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13 de junho de 2010

Três Dias Perfeitos em Milão - Viagem e Turismo


Este texto foi publicado no Guia Temático O Barato da Itália - Viagem e Turismo - Ed. Abril, que está nas bancas desde 01.06.2010 e também pode ser adquirido no site da Loja Abril.

TRÊS DIAS PERFEITOS EM MILÃO

Parque, castelo, obras de arte, bons restaurantes e muitas vitrines de grife num roteiro completo pela capital italiana da moda a menos de € 50 por dia

Verdade seja dita (e sem rodeios): Milão é uma das cidades mais caras da Europa e, sem dúvida, a mais cara da Itália. Líder no país em termos de dimensão, educação universitária, programação cultural e atividade política, sua região metropolitana é o sistema nervoso da economia do país. Estrategicamente localizada, é a sede de aproximadamente 200 bancos italianos e outros 40 estrangeiros. De igual importância são os setores fashion e de design. Hoje há aproximadamente 12 mil empresas dedicadas ao mundo da moda, 800 showrooms e 6 mil outlets. Referência para o design internacional, o Salão Internacional do Móvel de Milão recebeu, na edição de 2009, pleno ano de crise, cerca de 300 mil visitantes. Em outras palavras: Milão cheira a dinheiro e negócios. Mas também – e eis a parte que mais interessa – a boa comida, bons vinhos, belas obras de arte. E é possível, sim, se divertir muito gastando pouco. Para ver de tudo um pouco, três dias são suficientes – inclusive com escapada às lojas, já que ninguém é de ferro. Ainda que seja só para namorar as vitrines...

DIA 1 - grandes postais

O roteiro pode começar com uma visita ao Duomo ((Piazza del Duomo, 02/7202-3375, duomomilano.it;  catedral: 7h/19 h, telhado: 9h/17h45; € 5 pelo elevador, € 3,50 pelas escadas ), uma das maiores e mais impressionantes catedrais góticas do mundo, que começou a ser erguida no século 14. Vá com calma e inclua no passeio a indispensável subida ao telhado, que pode ser de escada ou elevador. Os dois caminhos levam ao mesmo lugar: a maravilhosa vista da cidade (com sorte, terá os Alpes como pano de fundo) e a inigualável sensação de pisar no telhado da terceira maior catedral do planeta, que levou quase 430 anos para ser finalizada, em 1813.
Logo ao lado do Duomo fica a Galleria Vittorio Emanuele II (Piazza del Duomo), que liga a Piazza del Duomo à Piazza Scala. Construída no século 19 por Giuseppe Mengoni, é o símbolo da elegância dos milaneses. Homens engravatados em seus ternos bem cortados e mulheres em seus tailleurs e calçando o sapato da moda – com salto altíssimo, claro – dividem espaço com os turistas abastados que invadem as lojas de marcas famosas (ali fica a primeira loja da Prada, por exemplo) e outros que vão apenas olhar e encaram, no máximo, um cafezinho ou um delicioso gelato italiano (se você se encaixar nessa categoria, não deixe de provar o sabor de pistache, ultra macio, por € 6). É supersticioso? Então procure no chão, no centro da Galleria, o touro que tem fama de transmitir fertilidade. Basta colocar um de seus calcanhares sobre os testículos do animal e girar no próprio eixo. Não se preocupe com o mico, milhares de pessoas repetem esse ato todos os dias. Quanto aos resultados, aí já é outra história...
Dali, a pedida é seguir para a Piazza Scala, onde fica o impressionante Teatro alla Scala, casa de ópera construída entre os anos de 1776 e 1778. E, mais adiante, você pode adotar um dos melhores passatempos milaneses: a arte de lamber vitrines. Pegue a Via Alessandro Manzoni, percorra a Via Montenapoleone, a Via della Spiga e a Corso Venezia, que juntas, formam o “Quadrilátero de Ouro” onde estão reunidas as grandes grifes do mundo. Muitos cifrões para o seu bolso? Nesse caso, vale voltar em direção ao Duomo pela Corso Vittorio Emanuele II, onde as lojas sob as arcadas são bem mais acessíveis que as marcas do quadrilátero.
A essa altura, como a fome já deve ter batido, a dica é o Panzerroti Luini (Via Santa Redegonda, 16, 02/8646-1917, luini.it; 2ª 10h/15h, 3ª/sáb. 10h/20h), a melhor fast-food de Milão, que existe desde 1949, quando a família de Giussepina Luini mudou da região da Puglia para a cidade. Panzerotti é uma pizza frita crocante, com recheios variados (o de queijo com tomate é imperdível). Não se assuste com a fila: ela é grande, mas é rápida! E o bolso vai agradecer a experiência: a refeição sairá a € 7. Você terá de se virar por ali mesmo, encostado em alguma vitrine, ou até mesmo sentado na calçada, como os milaneses.
Aproveite a tarde para dar mais uma volta pelo centro histórico e visitar a Pinacoteca Ambrosiana (Piazza Pio XI, 2, 02/806-921, ambrosiana.it; 3ª/dom 10h/17h30h; € 7,50) para conferir, entre outras, as obras de Caravaggio e Botticelli.  Perto dali fica a loja Peck (Via Spadari, 9, 02/802-3161, peck.it; 2ª 15h30/19h30, 3ª/6ª 9h15/19h30, sáb. 8h45/19h30; Cc: A,D,M,V), um famoso empório para quem curte cozinhar e comer. Caso tenha se empolgado e prefira uma tarde de compras, a Via Torino tem boas lojas de grandes redes, como a Zara, a H&M, a Fnac e a Promod. Outro destaque é a Rinascente (Piazza Duomo, 02/885-2471, rinascente.it; 9h30/22h; Cc: A, D, M, V), loja de departamentos perto do Duomo que reúne uma série de marcas. No último andar, além de encontrar várias guloseimas para trazer na mala, você pode escolher entre restaurantes ou bares para tomar um aperitivo e jantar bem ao ladinho das torres da catedral. O Il Bar, com boas massas e risotos, é uma ótima pedida (€ 22 por pessoa, com taça de vinho e couvert). As luzes do Duomo acesas vêm de brinde...

