abre e você sai, aliviada.
No início, aquilo incomoda um pouco. Mas depois passa, você esquece. Especialmente se programou sua viagem, se curtiu a fase de escolher o que fazer, para onde ir. Até mesmo porque a sua viagem não é necessariamente a viagem do outro, e vice-versa.
O que na verdade é bem pior que isso é estar em determinado lugar que sempre sonhou, ter a oportunidade de fazer alguma coisa única e, no fim, se dar conta de que não o fez porque simplesmente vacilou. Explico.
Sonhei com a Provence desde o dia que assisti Um Bom Ano, de Riddley Scott. Programei a viagem com muitos meses de antecedência, uns sete eu acho. Guias, livros, revistas, pesquisas na internet, tudo. E a viagem foi, de fato, maravilhosa. Além de tudo aquilo que havia escolhido conhecer, o fator surpresa surge e torna a viagem ainda mais especial: a cidadezinha diferente que o dono do restaurante indicou, a feira livre que surgiu no meio do caminho, uma atração que descobri no centro de informações turísticas da cidade, uma festa típica, o prato ou o vinho desconhecido.
Ao pedir informações de como chegar ao Cânion do Rio Verdon (Gorge du Verdon), foi sugerido ter como ponto de partida a altamente recomendável e charmosa cidadezinha de Moustiers Sainte-Marie (www.moustiers.fr).
Realmente a cidade é surpreendente. Pequena, linda e bem cuidada, fica praticamente encravada nas pedras. As oliveiras por toda a parte, o barulhinho de água do rio escorrendo pelo meio da cidade, as ruas desertas  e o silêncio durante a noite criam uma atmosfera única. E algo ali parece de mentira: a enorme colina, com sua longa escadaria e, no topo, a Capela de Notre-Dame-de-Beauvoir. Dizem que de lá há uma vista encantadora do cânion.
E sabe o que eu fiz? Não subi, de pura preguiça. E foi preciso tempo para perceber a besteira que eu tinha feito ... tempo o suficiente para não dar mais para voltar atrás.
Algo parecido aconteceu também na Espanha, em Formentera (www.turismoformentera.com), a menor das Ilhas Baleares (as demais são Maiorca, Minorca e Ibiza). Eu era totalmente obstinada por este lugar, que conheci através do filme Lúcia e o Sexo, dirigido pelo cineasta espanhol Julio Médem. Embora eu ame o filme, há divergências acerca do bom gosto de seu roteiro; já escutei opiniões de todos os tipos. O que me parece inquestionável é a beleza natural do lugar e o quanto isso se faz presente na vida de seus moradores. As cenas em que os personagens adentram as cavernas, chamadas covas, e, de um buraco no solo,  caem bem próximos ao mar, revelam a intimidade entre a ilha e seus habitantes. E essas covas estão por lá, algumas perigosas e outras, nem tanto, convidando o turista a uma pequena aventura. Preciso dizer o que eu fiz ? Ou melhor, o que eu não fiz!?!
Talvez isso tenha uma explicação: tenho ao menos uma desculpa para voltar!
Para dicas de roteiros em Formentera e na Provence, acesse o meu blog (http://aviagemcerta.blogspot.com).


12 de maio de 2010

Paris by Philippe Starck: Hotel Mama Shelter

Se você pretende curtir férias em Paris fora do roteiro óbvio/turístico, um bom começo é hospedar-se no Mama Shelter. Com design criado por Philippe Starck, o hotel conquistou diversas indicações importantes (Revistas Wallpaper e Travel and Leisure). Ele oferece conforto e modernidade, aliados a preços acessíveis (no mês de setembro, há diárias por 89 euros! Mas os preços podem chegar perto de 200 euros, no quarto mais luxuoso). Além disso, por ser localizado fora do centro da cidade, bem distante das atrações turísticas mais procuradas e do agito cosmopolita, poderá lhe proporcionar uma experiência bem diferente: a vida num bairro parisiense.

4 de maio de 2010

As melhores baguetes de Paris: resultado do Gran Prix de La Baguette 2010

Se for a Paris, praticamente em todas as refeições será servido pão, o alimento sagrado na mesa do francês. Mas se você é dos meus, amante de um bom pão, poderá experimentar as melhores baguetes da cidade luz, percorrendo os endereços dos 10 primeiros colocados no GRAND PRIX DE LA BAGUETTE DE TRADITION FRANCAISE DE LA VILLE DE PARIS - 2010.

