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22 de julho de 2010

Festa da Cerejeira


Não, esta foto não é no Japão. Ela foi tirada na Festa da Cerejeira, que acontece todo ano no Parque do Carmo. Danças típicas japonesas são exibidas e comidas orientais garantem sua estadia prolongada no parque. Mas o que leva as pessoas até lá é o Hanami, contemplação das flores, no bosque de aproximadamente 1.500 cerejeiras. Neste ano a festa acontecerá no dia 1º de agosto de 2010, das 9h às 17h,  Av. Afonso de Sampaio e Souza, 951 - Itaquera - São Paulo.
 Inspire-se: para entender um pouco mais sobre o papel da cerejeira na cultura japonesa assista ao  filme Hanami - Cerejeiras em Flor, que está em cartaz no Frei Caneca.

18 de julho de 2010

A melhor pizza: concurso do Diário de São Paulo

Amantes da gastronomia apontam 31 bons sabores
Por Andrezza Arnone, matéria publicada no Diário de São Paulo em 18.07.2010

Profissionais e amantes da gastronomia tiveram uma dura, porém gostosa, missão nesta semana. Formado por Breno Lerner, Claudia Kronka Gazel, Francesco Tridico, Neide Rigo, Pedro Martinelli e Silvio Lancelotti, o comitê percorreu os quatro cantos da capital para avaliar todos os sabores de pizza indicados por leitores e internautas na primeira fase do concurso do DIÁRIO que vai eleger a melhor redonda de São Paulo.
Eles encontraram de tudo em tal maratona pela capital. Pizzas de massa fina, média e grossa, crocantes, macias, e até em formato quadrado. Isto, além de coberturas das mais variadas, que foram das tradicionais mussarela, calabresa e marguerita ao salmão com alho poró, passando por abobrinha, brócolis e presunto Parma. Não faltaram elogios a nenhuma delas.
Nas visitas que a equipe fez aos estabelecimentos, três aspectos da pizza foram analisados: massa (dentro da proposta de cada estabelecimento), recheio (quantidade, qualidade e sabor) e temperatura em que chegou à mesa (ou em casa, no caso dos deliveres). E a tarefa foi bastante trabalhosa. Tanto que em vez de selecionar 25 — como dissemos logo no início do concurso, no fim do mês de junho — o grupo de especialistas optou por listar 31 pizzas (veja ao lado), por causa de alguns empates nas pontuações.
Apenas estas seguem para a terceira e última etapa da competição, que consiste no voto popular. Até o dia 23, sexta-feira, a relação das pizzas selecionadas pelo júri fica disponível no site do jornal (www.diariosp.com.br). E o público pode escolher uma única, a que considera ser a melhor. A pizza medalha de ouro será divulgada no jornal e no site, no próximo domingo, dia 25 de julho.


Para ler a reportagem na íntegra e conhecer as pizzas finalistas, clique aqui.

14 de julho de 2010

Quem pode, pode.


Tem muita gente fazendo comida boa por aí. Outros, nem tanto. E quando digo isso, não penso na garfada propriamente dita. Os efeitos da comida não se limitam às papilas gustativas. Não. Tem que  ter de tudo um pouco, do aspecto material ao emocional, passando pelos cinco sentidos: tato, olfato, visão, paladar e audição. Assim eu posso medir o que é comida boa, que me agrada e satisfaz.
Sábado fui ao Mercadão de São Paulo. Lotado. Um burburinho bom. Burburinho de gente feliz. Daqueles que só não irritam porque todos estão imbuídos do mesmo objetivo que você: comer, comer e comer. E a lotação não se limitava às dependências do mercado. Tudo em volta estava tomado por um mar de gente. Uma grande procissão. Devotos da gula a serviço do prazer.
Pastel, sanduíche de mortadela, coxinha, suco, água de coco, salame, presunto, queijo, azeitona verde, azeitona preta, azeitona roxa, amendoim, amêndoa, damasco, passas, bacalhau, peixe, polvo.  Manga, morango, pitaia, atemoia, jabuticaba, melão, mamão, limão. Pé de porco, paio, lombinho, feijão, lentilha, macarrão e sei lá mais o quê. As mais variadas tonalidades. Os mais variados aromas.
Mas um cheiro se destacava e acionou meu cérebro: casa da nona, casa da mama.  E tal qual um personagem de desenho animado que flutua atrás de um cheirinho bom, cheguei lá  no box 13, da Balsâmico Rotisseria.
 Uma panela gigante de molho borbulhava bem na minha frente. Acho que cabia uns 10 litros. Ao lado, duas senhoras focaccias, uma de calabresa e outra de bacalhau. Abraçando tudo isso, o pai, o criador, o rei. Não, não. Ele não estava de capa vermelha, nem usando uma coroa. Vestia um avental xadrez branco e vermelho, e cortava a focaccia, mexia o molho e servia o delicioso ravioli de queijo com zátar. E sorria, conversando com todo mundo. Até me falou para comer a focaccia com a mão. Acatei. Se não, como eu sentiria a maciez do pão? A cebola que caia eu podia por de volta, encaixar na calabresa e mandar ver! Mandei ver. Lambi os dedos. Me senti na Itália, no Mercado Sant'Ambrogio de Firenze.
E o rei, o criador desse pedaço de paraíso, é de carne e osso e chama Roberto Eid. E  descubro que ele tirou nota dez em doces e nota dez em salgados na Cordon Bleu! Falando em doces, não posso esquecer que tem a quiche de chocolate, manjar dos deuses. É levar pra casa, guardar no congelador e tirar apenas cinco minutos antes de servir. Comida boa é assim: faz quem pode. E quem pode, pode. Quem não pode....