Faça as contas
Transporte (bilhete diário de metrô): € 3
Entradas para as atrações (com a subida ao Duomo pelas escadas): € 11
Refeições: € 35
TOTAL: € 49

DIA 2 - Arte e parque

Com a visita já agendada previamente, programe-se para chegar à Chiesa Santa Maria delle Grazie (Piazza Santa Maria delle Grazie, 2, 02/9280-0360, cenacolovinciano.org; 3ª/dom. 8h15/19h;  € 6.50 + € 1,50 da reserva) com, no mínimo, 20 minutos de antecedência ao horário de sua visita para retirar o ticket na bilheteria. Afinal, você não gostaria de perder a oportunidade de ver a mais importante obra de Leonardo da Vinci, A Última Ceia, por chegar atrasado, certo? E aqui eles são super pontuais.
Ao sair, já na hora do almoço, rume para o Il Bolognese (Corso Genova, 3, 02/5810-0824; 2ª/sáb. 12h/14h45 e 19h15/0h – cozinha fecha às 23h; Cc: A, D, M, V), uma cantina tradicional, com ambiente bem típico, rústico e funcionários à moda antiga. Há um bufê de antipasti, no qual você poderá provar o excelente presunto cru com figo e melão. As massas feitas à mão são de excelente qualidade. Destaque para o espaguete à bolonhesa e para a lasanha verde. Mas a especialidade da casa é o fritto misto all' Emiliana, um fritado de frango, carneiro, maçã e abobrinha. A refeição, com taça de vinho e couvert, vai custar cerca de € 25.
À tarde, uma boa pedida é passear pelo Parco Sempione (entradas pelas Via Pagano, Via Bertani, Piazza Castello, Viale Elvezia, Viale Milton, Viale Gladio, Viale Alemagna e Viale Legnano; jan/fev e nov/dez 6h30/20h, mar/abr e out 6h30/21h, mai 6h30/22h, jun/set 6h30/23h30), um enorme jardim recheado de lagos. Leve uma canga e escolha uma sombra para descansar (isso também é turismo). Depois, aproveite para visitar o Castello Sforzesco (Piazza Castello, 02/8846-3700, milanocastello.it), uma fortificação do século 14 erguida pela família Visconti, cuja entrada é grátis. E termine o dia com uma refeição bem italiana – pizza! Há quem diga que a melhor da cidade é a da Pizzeria Grand’Italia (Via Palermo, 5, 02/877-759; 12h/14h45 e 19h//2h - a cozinha fecha às 23h30), famosa pela massa grossa. Vive lotada, o que é um ótimo sinal. A compensação: uma conta de € 12 por pessoa.