Primeiro colocado
Le Grenier à pain, Michel GALLOYER et Anne-Marie GUILLARD
38, rue des Abbesses Paris 18ème

Segundo colocado
Daniel POUPHARY
28 rue Monge Paris 5ème

Terceiro colocado
Macaron's café Dominique SAIBRON
77, av. du Gal Leclerc Paris 14ème

Quarto colocado
Yves DESGRANGES
6, rue de Passy Paris 16ème

Quinto colocado
Philippe GOSSELIN
258, bld St Germain Paris 7ème

Sexto colocado
Xavier DOUE
163, av. de Versailles Paris 16ème

Sétimo colocado
Jocelyn LOHEZIC
143, rue de Courcelles Paris 17ème

Oitavo colocado
La Boulangerie d’Isa Isabel GAVETA
127, rue de Charenton Paris 12ème

Nono colocado
Mohamed ZERZOUR
50, rue de l’Amiral Roussin Paris 15ème

Décimo colocado
Mohamed ZERZOUR
324, rue Lecourbe Paris 15ème

17 de abril de 2010

Paris para ler



Embora tenha ido várias vezes a Paris, não conheci pessoalmente a Shakespeare and Company. Fiquei curiosa quando vi a livraria no filme Antes do Pôr-do-Sol (lançado em 2004, dirigido por Richard Linklater) e em certa ocasião, parti para Paris com uma reportagem a respeito dela, publicada na Ilustrada por conta do lançamento do filme. Por algum motivo, não fui.
E agora, quase cinco anos depois, me deparo com a biografia de Sylvia Beach, a americana que, em 17.11.1919, abriu a Shakespeare and Company, em Paris, na Rue Dupuytren, com o intuito de especializar-se em obras de língua inglesa. Depois, a livraria mudou seu endereço para a Rue de L'Odeon. Lá, Sylvia conheceu James Joice e, após árduo trabalho, publicou a grande obra do autor, Ulisses. A livraria se tornou ponto de encontro de intelectuais e símbolo da resistência ao Nazismo durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1941, devido à pressão do exército alemão, Sylvia fechou a loja. Ela morreu em 1962.
Após a morte de Sylvia, um homem chamado George Withman, proprietário de uma livraria de nome Le Mistral, comprou o acervo de livros da falecida. Então, em 1964, no ano do quadricentenário de aniversário de Shakespeare, George rebatizou sua loja de Shakespeare and Company. Na virada do milênio, Jeremy Mercer, jornalista canadense, hospeda-se por um ano na pitoresca livraria da Rive Gauche, com vista para a Notre-Dame, e conta um pouco de seu cotidiano.
Para conhecer mais das histórias dessas livrarias e de seus assíduos frequentadores, as dicas de leitura são Shakespeare and Company - Uma livraria na Paris do entre-guerras, de Sylvia Beach e Um livro por dia - Minha temporada parisiense na Shakespeare and Company, de Jeremy Mercer, ambas publicções da Casa da Palavra, podem ser encomendados na Livraria Cultura.
Para quem quiser conhecer a atual livraria, acesse o site da Shakespeare and Company ou vá a Paris, na Rue de la Bucherie, 37. Aberta todos os dias de seg./sex., das 10h. às 23h. e de sáb. e dom. das 11h. às 23h.

3 de fevereiro de 2010

Paris - Cédric Klapisch


Esse filme mostra a vida de Pierre (Romain Duris), um dançarino que ao descobrir que sofre de uma grave doença decide parar e observar a vida de quem está bem ali, ao seu lado, na janela do prédio em frente, na padaria da esquina ou na feira do bairro. Histórias interessantes, de pessoas interessantes e, como pano de fundo, uma cidade para lá de interessante: Paris!

1 de fevereiro de 2010

Os Amantes da Ponte Neuf - Leos Caraix, 1991


Carregado de emoções, esse filme retrata a vida de Michelle (Julliete Binoche) e Alex (Dennis Lavant), casal de jovens que vivem e se conhecem nas ruas de Paris e tem como seu lar a Pont Neuf, a ponte mais antiga da cidade. Especialmente no início, o filme é pesado, afinal, nem mesmo na Paris dos anos 90 a vida de um morador de rua era fácil. Mas a abordagem do diretor acerca da capacidade de amar e ser amado apesar de todas as dificuldades cotidianas que o casal enfrenta nas ruas surpreende e emociona!
E ver Paris, o Sena, a Torre Eifel o metrô parisiense é sempre agradável.

19 de janeiro de 2010

Le Ballon Rouge - Albert Lamorisse - 1956




Poético, quase sem falas, o filme retrata as aventuras de um menino e seu mais novo amigo, o balão vermelho. Com eles, você percorrerá as ruas de Paris! É um média-metragem de 34 minutos, filmado em 1956, que pode ser baixado pelo Video Google. Acesse:

26 de maio de 2009

Minhas queridinhas na Europa

Pronto, falei! Não dá mais para esconder! Quem me conhece já sabia e, quem não me conhece, mas lê o blog, já percebeu: eu gosto mesmo é de comprar!!! Gosto de coisas para a casa (qualquer coisa pra casa!), lenços, chás, sais de banho, sabonetes, shampos, cremes, chocolates, bolachas, pijamas, roupas, bolsas, cangas, sacolas, óculos, tranqueirinhas etc
E é óbvio que eu tenho meus lugares preferidos pra fazer minhas estripolias consumistas. Com vocês, a lista das MINHAS QUERIDINHAS NA EUROPA!