Anote aí: Balsâmico Rotisseria, Box 13 do Mercadão, na Rua da Cantareira, 306, tel. (11) 3326-7689. O quilo das massas recheadas sai em média R$ 45,00 e a quiche de chocolate custa R$ 30,00.  Tem também tortas e quiches salgados. Para comer lá, só aos sábados. Pedaço de focaccia a  R$ 3,00 (100 grs.).

11 de julho de 2010

Polvo, a alegria dos espanhóis


Ah, Polvo Paul! O Sr. que se cuide pois na Espanha o polvo sempre esteve na moda. De corpo mole e sem esqueleto, o polvo, molusco marinho da ordem Octopoda, possui oito braços que, cozidos, assados ou grelhados, temperados com sal, azeite, pimenta, cebola, páprica, limão ou o que mais permitir sua imaginação, tornam-se verdadeira iguaria. 

Na Espanha, há vários lugares altamente recomendáveis para degustar um bom polvo. Confira:

- Polvo à galega em Madrid, no Maceiras – Calle Huerta, n. 66


- Polvo à galega em Barcelona, na Pulperia Celta - Carrer de la Mercè, n. 16

 - Polvo à galega em Formentera, no Can Toni, em La Mola.

 - Polvo ao forno em Sevilha, na Cerveceria Giralda – Mateos Gago, n. 1

Em São Paulo, indico o polvo à Tasquinha, da Adega Santiago e o téntáculo de polvo com tomate e alho poró do Vito (foto abaixo).


E como mesmo antes da Copa do Mundo  já era fissurada em polvo, costumo preparar em casa. Segue abaixo uma receita fácil, rápida e deliciosa.


Polvo à galega ou Pulpo a la gallega
2 litros de água
1 polvo grande, limpo e sem cabeça
4 folhas de louro
3 dentes de alho
flor de sal
azeite extra virgem de ótima qualidade
2 colheres de páprica doce

Coloque o polvo em uma panela de pressão. Junte a água, os dentes de alho e as folhas de louro. Deixe ferver por mais ou menos 35, 40 minutos.  Tire do fogo e veja se está macio o suficiente. Corte os braços do polvo em fatias. Tempere com flor de sal, páprica e azeite. Sirva quente e, se desejar, com batatas cozidas.