Faça as contas
Transporte (bilhete diário de metrô): € 3
Entradas para as atrações: € 8
Refeições: € 37
TOTAL: € 48

DIA 3 - O outro lado
  
Vale começar o dia na Pinacoteca de Brera (Via Brera, 28, 02/8942-1146, brera.beniculturale.it; 3ª/dom. 8h30/19h15; € 5), uma das maiores galerias de arte da Itália. Caravaggio, Bellini, Tintoretto, Raphael e Piero della Francesca são apenas alguns exemplos do que você verá. É fácil gastar o dia todo por ali, mas o ideal é reservar a manhã para explorar Milão um pouquinho mais no último dia. E emendar com um almoço no Brek (Piazzeta Umberto Giordano, 1, 02/7602-3379, brek.com; 12h/15h e 18h30/22h30), ali nos arredores, que tem um ótimo bufê self service recheado de produtos regionais e frescos, a cerca de € 15 por pessoa.
À tarde, dá para passear pelo delicioso bairro do Brera, o lugar das lojas bacanas, dos cafés, dos artistas, dos estudantes de Belas Artes. Na happy hour, a boa é seguir  para o Navilgli. Há vários bares para escolher à beira dos canais, caso do Spazio Movida (Ascanio Sforza, 41, 02/5810-2043, spaziomovida.it; 18h/2h; Cc: V). E lembre-se: você paga a bebida e os petiscos são de graça! Espere gastar € 15 com as bebidas e voltar feliz da vida para o hotel. Quer despedida melhor? 


Faça as contas
Transporte (bilhete diário de metrô): € 3
Entradas para as atrações: € 5
Refeições: € 30
TOTAL: € 38


ONDE É MELHOR

FICAR
O Vietnamonamour Bed and Breakfast (Via Alessandro Pestalozza 7, 02/7063-4614, vietnamonamour.com; diárias desde € 120) é simples, aconchegante, e tem apenas quatro quartos. Perto do Quadrilátero de Ouro fica o Town House 31 (Via Goldoni, 31, 02/70-156, townhouse.it/th31/; diárias desde € 179 para pacote de 3 noites; Cc: A, D, M, V), que se autointitula um pequeno hotel-butique. Está instalado num charmoso edifício do século 19. Seu irmão Town House 8 (Via Silvio Pellico, 8, 02/3659-4690, townhouse.it/th8; diárias desde € 297; Cc: A, D, M, V) é para poucos e bons. Em outras palavras: para quem quer ter o gostinho de se hospedar dentro da Galeria Vittorio Emanuele II (e pagar por isso, claro).

2 de junho de 2010

Viagem e Turismo - O Barato da Itália - Milão


Já está nas bancas o Guia Temático O Barato da Itália, da Viagem e Turismo. A mim coube a difícil tarefa de sugerir roteiros diários com custo máximo de 50 Euros na cidade mais cara da Itália: Milão (p. 22 a 29). Parque, Castelo, obras de arte, comidinhas ... vale tudo, até lamber vitrines! Boa leitura!

3 de maio de 2010

Receita de cantucci toscani


Atendendo a pedidos, segue a receita do cantucci que aprendi na Toscana. Nem me perguntem se é bom, porque ocuparia uma página só tecendo elogios. O que posso dizer é: faça em casa! As amêndoas cruas sem pele e a essência de laranja em pó você encontra no Santa Luzia, em São Paulo. Fiz pequenas adaptações à receita, principalmente para converter as medidas.

Ingredientes
1,25 Kg de farinha de trigo
1,10 Kg de açúcar
12 ovos
500 gr. de amêndoas cruas e sem pele
1 colher de sopa de essência de laranja
1 fava de baunilha
1 colher de sopa de fermento em pó

Receita
1. Misture em um bowl bem grande, até obter uma massa homogenea, o açúcar, os ovos, a essência e a baunilha.
2. Em outro recipiente, misture a farinha e o fermento.
3. Adicione as duas misturas preparadas nos itens 1 e 2. Quando homogênea, adicione as amêndoas e misture apenas o suficiente para incorporá-las à massa.
4. Faça rolos com a massa. Cada rolo deve ter aproximadamente  5 centímetros de diâmetro.  O rolo terá o comprimento do menor lado da assadeira. Veja a foto abaixo e entenderá.
5. Coloque papel manteiga na assadeira, que não deverá ser untada. Coloque os rolos sobre o papel e dê uma leve achatada nos rolos, pois vão assar melhor e de maneira mais uniforme.