IKEA - www.ikea.com

Espécie de Tok Stok ou Etna, só que mais barata. É de pirar!!! Da primeira vez foi minha prima Graziela, que mora em Praga, quem me levou. Tudo ficou claro já no início: um carrinho de compras para cada uma e é dada a largada! Juro, eu me senti naqueles programas de TV em que você tem que por o máximo de coisas no carrinho em um determinado tempo e, aí, leva tudo pra casa! NaIkea só tinha uma pequena diferença: antes de levar para casa, tem que passar no caixa para pagar! Eu percebi que tinha pirado quando comecei a pegar aqueles moldespláticos para sapato, sabe? Para que o sapato mantenha o formato. Tirei do carrinho. A gente se olhava e fingia que vigiava a outra .... e bobeou, coloquei um pijama no carrinho ... o tamanho vai no chute, não rola experimentar. Ela me chamou de louca ... depois de dois meses me ligou de lá perguntando qual era o número do meu, porque ela ia comprar um pijama igual!
Mas não me deixou comprar sais de banho. Me convenceu que eu poderia ser acusada de tráfico de alguma coisa ... de sais de banho, obviamente. Concordei. Para compensar, trouxe umdespetador lindo! E um escorredor de massa. E uma grelha de usar no forno. E um cortador de legumes para o marido, daqueles de chef mesmo. Ele perguntou: para mim?!?!?! Ah, legal. Ele não entendeu. Nem eu. Mas a capa de edredon colorida é maravilhosa e eu uso muito. Os porta-velas ficaram lindos no meu banheiro. E as colherzinhas de café combinam com o meu faqueiro.
Saindo de lá, voltamos pra casa da Graziela. Mal cabíamos no metrô com a sacolada. A gente ria, acho que de nervoso. Espalhamos tudo no quarto. Nossa! Era muita coisa, um exagero, mas tudo muito legal.
Monitoro as novidades daqui, dando uma espiadinha no site de vez em quando. A Graziela até chegou a me mandar umas tijelinhas que eu amei, mas não tinha quando eu fui...tão fofas!
A Graziela está lá, do outro lado do mundo ... mas aqui, na porta ao lado, no meu andar, tem uma louca por Ikea que nem eu, a Helô! Outro dia fiz uma expedição Ikea no apartamento dela. Isso mesmo: fui conferir tudo o que ela tinha! Não passa nada: cortina, edredon, almofada etc. E o nosso sonho?!?! Adivinha?!?! Passar um dia numa IKEA em qualquer lugar do mundo, juntas!!!




H&M - www.hm.com
Parece a C&A. Tem roupas e acessórios baratos e muita coisa legal. Tenho lenços lindos, pijama, moleton, fivelinhas de cabelo e calcinhas de lá! Eu acho um bom custo-benefício, pois são coisas baratas e boas, que duram. A última vez que estive numa, fiquei por duas horas e meia ... é difícil escolher. Tente ir com foco, se não, vai pegar bode. E aí, só na próxima viagem!

Muji - www.muji.com
A Muji é a Muji! Impera soberana. Não tem parâmetro de comparação! A delicadeza e o perfeccionismo japoneses são muito bem representados nesta loja que te faz ter vontade de levar tudo para casa: necessaires; kits de viagem para shampoo e cremes; porta lente de contato com espelhinho; mini secador de viagem; caixa de som para ipod em papelão; incensos; artigos de escritório e papelaria; leçóis; roupas de malha; etc Mas o que eu mais gosto de lá são as mini cidades em madeira...pude trazer Paris pra dentro de casa!!!
Em Paris, a de St Germain é muito boa. Em Barcelona tem uma na Rambla Catalunha. Vale mesmo à pena!

Zara - www.zara.com
Vocês devem estar se perguntando: Zara!?!?! Que óbvio!!! Mas é isso mesmo! Eu entro e exploro cada uma delas! Meu marido já ameaçou me deixar pra trás se eu entrasse na sétima loja da Zara no mesmo dia. Mas gente, cada loja vende coisas diferentes!!!! É sempre bom dar uma olhadinha!!!!