7 de julho de 2010

Quando menos é muito mais: o restaurante de um prato só

Surpresa: prazer inopinado que nos causa a vista de pessoa ou coisa agradável, com que não contávamos (definição do Michaelis). Como é bom ser surpreendido. Não que eu esperasse pouco do Bistro L'entrecôte de ma Tante, restaurante do francês Olivier Anquier. Pelo contrário. Li na Folha de São Paulo há cerca de um mês que os chefs Benny Novak (Ici Bistrô, Tappo e 210 Diner) e Raphael Despirite (Marcel) gostam de comer a batata frita de Olivier Anquier. Indagado acerca da receita, Anquier disse não revelar o segredo para preparar a iguaria. Bingo. Luz vermelha acesa e piscando no meu cérebro: L'entrecôte de ma Tante, L'entrecôte de ma Tante. Logo eu, que nunca peço batata frita. Mas já experimentei a do Beny Novak, no 210 Diner, e é de matar, tal a crocância das benditas. E a do Fifties, também elogiada pelo Benny, me agrada bastante. O duro é aguentar os adolescentes que frequentam a lanchonete da Vilaboim. Mas isso é outro assunto.
Lá fui eu, como um soldadinho comandado por um cérebro louco em busca de serotonina. Lindo. O restaurante é lindo. Mas estou tensa. Sou convidada a aguardar no bar. Mal consigo sentar. Estou exatamente igual a um bebê de colo que começa a ter firmeza para ficar de pé. Física e mentalmente: meus joelhos não dobram e a ansiedade atinge níveis estratosféricos. Minha mesa fica pronta. Ufa, parei de suar. Sim, estou sozinha, respondo enquanto penso: ainda bem, porque ninguém é obrigado a aguentar essa minha loucura.
Anquier entra no restaurante e é só sorrisos. Casa cheia. Travessas de batata-frita circulam no salão. Aceita mais? A garçonete perguntou para a mesa do lado se queriam mais batata! Escutei direito? Mais batata?!?!?! Me falta maturidade para estar aqui. Anquier vem à minha mesa, para comunicar que sim, posso fotografar. Explico porque estou ali, a reportagem na Folha, a receita secreta, os elogios tecidos pela minha cunhada cujo paladar não é fácil de agradar. Sereno, ainda com sorriso nos lábios, ele diz que não vou me arrepender.
Chega a saladinha verde, exatamente como na França: tempero delicioso, acho que com mostarda Dijon, um pouco de nozes picadas. Deliciosa. O garçom pergunta como quero o ponto da minha carne. Como vocês sugerem? Ao ponto, ele diz. Isso, ao ponto.  Eis que chega, o Entrecôte de ma Tante. A carne vem realmente ao ponto, é só olhar: ela não nada em sangue, mas está com a cor viva, rosada. Cansei de ir em lugar especializado em carne, pedir ao ponto e  vir  pra lá de bem passada. Apelidei de "p.c.", picanha cinza. Sem mais devaneios. A carne é bem macia e seu molho, divino! Apimentado e salgado na medida certa. Acho que tem pimenta verde. Sei lá, e não importa. É surreal. E então, esfrego as batatinhas fininhas e crocantes no molho e levo uma garfada caprichada à boca. Meu Deus, essa tante (tia, em francês) do Olivier, Nicole, deveria ser canonizada. Não encostei no saleiro ou no pimenteiro.
Passa a garçonete e digo sim, aceito mais batata. E no auge do prazer, toca  Piaf no rádio. Acho que tocou. Eu ouvi. L'amour, l'amour. E tudo fica muito claro para mim: o segredo bem guardado, a decisão de servir um único prato,  a receita de família, a paixão pela culinária, o elogio de Benny e o sorriso  persistente de Anquier. Auto confiança. Valorização do prazer à mesa. E ele vem até mim: e aí? Sem palavras,  digo eu. Ele balança a cabeça, positivamente. Mal sabe ele quanto tempo eu não ficava assim, de queixo caído. Comeria esse prato duas vezes por semana. E na mesa ao lado pediram sem o molho. Que desperdício. Quase pedi o molho deles num potinho para levar para casa. 
E vem a mousse de chocolate perambulando pelo restaurante, num pote tamanho família. Penso de novo na minha falta de maturidade: vou pedir para o garçom parar na primeira colher. Na hora "h", não consigo. Duas colheradas gigantes de Royal de Chocolate. Macia, leve e nada enjoativa, ao contrário do que se vê por aí. Cafezinho e acabou. 
E então, com um sorriso no rosto igual ao de Anquier sigo feliz para casa, tendo compreendido exatamente o alcance da máxima "menos é mais".... muito mais.




6 de julho de 2010

Olea Mozzarela Bar

O Olea Mozzarela Bar, embora tenha "bar" no nome, é um restaurante e oferece ao cliente buffet de saladas e de pratos quentes (R$ 38,00 por pessoa), tudo com nítida inspiração italiana.
O destaque fica para a vitrine de saladas - assim é chamada pelos funcionários da casa - repleta de ingredientes orgânicos, tão frescos que se não estivessem à vista você acreditaria que sairam da horta dois minutos antes de ir para o seu prato. Além de mais de seis tipos de folhas, há quatro tipos de tomates, mini-rabanete, mini-milho, cenoura, pepino, cebola roxa, erva-doce, azeitonas, frutas secas e alguns tipos de castanhas. 


As suculentas mussarelas das marcas La Bufalina e Búfalo Dourado estão disponíveis em diversos tamanhos e preços (a média custa R$ 5,00 a unidade). 