6. Pincele ovos nos rolos (misture 2 ovos, 2 colheres de sopa de água e uma pitada de sal).
7. Leve as assadeiras (2 a 3 rolos por assadeira, com espaço suficiente para que cresçam) ao forno a 180 graus, até que a massa fique dourada.
8. Corte na diagonal em tiras finas. Retornar ao forno até dourar. Sirva com Vin Santo.

8 de março de 2010

Stuzzi Sorveteria

Quando voltei da Itália, em outubro do ano passado, completamente fascinada com o sorvete de lá, não cansava de me perguntar porque uma cidade como São Paulo não tinha uma sorveteria daquelas. O fato é que, na verdade, eu não conhecia a Stuzzi Gelateria Italiana. Localizada numa esquina próxima ao metrô Vila Madalena, a Stuzzi não deixa nada a desejar se comparada à Vivoli, de Firenze (na qual me viciei em apenas 4 dias de férias). Os sabores variam, pois a filosofia é utilizar ingredientes da estação para extrair o que eles têm de melhor. Muitos deles vem da Itália. Meus sabores favoritos: zabaione com amarena (uma espécie de cereja), pistache e iogurte com frutas vermelhas. Se der uma passada lá no fim-de-semana talvez a gente se encontre ... vou estar com uma casquinha de zabaione com amarena na mão ... e uma embalagem para viagem na outra! Anote: Rua Paulistânia, 450 - tel. 3816-0279.

O balcão

Zabaione com amarena

6 de março de 2010

Trattoria del Faggioli

Faz alguns dias, publiquei um post sobre o B&B Le stanze di Santa Croce, em Firenze. Lá, fui bem rebebida pela simpática e prestativa Mariangela. Ela me indicou o Fagioli restaurante como uns dos melhores restaurantes da cidade e, enfaticamente, sugeriu que eu não deixasse de ir. Como as dicas que ele havia me dado tinham sido ótimas, decidi que não poderia perder. Mesmo sem ter tanta fome assim, me dirigi ao restaurante no horário de abertura, oito da noite, pois lá as pessoas costumam sair cedo para jantar e, além disso, era sexta-feira. Para meu desespero, apenas 15 minutos após a casa abrir, não havia mais lugares disponíveis; os poucos vagos aguardavam as reservas. Um senhor muito simpático, me avisou educadamente: sinto muito! E aí, já sabe, a dificuldade aumenta a necessidade, e o desespero tomou conta de mim: "pelo amor de Deus, vou embora amanhã!" "Ah, sinto muito", disse ele. Mas eu não arredei o pé: "foi a Mariangela quem me mandou aqui!" Ele fez charme. Consultava o caderno de reservas, olhava pra os lados, contava os lugares, dava uma bufadinha. Até que resolveu me conseguir um lugar numa mesa coletiva de uns 10 lugares.
Numa ponta, um casal de canadenses. Na outra, três alemães. No meio, euzinha, sem ninguém na minha frente, olhando para os pratos alheios e para a cozinha. Comecei bem: brusquetas divinas! As melhores que já comi. Depois, dei uma fuçada na cozinha, esticando os olhos pelo passa-pratos...."Hummm, quero aquele bolinho ali, aquele de carne". "Só ele? Não quer que eu ponha um pouco de porccini da estação?" Era época de cogumelos, aqueles danados de bom. Quem sou eu para rejeitar! Aceitei! Queria mais colgumelos, muito mais, de tão saboroso. Mas eu ainda tinha que comer o nhoque....
Enquanto eu fotografava os pratos, a canadense ao lado me olhou com cara de dó e perguntou se eu queria que ela tirasse uma foto de mim. Deve ter pensado que eu tirava fotos das comidas porque, como eu estava sozinha, era a única coisa que me restava fazer (tipo as pessoas que vão sozinhas ao restaurante e ficam grudadas no celular, sabe?).
De repente, eis que chega à mesa:  gnocchi di zucca! Quase não acreditava, de tão bom! Imaginava que a abóbora poderia deixar a massa pesada, mas não! Era leve, delicioso! Ainda sobrou um espacinho para a sobremesa, torta de pera. Sai radiante. Rolando, mas radiante.... não é isso que importa?