Loccitane - www.loccitane.com
Eu sei...eu já me declarei aqui...mas não canso de dizer: Eu adoro a Loccitane! E é bom lembrar que os produtos novos são lançados lá!!! Como é bom trazer uns sais de banho inéditos pra casa!

Sephora - www.sephora.com
Tudo de maquiagens e perfumes e mais um pouco. A linha de produtos da própria loja é bem legal. Tem uns aromas diferentes: chá verde, gemgibre, figo etc

21 de maio de 2009

Queria ser francesa...mas vou me virando.


Há uma verdade incontestável: eu queria ter nascido francesa. Imagine só: "Je suis française!" A frase soa bem agradável, mas não é este simples fato que me agrada, mas tudo mais que vem com ele.
A primeira sobremesa da minha vida poderia ter sido creme brullée!!! Sim, o creme da casquinha crocante de açúcar, que a Amélie Poulain, milhares de pessoas e eu adoramos quebrar! Aliás, já reparou, com a concentração e dedicação necessárias que o ato exige, o movimento da casquinha se afundando e o creme subindo, invadindo a superfície? Que delícia!
E galettes bretonnes?!? Ah, eu teria aprendido a pedir isto à minha mãe antes mesmo de dizer "mãe". Você já experimentou essa bolacha magnífica, típica da Bretanha, feita de manteiga?!? Vai viciar ... todo mundo que eu conheço que experimentou, viciou!!
Não precisariam se passar 20 anos para que eu descobrisse a mostarda dijon. Nem mais dez pra eu saber que a mostarda dijon com limão, azeite, sal e um pouquinho de vinagre tem um sabor inigualável e transforma qualquer saladinha num banquete.
Eu comeria magret de canard ao menos duas vezes por semana e Tarte Tatin todo fim-de-semana ... e sem o sorvete de creme que os brasileiros teimam em servir junto ... acaba com a torta!
Aprenderia antes mesmo de saber escrever que omelete pode ser um prato, e não apenas um quebra-galho.
Chevre!!!! Chevre!!!! Chevre no café da manhã, no omelete, no croque mousieur, na torrada, na massa, na torta, na quiche!!! Sim, chevre sempre! Aliás, omelete de chevre com aspargos frescos é um prato maravilhoso e rápido de fazer!
Talvez eu até tivesse me interessado por ostras ... hoje não dá, pra mim não desce.
E eu iria praticamente morar num bistrô ou num café, em Paris, lógico! Queria ser habitué, ter minha mesinha preferida, chamar o garçon pelo nome e pedir "o de sempre".
Compraria os melhores ingredientes para a torta, o brullée e o omelete na quitanda do bairro e, lógico, voltaria pra casa com a baguete debaixo do braço!
Enfim, hoje eu poderia sentir na pele o que Hemingway um dia disse:
"Se você quando jovem teve a sorte de viver em Paris, então a lembrança o acompanhará pelo resto da vida, onde quer que você esteja, porque Paris é uma festa ambulante."

Por enquanto, continuo por aqui, dando os meus rolês gastronômicos pela cidade. Na quarta-feira, menu francês no almoço e no jantar. Filé ao Poivre e creme brullée no almoço, no Ça Va Bristrô (www.cavacafe.com.br), ao som de Piaf ... À noite, quiche de chevre, no La Tartine, com direito a acordeon e Yan Tiersen . Ambos são altamente recomendáveis: a comida é muito boa e o ambiente é tão francês que, mesmo depois de chegar em casa à noite, podia jurar que tinha estado em Paris!!!

Prepare o bolso:
Ça-Va - R$100,00 por pessoa, com vinho, couvert, prato principal e sobremesa. Questione sobre o menu do dia durante a semana, que é uma opção mais barata.
La Tartine - R$60,00 por pessoa, com vinho, entrada, prato principal e sobremesa. Aproveite e dê um pulinho na loja "Loja", que fica ao lado: há vários itens interessantes, vindos de diversos países.

Receitas que eu recomendo:
Creme brullée
http://www.olivieranquier.com.br/receitas/receita.php?id=298
Croque Monsieur
http://www.olivieranquier.com.br/receitas/receita.php?id=82

18 de maio de 2009

Parque de Belleville: um novo olhar

Quando cheguei ao parque de Belleville, há mais ou menos 1 ano, tive vontade de chorar....de chorar e de rir e de rolar naquela grama e de me beliscar pra ver se eu não estava sonhando!
Nunca tinha visto tantas tulipas!!! E a torre...ah, eu amo a torre! Ela estava lá, em um novo ângulo, completamente diferente de todas as outras vezes em que a vi! Aquela tarde de primavera...aquele ventinho frio no rosto....e o gosto de descobrir mais um cantinho naquela cidade ... a minha cidade preferida... a minha Paris.











16 de abril de 2009

Cheiro de lavanda e sabor de azeite: assim é a Provence!