A escolha do tempero fica por conta do freguês. Não é barato, mas saiba que você está pagando o preço pela excelência da mussarela e dos produtos orgânicos. E posso garantir: salada assim, só vi comi na Toscana. Inexplicável mesmo só o preço do suco de tangerina, por R$ 7,00 o copo.
Anote:  Rua Joaquim Antunes, 198 - tel. (11) 3062-1535.

Aniversário de 2 anos da Stuzzi

A Stuzzi Gelateria Italiana faz aniversário e quem ganha o presente é você.  No dia 24/07, leve dois quilos de alimento não perecível e troque por uma bola de sorvete (sabores tradicionais). É uma boa oportunidade para conhecer ou voltar lá, não? E você contribui com a instituição Amigos do Bem. Congratulazioni, Stuzzi!

5 de julho de 2010

Eventos em Paris no mês julho


 Paris ... ah, Paris! O destino europeu preferido dos brasileiros e, talvez, do mundo todo. E a cidade luz ferve no verão. Com dias longos, que duram até às 22 hs., há programas de sobra para você se divertir.
Destaques:
- De 03 a 13 de julho: Festival de Cinema de Paris.
- Dia 14 de Julho: Queda da Bastilha, feriado nacional e evento mais comemorado pelos franceses. Há diversos shows de música e fogos por toda a cidade. Fique atento pois a comemoração começa na véspera, 13.07. Para saber mais, acesse o site oficial da cidade de Paris.
- Dia 25 de Julho: encerramento do Tour de France

Acesse o site Bonjour Paris e conheça a programção completa do mês de julho. Profitez vous!

2 de julho de 2010

Três dias pela primeira vez em Buenos Aires


Céu de Inverno em Buenos Aires

Dia 1 - Conhecendo os pontos turísticos
Há quem opte por começar a visita em Buenos Aires com um City Tour. Particularmente, não gosto de City Tour: você conhece tudo e nada ao mesmo tempo. Além disso, num local onde não perderia nem 2 minutos sequer, é obrigado a ficar por meia hora, até que todos retornem ao ônibus.
Portanto, eu sugiro conhecer por conta própria os lugares abaixo.

1. Praça do Congresso, Casa Rosada e Praça de Maio: é possível chegar facilmente de metrô. Vá primeiro ao Congresso e depois pegue o metrô - linha "A" em direção à Praça de Maio. Essa é a primeira linha de metrô de Buenos Aires que foi construída no fim do século XIX e início do século XX. Você estará bem próximo da Calle Florida, caso queria conhecer. Eu acho lotada demais - é muito esforço para poquíssimas coisas interessantes, mas se procurar vai encontrar artigos de esporte, cosméticos e perfumes a bons preços, além da Falabella (boa loja de departamentos) e da Zara (os preços são melhores do que aqui). No entanto, como o peso argentino está tão barato para nós, brasileiros, se você for aos melhores shoppings da cidade também encontrará artigos baratos e poderá fazer suas compras com mais conforto.


2. Galerias Pacífico: embora tenha fama de ser caro, pois tem lojas de várias grifes famosas e caras,  é um bom shopping. Vale conhecer também pela arquitetura e os vitrais.

3. Almoço em Puerto Madero: há uma infinidade de restaurantes no Porto. Você pode dar uma volta e escolher o que lhe agrada mais. A brasileirada toda costuma baixar em peso no Cabaña las Lilas. Eu acho a carne muito boa, mas isso, em se tratando de Buenos Aires, não chega a ser uma vantagem competitiva; há restaurantes bem mais baratos cuja carne é tão boa quanto ou melhor. Para quem não se importa de comer em buffet, o custo-benefício do Siga la Vaca agrada (Alicia Moreau de Justo 1714, Puerto Madero - tel. 4315 6801 / 6802).

Costelinha no Cabaña Las Lilas

4. Livraria El Ateneo, Sorveteria Un Oltra Volta e lojas da Av. Santa Fé: A livraria El Ateneo fica num prédio imponente e luxuoso, na Rua Santa Fé, n. 1860. A visita à uma das maiores livrarias da América Latina vale pelo grande acervo e pela arquitetura do imóvel que já abrigou um teatro no início do Século XX. E já que está por ali, aproveite para dar um pulo na Sorveteria Un'altra Volta .... sem palavras para descrever as variedades de sabores que levam doce de leite. Só provando! Se quer fazer compras à moda argentina, a Av. Santa Fé tem boas lojas.