Anote: Corso dei Tintore, 47 - fecha aos sábados e domingos (Vai entender. Não dá para ser pefeito!)



22 de fevereiro de 2010

Por onde andam os fiorentinos?

Quatro dias em Firenze é pouco para conhecer todos os cantos por onde andam os fiorentinos. Nem tinha essa pretensão. Mas um destino certo é o Mercado de Sant' Ambrogio. O passeio no mercado é algo fascinante! É óbvia a intimidade entre o fiorentino e a comida (a boa comida). Está no brilho dos olhos dos fiorentinos o prazer em escolher aquilo que tornará o seu prato mais saboroso e sua família mais feliz. Está na voz de quem trabalha a preocupação em oferecer o que há dem melhor, mais colorido e mais bonito. Está no ar o aroma das ervas, frutas e legumes frescos. Se ao ler, se animou, é porque também vai gostar! Anote o endereço: Piazza Lorenzo Ghiberti, próximo ao cruzamento da Via dei Macci com Via Andrea del Verrocchio.








21 de fevereiro de 2010

Segredinho em Firenze - Le Stanze di Santa Croce B&B

O site Secret Places, que eu já venho indicando há algum tempo, acertou de novo. Em Firenze, escolhi o Le Stanze di Santa Croce. Na chegada, um bilhete de boas-vindas acompanhado de um mapa da cidade. Ninguém por perto, só a promessa escrita de encontrar a anfitriã Mariangela no café-da-manhã do dia seguinte. O quarto colorido e bem decorado, cheiroso, os lençois branquinhos e deliciosos já me acolheram de imediato. No dia seguinte, Mariangela me recebeu como quem recebe um amigo em sua própria casa: me deu do bom e do melhor para comer, serviu café fresquinho, sentou e bate-papo na maior simpatia! Aliás, fizemos isso com gosto durante os quatro dias que estive lá. Além disso, as grandes experiências gastronômicas que tive na cidade ocorreram por indicações dela. E o que mais ainda ela podia fazer por mim? Guardar toda a tralha que comprei e não tinha condições de carregar até o curso de culinária. Ótimo. Um motivo para voltar depois, e ficar mais uma noite .... e foi exatamente o que eu fiz!

20 de fevereiro de 2010

Leve a canga para Firenze


Por incrível que pareça, no meio de toda aquela turistada, dos guias com seus grupos disputando lugar nas filas para ver mais uma obra renascentista, há um lugar calmo em Firenze, em que você pode simplesmente esticar sua canga, curtir, descansar,  beber ou fazer o que bem entender. A dica é a Piazza Santa Maria Novella. Descansado? Baterias recarregadas? Então disponha-se a conhecer o bairro, que é demais!

10 de fevereiro de 2010

Receita da Toscana: Molho de tomate



Sofritto - é uma base tradicional usada em várias receitas, como molhos e sopas. É o que aqui chamamos de refogado, e pode ser feito somente com cebola e azeite ou alguns outros ingredientes, como alho, cenoura e echalotes. Adicionar sal bem no começo é uma dica importante para que os vegetais soltem a água.
 
7 colheres de sopa de azeite extra virgem (aprox. 120 ml)
2 cenouras descascadas e picadas
1 talo de erva-doce picado
2 cebolas médias
1 kg de tomates maduros, com casca e pele, cortados em quatro pedaços
1 maço de manjericão
Sal e pimenta moída na hora a gosto

1.   Coloque os ingredientes numa frigideira grande, exceto os tomates e o manjericão, adicione sal e pimenta e cozinhe em fogo baixo por 15 minutos, mexendo sempre.
2.   Adicione os tomates cortados e agora deixe cozinhar mais 20 minutos ou o tempo necessário para os tomates dissolverem.  Mexa sempre.  Coloque o manjericão fresco (deixe afundar no molho para que não escureça) e bata no liquidificador até atingir a textura que preferir.

Sirva e aproveite! É uma delícia!

24 de novembro de 2009

Milão: compras, panzerotti e zabaione.