Foi num domingo qualquer, em que eu parei sem querer no Telecine e comecei a assistir Um Bom Ano, de Riddley Scott. O roteiro não é lá estas coisas, já que o protagonista (Russell Crowe) tem que escolher entre ser bilionário na Inglaterra, trabalhando no mercado financeiro, ou ser milionário na Provence, nas terras que herdou de seu tio. Difícil, não?!?! Mas isso passa a não ter a menor importância a partir do momento em que as paisagens da Provence começam a aparecer no filme. E foi assim que decidi ir para lá. Numa folha de jornal, anotei a primeira pista: Place L'etang. No dia seguinte, dá-lhe google! Depois de 40 minutos, uma hora de intensa pesquisa, descobri o Luberon e, então, não tirei mais esse lugar da cabeça!
Comecei a procurar material e na Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/) - que aliás, é fantástica nesse setor - encontrei o Guia TOP 10 Provença e Côte D'Azur, que me ajudou muito na definição do roteiro. Também peguei dicas ótimas de amigos (Grá e Medina, que dicas!!!) que moraram na França e estiveram nessa região. Levei 9 dias para fazer o percurso a seguir, com calma, sem correria. É uma viagem pra fazer de carro.

A única coisa que acabei não explorando foram as cidades maiores, como Aix e Marseille. É que depois de ir a lugarejos onde mal se ouve o ruído de carros, é um pouco assustador pegar trânsito, procurar estacionamento, ver filas em restaurantes, shoppings, barulho, enfim .... essa definitivamente não era a Provence que eu queria. Por isso minha dica é: se for a estas cidades, programe-se para começar por elas, pois quando chegar aos vilarejos sofrerá um choque positivo! Veja o meu roteiro:

1. Avignon - uma cidade murada, onde fica o Palais des Pepes. Ainda que você não tenha o mínimo interesse pela história da igreja católica, a grandiosidade da construção do palácio tira o fôlego de qualquer um.



2. Les Baux de Provence - o amigo que me recomendou esta cidade disse que era um passeio dispensável, se comparada à região de Gordes ou ao Gorges du Verdon. Resolvi ir assim mesmo. Já na estrada de Avignon a Les Baux, pela quantidade de mirantes e pela vista já podia imaginar o que me esperava. Chegando lá, hotéis de beira de estrada muito fofos e a cidade, um minúsculo povoado encravado nas montanhas de calcário, aos pés das ruínas do antigo castelo. A entrada ao Castelo é indispensável: de lá você terá uma das vistas mais lindas e amplas que pode imaginar!
Fiquei no Hotel de la Bevengudo (http://www.bevendugo.com/) e eu indico fortemente. O quarto era muito aconchegante, com banheira de hidromassagem e um café da manhã muito bom, com croissants frequinhos, geléia e iogurte caseiro.

A VISTA A PARTIR DO CASTELO


A CIDADE

O HOTEL


3. Maussane-les-Alpilles - cidadezinha charmosa que fica a 15 minutos de Les Baux. Tem uma pracinha, a Place Joseph Laugier de Monblan, que é deliciosa pra tomar um sol, bebendo uma taça de vinho rosè à espera do jantar, no La Place, ótimo restaurante que fica por ali mesmo. Faça reserva pois lota!!! O site da cidade é: http://www.maussane.com/
Bem próximo dali fica Fontvieille, cidade onde há um moinho, o Moulin Alhonse Daudet , e St. Rémy-de-Provence, cidade em que Van Gogh morou. Acabei não indo nesta última, mas fica a dica.

4. Arles - é uma cidade bem maior que as anteriores. Tem o anfiteatro romano rodeado por umas ruizinhas bonitinhas e bem estreitas. Também vale visitar o Espace Van Gogh, o antigo hospício onde o pintor cortou sua própria orelha. Ver de perto o jardim que o inspirou para algumas obras é emocionante!

PIQUENIQUE EM ARLES


ESPACE VAN GOGH


5. Cassis - super charmosa, fica bem perto de Marseille. Em Cassis, a partir do Porto saem os barcos para conhecer os Calanques (http://www.calanques13.com/). Esse passeio é imperdível!!! É muito lindo! Depois, saia de carro e pegue a estradinha que chama Route des Cretes. Tem vários mirantes pra apreciar as águas azuis do Mediterrâneo. Pare em tudo, sem pressa. Depois, você pode ir até Ciutat, almoçar no Calanque de Figuerolles (http://www.figuerolles.free.fr/). O Lugar é bem bonito e mais tranquilo que os restaurantes do porto em Cassis. Eu não dormi em Cassis, mas quando eu voltar (eu vou voltar!), vou ficar um ou dois dias por lá. Há ótimos restaurantes e lojinhas, várias lojinhas! O site da cidade é http://www.cassis.fr/.