5. Show de tango - Já que a idéia é explorar os programas turísticos de Buenos Aires, hoje é o dia para um show de tango. Sugiro o Café Tortoni. Tem poucas mesas, não é tão caro (chega a custar metade do valor cobrado em outros lugares), o show é agradável e o que é melhor: você não sai com a impressão de ter sido esfolado após cair numa armadilha pega-turista. Você pode jantar antes do show, lá mesmo, mas não terá nenhuma experiência gastronômica reveladora. Ah, posso confessar uma coisa? Até me emocionei com o show! Não se esqueça de entrar em contato para fazer reserva.

 

Dia 2 -Turístico, pero no mucho

1. Estádio do Boca: se curte futebol, vai gostar do programa. Não é o meu caso, mas meu marido foi duas vezes ao Estádio, uma delas acompanhado por mim. Pode optar pela visita guiada, que custa . Se estiver por ali, pode dar um pulo no Caminito - por sua conta e risco, pois eu não recomendo. Acho muito chato esses lugares que são lotados, cheio de lojas de porcarias, que não tem nada além daquilo que foi montado para esfolar/impressionar turistas ....a mim, impressiona negativamente.
E, se conhecer o estádio está fora dos seus planos, pode optar por um programa mais tranquilo e mais "portenho": leve a canga e se estique ao sol no Parque de Palermo ou na deliciosa Praça Las Heras.
Com o friozinho que costuma fazer por lá no inverno, garanto que vai gostar de esquentar as canelas.

2. Palermo Viejo: siga direto para Palermo Viejo, onde há várias opções de lugares para almoçar. Meu preferido é o Lele de Troja (Costa Rica, 4901 - tel. 4832-2736) Está longe de figurar entre os mais indicados e famosos restaurantes do bairro, mas é disparado o meu preferido. Repeti com gosto o prato da última vez: risoto de legumes. O couvert é de dar água na boca. Pudera, os pães saem direto do forno a lenha para a sua mesa.
Se sua idéia é tomar um cerveja geladinha acompanhada de um "petisco", sugiro as fantásticas, crocantes, saborosas e quentinhas empanadas Romário (Rua Gurruchaga, 1493 - tel. 4511-4444), também feitas no forno a lenha. Recomendo os sabores queijo com cebola, carne e carne picante. Para mim, não existe a menor possibilidade de ir a Buenos Aires e não comer essa delícia!!! Se estiver um dia agradável, sente no terraço, no segundo andar.


Depois, perca-se pelas lojinhas do bairro, que é muito semelhante à Vila Madalena. Confira aqui todas minhas dicas em Palermo Viejo: de lojas de sabonetes a roupas infantis, passando, é lógico, por uma boa sorveteria.

3. Após bater perna que nem louco a tarde toda, sugiro passar o fim de tarde no Mama Racha (Calle Costa Rica, 4692 - tel. 4833-4950),  que oferece desde chocolate quente ou café com torradas, sanduíches até massas ao estilo oriental e boas opções de vinhos.

4. Para o jantar, uma boa opção é o Olsen (Calle Gorriti, 5870, tel. 4776-7677). Tem canapés bem diferentes, feitos com carnes nórdicas, e interessante degustação de vodka. Não figura entre as novidades da cidade, mas continua com ótima fama e o lugar é bem agradável, seja pela moderna lareira no meio do salão ou pela ótima frequencia.

Dia 3 - Virei argentino
Depois que já fez tudo o que podia ter feito de mais turístico, é hora de curtir alguns programas tipicamente portenhos.

1. Comece o dia com um café da manhã no Nucha Café, na PraçaVicente Lopez - Rua Paraná, 1343, tel. 4813-9507. Experimente os deliciosos quadraditos, espécie de torta doce, com geléia de ameixa e suspiro. As geléias podem ser levadas na mala também.

2. Depois, visite o Malba, Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires: o passeio vale pelo Abapuru, de Tarcila do Amaral, e pelo charmoso café localizado no térreo do Museu.

3. De lá, dirija-se para o Parque Costanera Sur: além do passeio, poderá experimentar um autêntico Chopiran, acompanhado de uma cervejinha. Mesmo no frio, é fantástico! 

4. Após dar uma descansada por ali mesmo, um programa vespertino no Shopping Patio Bullrich é a dica para quem ainda não está satisfeito com as compras que fez. Há quem diga que é o shopping mais caro e chique da cidade. Outra opção mais barata e menos requintada, é o Shopping Alto Palermo, que eu gosto muito também. Ambos tem minha loja preferida de roupas femininas, a Rapsodia.

5. Para o jantar, reserve mesa no Parrilla La Cabrera (Cabrera, 5099, tel. 4831-7002), e despeça-se em grande estilo com uma boa parrillada.