Milão é a típica cidade grande, cheia de executivos de ternos bem alinhados andando para lá e para cá. As mulheres de tailleur e sapato louboutin desfilam pela Galeria Vitorio Emanuelle. Os turistas disputam espaços nas vitrines da Ferragamo e da Louis Vuitton. Cidade onde corre dinheiro; isso se vê nas ruas, na cara das pessoas. Pouco cativante, nem parece o mesmo país da Toscana, dos italianos estridentes, de apetite infindável e espontaneidade única
Tentei fugir da rota estritamente turística, mas não me dei bem. Tentei o bairro da Rua Paolo Serpi, indicado por um site: roubada master, pois é um Bom Retiro piorado, bem piorado.
Também tentei o bairro Navigali, que imaginava ser algo estilo Vila Madalena. Os restaurantes estavam vazios, algumas lojas fechadas e ninguém nas ruas. Como é lotado de bares, talvez o ideal seja ir à noite, nos fins-de-semana.
Por isso, acabava sempre ficando na região do Duomo e da Galeria Victorio Emanuelle.



Por ali, você pode encontrar tudo o que quiser comprar na Corso Victorio Emanuelle e na Via Torino.
Na Via Torino tem FNAC, Camper, Muji, Zara, Beneton, Promod, Accessorize e todas aquelas lojas que você vê nas principais cidades da Europa e que eu adoro.
A Corso Emanuelle repete muitas dessas lojas. Nela, você encontra a Rinascente, loja de departamentos com todas as marcas que puder imaginar, especialmente as mais caras (Missoni, Pucci, Diesel, Ferragamo, DKNY etc). O departamento de perfumes é ótimo, muito completo. Os departamentos de decoração e utilidades domésticas tem uma variedade imensa de itens e marcas. Você encontra absolutamente tudo: Bodum, Reisenthel, WMF, Oxo, Lampe Berger, Alessi, Fakelmann, Le Creuset, Cusinart e muito mais.
No último andar, além de encontrar várias guloseimas maravilhosas (flor de sal, chás da Kusmi, torrones, pan forte de Siena, geléias, azeites trufados etc), você pode escolher entre restaurantes ou bares para tomar um aperetivo, um café ou mesmo jantar bem ao ladinho das torres do Duomo! À noite, com as luzes do Duomo acesas, é muito lindo!

Não deixe de subir ao telhado do Duomo: alem da vista, é uma experiência inusitada, pois não é sempre que se pode subir no telhado de uma grande igreja!


 





Para não ser injusta, preciso dizer que tive duas experiências gastronômicas fantásticas em Milão:

Panzarroti, no Cuini – Via S. Radegonda
Passando pela rua na hora do almoço, vi filas que saiam da pequena “lanchonete”e avançavam pela rua. A fila era tão grande, que me intrigou. Voltei. Que bom que voltei! Panzarotti! Uma das guloseimas mais fantásticas que já provei! Comi duas de cara! Depois de dois dias, voltei! Que bom que voltei! Repeti a de tomate com muzzarella. Divina! Se voltar a Milão, vou direto pra lá.



Zabaione quente, no Milanese – Via Santa Marta, 11
É divino! O prato era ótimo também (tagliarini com cogumelo porcini fresco), mas o Zabaione te faz esquecer do resto, predomina na sua mente! Posso lembrar do gosto desta sobremesa!

15 de outubro de 2009

Eu estava aprendendo a deixar no prato ...

Ah, eu estava aprendendo a deixar no prato!  Durante o jantar de hoje, em Firenze, (20 h., exatamente 5 h. depois do almoço), comecei a rir sozinha! Eu nunca deixo sobrar! Mesmo depois de um antipasto gigante (massa em forma de conchinha) e muito vinho, eu não deixo sobrar! Eu brinco com meu marido: eu estou aqprendendo a deixar sobrar! E aí, deixo dois raviolis depois de comer 48 deles! Ele ri! E tudo se repete no próximo restaurante ou na próxima refeição! Mas eu tento! Eu estava tentando deixar sobrar! Hoje, no almoço, eu consegui! Deixei sobrar um pouquinho de cada coisa. Um pouco do antipasti, do primo piati, do secondo piati! A sobremesa mandei ver, todinha! Mas depois de cinco horas estava enfrentando uma pizza de mozzarella! Comi inteirinha!!! Nao sobrou nem a bordinha! (Helô! Porque você não veio comigo!?!?!Comeria uma pizza inteira também!!!) Enfim, desaprendi a deixar sobrar!!! Os ensinamentos católicos da infância foram mais fortes do que eu: deixar comida no prato é pecado!!!!
E se voce esta na Itália, tudo conspira a favor: evoque um santo e mergulhe de cabeça numa boa pizza ou num bom sorvete!!!!