A CIDADE


O PORTO


CALANQUES


ROUTE DES CRETES



6. Moutiers Sainte-Marie - mais uma cidade encravada nas pedras, com uma atmosfera toda especial. Quando cheguei lá, parecia mentira, parecia filme ... aquela montanha de pedra, uma escadaria enorme para subir até a Capela Notre Dame de Beauvoir ... casinhas e hotéis fofos, tudo perfeito, lindo ... oliveiras por toda a parte, o barulhinho de água escorrendo pelo meio da cidade ... as ruas desertas à noite, o silêncio .... Adorei essa cidade!!!
Almoçamos no La Treille Muscate, que é ótimo!!! Sente na varanda, pertinho do rio, pra ficar admirando a cidade. (http://www.restaurant-latreillemuscate.com/)
Ficamos no Clos de Iris (http://www.closdesiris.fr/). Não é tão requintado quanto o hotel de Les Baux, mas é muito confortável e aconchegante e o café da manhã, feito na varanda do quarto, é perfeito!!! É a cara da Provence!!!

MOSTIERS SAINTE MARIE





7. Gorges du Verdon - saindo de Mostiers em direção a La Palud (20 km), você tem acesso à estrada D 23 - Route des Crêtes. É uma estrada circular, que te levará aos melhores pontos para observar o cânion do Rio Verdon. É sinuosa e exige atenção. Por isso, deixe o vinho para depois! Mas as vistas são de tirar o fôlego e não há a menor chance de você se arrepender!!!





8. Manosque - apenas de passagem pela cidade, fui até a fábrica da L'occitane. Para quem é viciado em L'occitane (existe isso ou eu sou a única!?!?) é um ótimo passeio. As visitas pela fábrica devem ser agendadas com antecedência e só ocorrem uma ou duas vezes por semana. Os preços da loja de fábrica são 10% inferiores ao do restante da Europa. Telefones para agendar seu tour: Centro de Turismo de Manosque: +33 (0) 4.92.72.16.00 e Centro de Turismo de Greox-les.Bains: +33 (0)4.92.78.01.08.




9. Cucuron - não podia deixar de falar de Cucuron, já que a tal praça do filme fica lá. Mas além da praça, não decobri o que fazer por lá. Mas além da praça, não vi mais nada e não descobri o que fazer nesta cidade. Mas foi nas ruas de Cucuron que me indicaram Lourmarin.




10. Loumarin – Foi a cidade que mais gostei no Vale do Luberon. Lojinhas legais, restaurantes ótimos, muito bonitinha mesmo! Na rua principal, que você pode ver na primeira foto abaixo, tem um pouco de tudo: a loja de azeites trufados que são maravilhosos; a loja de artigos de cozinha; a loja de presentes, que tem artigos das marcas La Marelle e La Fiance du Mecong, que mencionei no post sobre o Marais; a Boulangerie que é uma delícia (prove uma bolacha doce gigante feita com azeite, que é muito típica da região); os cafés!
Na Place de la Fontaine tem um restaurante fantástico, o Michel Ange! Não deixe de ir, pois tem um dos melhores pratos que já provei: penne com legumes (legumes plantados na Provence não são iguais aos comprados em supermercados aqui, lembre-se disso!) ao azeite de trufas brancas!!! Só fique atento aos horários, porque qualquer dia pode virar dia de folga.
O hotel que ficamos, o Bastide de Lourmarin é muito bom: http://www.hotel-bastide.com/.Só para esclarecer o quanto eu gostei desta cidade, voltamos no último dia para dormir no Hotel Bastide, comer na Boulangerie e fechar a viagem com chave de ouro!






11. Menerbes - não me hospedei em Menerbes, mas lá tivemos uma boa experiência gastronômica no Restaurante Clementine. Comemos uma trouxinha de massa folhada crocante recheada com chevre, com esta vista do Luberon (foto abaixo), tomando um vinho rose bem geladinho!!! Preciso falar mais??!




12. Gordes - também é linda, mas depois de Lourmarin, não foi fácil me agradar tanto. A praça do filme (foto abaixo) não é tão agitada quanto esperava, e o restaurante dali, extremamente caro! Em uma ruela perto da praça encontrei uma boulangerie que comi um éclair de chocolate inesquecível! Para jantar, o Estaminet tem ótimos pratos e um ambiente agradável!