Dicas gerais

1. Troque dinheiro no Banco de La Nacion. Há uma agência dele no aeroporto. As outras casas de câmbio no próprio aeroporto tem taxas de conversão bem ruins.

2. Não economize com táxi. É tão barato que na grande maioria das vezes vale à pena. Procure sempre ter dinheiro trocado, pois há taxistas que enrolam na hora do troco e quem sai perdendo, obviamente, é o passageiro.

3. Em todas as lojas pergunte pelo Tax Free - Global Refund. Se o estabelecimento tiver o respectivo formulário, você poderá reembolsar os impostos embutidos nos preços dos produtos que comprou - pode alcançar os 16%.

4. Cheque o Climatempo, mas julho por lá requer casaco pesado e, às vezes, um bom cobre-orelhas.

5. Veja todos os posts sobre Buenos Aires: clique aqui.

27 de junho de 2010

O sabor da Sicília em SP

Buon Giorno!!! Assim você será recebido pela simpática e sempre disposta Dona Helena,  brasileira  e esposa de siciliano, que há 10 anos coordena a cozinha do restaurante siciliano Taormina, instalado num quarteirão tranquilo da Alameda Itú, entre a Rua Pamplona e a Av. Nove de Julho. Ela faz questão não só de circular entre as mesas, mas também de explicar pessoalmente aos clientes os pratos que estão disponíveis no dia - não há cardápio escrito.

De entrada, Caponata Siciliana: rolinho de berinjela - que tem uma consistência inacreditável, pois se dissolve na boca, recheado com azeitonas verdes e ricota defumada, coberto de molho de tomate - acidez zero, perfeito! Há outra versão com berinjela a milanesa.

 Caponata
 
Alguns dos pratos principais são fusili com molho de linguiça, nhoque com molho ao sugo ou bolonhesa e o exótico mafioso, cuja massa em forma de rodinha chamada Ditalini - vem direto da Sicília para o Brasil -  é coberta com cubos de  berinjela, ricota defumada, molho de tomate e manjericão, e deve ser comido com colher. Se é bom?!?! É fabuloso!

Mafioso, para comer de colher

Depois, algumas fatias de fruta para limpar o paladar e, na sequência, café à moda italiana, acompanhado de cannoli, esse delicioso rolinho de massa crocante e recheio com creme, com um leve sabor cítrico.

Canolli

Como explica Dona Helena, o restaurante é simples e a comida, caseira. "É para se sentir na casa da nona." E é a mais pura verdade!

Anote: Alameda Itú, 251, tel. 3253.6276, de seg./dom. para o almoço, cardápio a R$ 28,00, sem bebida.

21 de junho de 2010

Sabores inusitados na Stuzzi

A Sorveteria Stuzzi, na Vila Madalena, sempre altera o cardápio, já que procura usar ingredientes da estação, aproveitando aquilo que cada um tem de melhor. Neste mês, provei o de doce de leite com amêndoas torradas ao sal e o de passas com vinho santo e pinoli. Esse último, pra mim, é imperdível ... mas ainda não ganha do meu queridinho zabaione com amarena!
Mais sobre Stuzzi aqui.

Maria Brigadeiro: eu amo!


A Maria Brigadeiro está ainda mais deliciosa. Antes só trabalhava sob encomenda e atendia com hora marcada em uma casa de vila bem charmosa, na Rua Cristiano Viana. Há pouco mais de dois meses abriu também nas redondezas uma loja na qual você pode observar através de uma parede de vidro a equipe trabalhando a todo vapor, produzindo alguns (por volta de 10 ou 12) dos mais de 40 sabores de brigadeiro do cardápio. E só passe vontade se quiser: os brigadeiros da chamada "Carta do dia" estão ali, prontinhos para irem embora com você. Recomendo o exótico Massala, feito com chocolate ao leite e especiarias indianas. Como não podia deixar de ser, o lugar é super simpático e de extremo bom gosto. Passa lá: Rua Capote Valente, 68, Pinheiros.

17 de junho de 2010

Loja grátis: isso existe!


Importando o conceito já existente na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na China para pesquisa de mercado, o Clube Amostra Grátis, aberto há pouco mais de um mês na Vila Madalena em São Paulo, já contava com 7 mil clientes inscritos antes mesmo de sua inauguração.
O funcionamento do Clube é simples. Em primeiro lugar, você deve fazer o cadastro pela internet e pagar a taxa anual de R$ 50,00. (Atenção: se for à loja sem inscrição, não conseguirá levar nada para casa. O cadastro e o pagamento da taxa anual só podem ser feitos pela interne.)
Depois, ao dirigir-se à loja o associado poderá escolher até cinco produtos por mês, de acordo com um sistema de cores: os produtos nas prateleiras são identificados pelas cores vermelho, amarelo e verde e mensalmente o associado terá direito a até 01 produto vermelho, até 02 produtos amarelos e até 05 produtos verdes. No mês seguinte, para efetuar a nova escolha, o associado deve ter respondido pela internet as pesquisas dos produtos escolhidos no mês anterior.
Os fornecedores que têm contrato com o Clube podem manter seu produto na loja por um período mínimo de 15 dias e máximo de 2 meses, garantindo, assim, a variedade de mercadorias.
Nas prateleiras você pode encontrar deste condicionadores de cabelo e desodorantes até sorvetes, passando por produtos como café solúvel, macarrão instantâneo e ração para gato.
Quer saber se vale à pena? É relativo. Eu não como comida instantânea nem tenho gato, mas provaria os vários sorvetes da marca Garoto que estavam disponíveis na loja hoje. Dê um pulinho lá: Rua Harmonia, 213 - seg./sab., das 10 às 19h.

E vem mais por aí: Em breve (a promessa é para junho), a Sample Lab, que é sucesso no Japão desde  2007 abrirá sua franquia em São Paulo, na Rua Augusta. A Sample Central Brasil é resultado da parceria entre o Instituto de Pesquisas IBOPE, a Agência de Promoções Bullet, os Publicitários Celso Loducca e João Pedro Borges Badue e os fundos de investimentos DGF Investimentos e Calés Investimentos. Aguarde!

2 de junho de 2010

Hanami - Cerejeiras em Flor: o Paraíso é onde a felicidade está


Faz tempo que queria ter assistido ao filme Hanami - Cerejeiras em Flor. Na verdade, desde a Mostra de Cinema de São Paulo de 2008. Não deu ou simplesmente não era para ser. O fato é que esta semana, mais de um ano e meio depois de o filme ter sido exibido na Mostra, consegui ver. Aliás, não é um filme só para ver, é um filme para sentir ... é daqueles que causa pontada no peito e nó na garganta. Primeiro, porque trata do forte elo estabelecido entre o casal que vive a quarenta anos juntos, e a dor causada pela simples possibilidade da perta deste elo. Depois, porque toca em questões familiares cotidianas, mas nem por isso menos complicadas: o filho que mora longe e não vem nunca, os pais que não encontram mais lugar na vida dos filhos, os filhos que não tem tempo para os pais, o distanciamento, as saudades, a culpa, os sonhos realizados e outros abandonados.
Além de tudo, lança sutilmente uma questão que merece ser refletida: o Paraíso é onde a felicidade está. Em outras palavras, o Paraíso não é físico, mas sim um estado de espírito.
Direção de Doris Dorrie. Alemanha, 2008. Espaço Unibanco Pompéia 10, 13h50.

28 de maio de 2010

Nova loja Valrhona no Brasil: entre os melhores chocolates do mundo

A Valrhona é uma marca francesa de chocolates, originária de L'Hermitage, cidade próxima a Lyon, que existe desde 1922. Ao selecionar matéria-prima de qualidade em diversos países como Equador, Venezuela e República Dominicana, a grife garante variedade e excelência no sabor, e posa entre as mais conceituadas chocolateries do mundo.
Desde janeiro há um quiosque no Shopping Iguatemi, mas a partir de hoje você já pode experimentar as delícias na loja-conceito da grife, nos Jardins. Além das barras, diversos tipos de bombons (indico os de abricot e caramelo salgado, deliciosos!) e sobremesas. Mas prepare o bolso: os bombonzinhos custam R$ 5,00 cada e as sobremesas, R$ 25,00. Agora, se você é amante de chocolates, não vai deixar de provar, vai?!?
Alameda Lorena, 1818, de seg./sáb. das 10 às 22 h e dom. e feriados das 14 às 20h.

12 de maio de 2010

Paris by Philippe Starck: Hotel Mama Shelter

Se você pretende curtir férias em Paris fora do roteiro óbvio/turístico, um bom começo é hospedar-se no Mama Shelter. Com design criado por Philippe Starck, o hotel conquistou diversas indicações importantes (Revistas Wallpaper e Travel and Leisure). Ele oferece conforto e modernidade, aliados a preços acessíveis (no mês de setembro, há diárias por 89 euros! Mas os preços podem chegar perto de 200 euros, no quarto mais luxuoso). Além disso, por ser localizado fora do centro da cidade, bem distante das atrações turísticas mais procuradas e do agito cosmopolita, poderá lhe proporcionar uma experiência bem diferente: a vida num bairro parisiense.