Dicas gerais
1. Viaje de carro e sem pressa. Quando pensar em para em uma cidadezinha que sequer tinha ouvido falar, pare.
2. Compre os produtos locais: sachê de lavanda, sabonete de lavanda, azeites, fruits confits (frutas confeitadas), pães e queijos.
3. Fique atento aos horários de restaurantes e do comércio, pois costumam fechar à tarde por 2 ou 3 horas.
4. Informe-se nos centros de turismo das cidades sobre os dias de feira-livre da região.
5. Se quiser ver os campos de lavanda floridos, programe-se para ir a partir de junho.
6. Siga o símbolo das mais belas Vilas da França; basta pegar o mapa do Luberon, que é fornecido nos centros de turismo ou no link abaixo:
http://www.luberon-tourisme.com/cartes/carte_luberon.html#hautcarte

5 de abril de 2009

Pão francês

Não é difícil se deliciar em qualquer boulangerie de Paris. Mas são tantas, que umas diquinhas vão te ajudar a experimentar um pouquinho do que há de melhor! Só vale lembrar que lá não funciona como no Brasil. Não há mesas nas padarias. Você compra e leva pra casa ou come na rua mesmo, o que, para os franceses, é absolutamente normal! Deixe de lado qualquer preconceito e bon appetit!!!

1. Le Moulin de la Vierge - Rue Daguerre, 82 - Montparnasse
Recomendo pain au raisin (espiral de creme e uva passas) e croissant aux amand (croissant de amêndoas). Não fica num ponto turístico, mas eu fui até lá só pra comer e pretendo voltar sempre!




Le Moulin de la Vierge

2. Montmartre - Place Jean Batiste Clement
A baguete é famosa e uma delícia. Os quiches são muito bons!!! Não se assuste com o mau humor do antendente e peça para esquentar!

3. Poilâne - Rue de Cherche Midi, 8
É uma das mais famosas de Paris, que fornece para vários restaurantes da cidade. Os pães são feitos no forno à lenha. Coma qualquer um...ou todos!!!

4 de abril de 2009

Paris te amo!


Se você ama Paris como eu, mas ainda não assistiu o filme Paris Je T'aime, veja!!!
São 18 curtas, feitos por diversos diretores do mundo todo, cada um sobre um lugarzinho de Paris, onde o amor está por toda parte!

3 de abril de 2009

O Marais é demais!!!

Da última vez que estive em Paris, descobri o Marais! Dormi no Marais, comi no Marais, fiz compra no Marais, fui à feira no Marais, respirei o Marais ... nem pisei na Champs- Elysses!!! Não que eu tenha algo contra isso, mas o Marais...ah, o Marais é demais!!!

Me hospedei no Ibis Bastille-Opera, o qual eu indico! A localização é perfeita, não fica na muvuca, mas você está perto de tudo. O preço é honesto e o hotel é bem novo. Os quartos são um pouco pequenos, mas se a idéia em ficar pelo bairro, isso não é um problema. Reserve com antecedência, pois é bem concorrido.(www.ibishotel.com)

Seguem algumas diquinhas:

1. Pain au raisin (pão doce de creme com uva passa) na padaria da rua do Hotel. É muuuuuito bom. Comi de outros lugares, mas este é incrível!

2. Feira livre aos domingos no Boulevard Richard Lenoir: frutas, legumes, frutos do mar (alguns deles, eu nunca tinha visto!), brinquedos, lenços (lindos e baratos! Comprei logo 10 pra dar de presente!) e flores. Vale muito à pena, pois há uma variedade enorme de produtos.

3. Rue Lappe, Rue de Charonne, Rue de La Roquette: essa região é cheia de bares e restaurantes que, aparentemente, são freqüentados por parisienses. Ótima pedida.

4. Place de Voges: linda, maravilhosa, deslumbrante! Eu jantei ali, vendo o por do sol.

5. Rue des Francs Bourgeois: Tem umas lojas legais. É um caminho óbvio do Marais para o Hotel.
6. Rue du Rosiers: cheia de lojas legais e com vários restaurantes de comida judaica.

7. Pompidou: andar nas ruas ali perto, que tem um comércio bem legal. Fica tudo aberto aos domingos. É cheio de gente. Vale à pena! É bom tomar um vinho ou cerveja nos bares em frente ao Pompidou, Fica muito cheio de gente, cantando, dançando, bebendo etc. As lojas de pôster em frente ao Museu são bem legais.

8. Rue Rambuteau, nº 14 Pain de Sucre – Coma macarrom de menthe (menta). É divino!!!!!

9. Rua Keller: tem umas lojas de rock, com camisetas, discos etc. Nesta rua fica uma lojinha bem legal, cheia de coisinhas alternativas. A loja chama St. Charles de Rose e fica no nº 16. Só pra entender o que tem lá, veja estes sites: www.lamarelleenpapier.net e www.lafianceedumekong.fr.