4 de maio de 2010

As melhores baguetes de Paris: resultado do Gran Prix de La Baguette 2010

Se for a Paris, praticamente em todas as refeições será servido pão, o alimento sagrado na mesa do francês. Mas se você é dos meus, amante de um bom pão, poderá experimentar as melhores baguetes da cidade luz, percorrendo os endereços dos 10 primeiros colocados no GRAND PRIX DE LA BAGUETTE DE TRADITION FRANCAISE DE LA VILLE DE PARIS - 2010.

Primeiro colocado
Le Grenier à pain, Michel GALLOYER et Anne-Marie GUILLARD
38, rue des Abbesses Paris 18ème

Segundo colocado
Daniel POUPHARY
28 rue Monge Paris 5ème

Terceiro colocado
Macaron's café Dominique SAIBRON
77, av. du Gal Leclerc Paris 14ème

Quarto colocado
Yves DESGRANGES
6, rue de Passy Paris 16ème

Quinto colocado
Philippe GOSSELIN
258, bld St Germain Paris 7ème

Sexto colocado
Xavier DOUE
163, av. de Versailles Paris 16ème

Sétimo colocado
Jocelyn LOHEZIC
143, rue de Courcelles Paris 17ème

Oitavo colocado
La Boulangerie d’Isa Isabel GAVETA
127, rue de Charenton Paris 12ème

Nono colocado
Mohamed ZERZOUR
50, rue de l’Amiral Roussin Paris 15ème

Décimo colocado
Mohamed ZERZOUR
324, rue Lecourbe Paris 15ème

1 de maio de 2010

Guilherme Kramer participa de exposição nos dias 1 e 2 de maio

Smoking Heads é o nome desta obra de Guilherme Kramer. Em seu site, o artista descreve sua arte:
"Meu desenho é uma espécie de máquina de tortura, cada vez que vou para o papel, jorra sangue preto. Pintar e desenhar é isso que importa nesse momento, não tenho a mínima idéia de qual vai ser meu próximo tema, ou meu próximo desenho. A única coisa que sei é que quando terminar, vou querer fazer mais e mais."
A exposição dele e de outros artistas acontece hoje e amanhã, das 14h às 20h, Rua dos Cariris, 421.

17 de abril de 2010

Leve a canga para São Paulo: Parque Burle Marx


São Paulo é tão agitada, mas tão agitada, que é preciso esforço para encontrar algum refúgio de silêncio e paz. No fim-de-semana, impossível: praticamente todos os cantinhos já foram descobertos.
Mas numa segunda-feira pela manhã, sem o peso do dever nos ombros (traduza-se: férias!), encontrei um lugar calmo, para esticar minha canga, tomar sol e ler.
O parque Burle Marx, cujo paisagismo foi assinado por Roberto Burle Marx, foi inaugurado em 1955. Não é de fácil acesso, pois fica na Marginal Pinheiros, quase na Ponte João Dias. Você precisará de carro e, para parar dentro do parque, o estacionamento custa R$ 6,00. A mata garante sombra e ar fresco, e a proibição de animais de estimação, bicicletas, patins e bolas garante o silêncio. Bom passeio. Horário de abertura: seg./dom/, das 7h. às 19 h.

22 de março de 2010

Dicas de presentes para a Páscoa

Se quiser fugir do ovo de páscoa básico e inovar nos presentes, seguem algumas dicas.

Maria Brigadeiro - atualmente vende apenas sob encomenda, mas vai abrir uma loja em breve. Mas vá buscar sua encomenda pessoalmente, pois fica numa vila de casas linda e você será recebida com alguns exemplares dos deliciosos e macios brigadeiros. Os sabores Vinho do Porto (tradicional de chocolate com vinho do Porto na massa) e Peanut Butter (brigadeiro branco feito com pasta de amendoim e coberto com farofa de amendoim) são de matar!


Le Bonbon - a primeira loja e a fábrica ficam na minha cidade natal, Ribeirão Preto. Em São Paulo, a loja fica na Cristiano Viana. Indico muito a trufa de champagne e o Carre D'Apricot (pão de mel, com geléia de damasco, coberto com chocolate)... delírio puro!

The Cookie Shop - blog de uma cozinheira de mão cheia que virou também loja virtual. Eu ainda não experimentei nada, mas dessa Páscoa não passa. Foi muito bem recomendado. Sinceramente, se der uma olhada nas fotos do blog você vai concordar comigo que tudo parece delicioso, caprichado e perfeito!