10. BHV: loja de departamentos que tem tudo o que vc imaginar. Os tecidos, papéis de parede e adesivos de paredes ficam num andar só e são lindos! Tem uma infinidade de materiais para atividades artesanais como scrapbook, tricô etc

11. Le Bain Du Marais: entre no site e veja com seus próprios olhos. Não ouso descrever o lugar, nem dizer o que significou a gomage que fiz lá (www.lesbainsdumarais.com). Se resolverem ir, fiquem atentos aos horários malucos.

12. Le Marche des Enfants Rouges: é um mercado fechado, que vc deve ficar bem atento pra não perder a entrada. Fica no nº 37 ou 39. De sábado, fica lotado de parisienses “alternativ” que vão lá pra almoçar. Eu acho que vale a pena. O couscous da barraca marroquina é super gostoso ... E o chá de menta, tre magnific!!!!!

13. Veja: www.parismarais.com

BOM VOYAGE!!!!

1 de abril de 2009

O fabuloso destino de Amélie Poulain

Se você assistiu ao filme "O fabuloso destino de Amelie Poulain" com certeza sentiu uma vontade de ao menos passar pelo canal onde Audrey Tautou jogava suas pedrinhas sobre a água. Se ainda não assistiu, veja e preste atenção a cada detalhe da Cidade Luz!!! No Portal 180º você encontra um roteiro completo baseado na película: http://portal180.uol.com.br/interna.php?ID=779

Fotos do Canal St Martin






IMPERDÍVEIS EM PARIS

Atendendo a pedidos (Rô, Folk e Suzi, Djoz e Pri), pretendo colocar no blog muitas ou todas as dicas de Paris nos próximos dias!!!
Resolvi começar pela minha listinha dos IMPERDÍVEIS EM PARIS. Não está em ordem de preferência....não é justo colocar uma ordem....eu amo tudo!!!!
1. Marais - tudo, todas as ruas, principalmente aos domingos ... lojinhas abertas, gente na rua, shows em frente ao Pompidou, cafés lotados...

2. Jardins du Luxembourg - é o meu jardim preferido em Paris! Dá pra comprar uns quitutes na Grande Epicerie e fazer piquenique.



3. Jardin des Tuileries - ali tem um cachorro quente magnífico, bem perto do Obelisco ... caro, porque é lugar mega turístico, mas, fazer o quê?!?! É bom mesmo!!



4. Place des Voges - ali há vários restaurantes. No que fica na esquina da Rue Francs Borgeois comi o melhor crème brûlée de Paris!!! não lembro o nome, mas não é o Ma Bourgogne.


5. Montmartre - a sugestão de passeio à pé do Guia Visual da Folha ("90 minutos à pé por Montmartre" - calcule para fazer em uma manhã, umas 3 horas de duração.) é ótima.
6. Tour Eiffel - preciso explicar?


7. Rue Moufettard - a feira livre é muito boa: pães artesanais, flor de sal, frutas vermelhas fresquinhas, cogumelos que vc nunca deve ter visto, queijos e vinhos e ainda umas lojinhas de acessórios, cds etc A feira ocorre te terça a domingo, das 8 às 13h.

8. Île St-Louis - tem a Sorveteria Bertillon, lojas tradicionais de foi gras, temperos e geléias, Loccitane (pra vc que não sabe, sou viciada em Loccitane, por isso a dica), loja de azeites, restarantes fofos e mais um pouco!
9. Mesquita de Paris - http://www.mosquee-de-paris.org/



10. Vista do Institut du Monde Arabe - talvez você nunca tenha imaginado em ter esta visão da Notre Dame. E ainda tem um restaurante lindo onde vc pode tomar um chá! - http://www.imarabe.org/



11. Maison Berthillon - Fica na ilha Sr Louis, e tem o melhor sorvete de chocolate que já tomei! - http://www.berthillon.fr/

12. Doces do Pierre Hermé - se vc gosta de macarrons, não pode perder. Prepare-se: tem fila na porta! Tem que comer o macarron de maracujá com chocolate! - http://www.pirreherme.com/
13. Place du Marché Ste Catherine - ali fica meu restaurante preferido...mas vá e descubra qual é o seu!

14. Chá de menta no Restaurante da Mesquita - se não gostar de chá, vá pra comer doces ou outra coisa...mas vá, é lindo!!!

15. Crepe do Au petit Grec - crepe fantástico da Rue Mouffetard. Peça com queijo fetta, ou nutella, ou chocolate com laranja, ou pepperoni...tudo é bom!!!!



16. La Grande Épicerie - supermercado de luxo, com tudo o que vc puder imaginar, do mundo inteiro! Chás fantásticos! Pra quem curte cozinhar, é o paraíso na terra. Lá, eu comprei a melhor mussarela de búfala que eu já comi!!! - http://www.lagrandeepicerie.fr/