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2 de julho de 2010

Três dias pela primeira vez em Buenos Aires


Céu de Inverno em Buenos Aires

Dia 1 - Conhecendo os pontos turísticos
Há quem opte por começar a visita em Buenos Aires com um City Tour. Particularmente, não gosto de City Tour: você conhece tudo e nada ao mesmo tempo. Além disso, num local onde não perderia nem 2 minutos sequer, é obrigado a ficar por meia hora, até que todos retornem ao ônibus.
Portanto, eu sugiro conhecer por conta própria os lugares abaixo.

1. Praça do Congresso, Casa Rosada e Praça de Maio: é possível chegar facilmente de metrô. Vá primeiro ao Congresso e depois pegue o metrô - linha "A" em direção à Praça de Maio. Essa é a primeira linha de metrô de Buenos Aires que foi construída no fim do século XIX e início do século XX. Você estará bem próximo da Calle Florida, caso queria conhecer. Eu acho lotada demais - é muito esforço para poquíssimas coisas interessantes, mas se procurar vai encontrar artigos de esporte, cosméticos e perfumes a bons preços, além da Falabella (boa loja de departamentos) e da Zara (os preços são melhores do que aqui). No entanto, como o peso argentino está tão barato para nós, brasileiros, se você for aos melhores shoppings da cidade também encontrará artigos baratos e poderá fazer suas compras com mais conforto.


2. Galerias Pacífico: embora tenha fama de ser caro, pois tem lojas de várias grifes famosas e caras,  é um bom shopping. Vale conhecer também pela arquitetura e os vitrais.

3. Almoço em Puerto Madero: há uma infinidade de restaurantes no Porto. Você pode dar uma volta e escolher o que lhe agrada mais. A brasileirada toda costuma baixar em peso no Cabaña las Lilas. Eu acho a carne muito boa, mas isso, em se tratando de Buenos Aires, não chega a ser uma vantagem competitiva; há restaurantes bem mais baratos cuja carne é tão boa quanto ou melhor. Para quem não se importa de comer em buffet, o custo-benefício do Siga la Vaca agrada (Alicia Moreau de Justo 1714, Puerto Madero - tel. 4315 6801 / 6802).

Costelinha no Cabaña Las Lilas

4. Livraria El Ateneo, Sorveteria Un Oltra Volta e lojas da Av. Santa Fé: A livraria El Ateneo fica num prédio imponente e luxuoso, na Rua Santa Fé, n. 1860. A visita à uma das maiores livrarias da América Latina vale pelo grande acervo e pela arquitetura do imóvel que já abrigou um teatro no início do Século XX. E já que está por ali, aproveite para dar um pulo na Sorveteria Un'altra Volta .... sem palavras para descrever as variedades de sabores que levam doce de leite. Só provando! Se quer fazer compras à moda argentina, a Av. Santa Fé tem boas lojas.

5. Show de tango - Já que a idéia é explorar os programas turísticos de Buenos Aires, hoje é o dia para um show de tango. Sugiro o Café Tortoni. Tem poucas mesas, não é tão caro (chega a custar metade do valor cobrado em outros lugares), o show é agradável e o que é melhor: você não sai com a impressão de ter sido esfolado após cair numa armadilha pega-turista. Você pode jantar antes do show, lá mesmo, mas não terá nenhuma experiência gastronômica reveladora. Ah, posso confessar uma coisa? Até me emocionei com o show! Não se esqueça de entrar em contato para fazer reserva.

 

Dia 2 -Turístico, pero no mucho

1. Estádio do Boca: se curte futebol, vai gostar do programa. Não é o meu caso, mas meu marido foi duas vezes ao Estádio, uma delas acompanhado por mim. Pode optar pela visita guiada, que custa . Se estiver por ali, pode dar um pulo no Caminito - por sua conta e risco, pois eu não recomendo. Acho muito chato esses lugares que são lotados, cheio de lojas de porcarias, que não tem nada além daquilo que foi montado para esfolar/impressionar turistas ....a mim, impressiona negativamente.
E, se conhecer o estádio está fora dos seus planos, pode optar por um programa mais tranquilo e mais "portenho": leve a canga e se estique ao sol no Parque de Palermo ou na deliciosa Praça Las Heras.
Com o friozinho que costuma fazer por lá no inverno, garanto que vai gostar de esquentar as canelas.

2. Palermo Viejo: siga direto para Palermo Viejo, onde há várias opções de lugares para almoçar. Meu preferido é o Lele de Troja (Costa Rica, 4901 - tel. 4832-2736) Está longe de figurar entre os mais indicados e famosos restaurantes do bairro, mas é disparado o meu preferido. Repeti com gosto o prato da última vez: risoto de legumes. O couvert é de dar água na boca. Pudera, os pães saem direto do forno a lenha para a sua mesa.
Se sua idéia é tomar um cerveja geladinha acompanhada de um "petisco", sugiro as fantásticas, crocantes, saborosas e quentinhas empanadas Romário (Rua Gurruchaga, 1493 - tel. 4511-4444), também feitas no forno a lenha. Recomendo os sabores queijo com cebola, carne e carne picante. Para mim, não existe a menor possibilidade de ir a Buenos Aires e não comer essa delícia!!! Se estiver um dia agradável, sente no terraço, no segundo andar.


Depois, perca-se pelas lojinhas do bairro, que é muito semelhante à Vila Madalena. Confira aqui todas minhas dicas em Palermo Viejo: de lojas de sabonetes a roupas infantis, passando, é lógico, por uma boa sorveteria.

3. Após bater perna que nem louco a tarde toda, sugiro passar o fim de tarde no Mama Racha (Calle Costa Rica, 4692 - tel. 4833-4950),  que oferece desde chocolate quente ou café com torradas, sanduíches até massas ao estilo oriental e boas opções de vinhos.

4. Para o jantar, uma boa opção é o Olsen (Calle Gorriti, 5870, tel. 4776-7677). Tem canapés bem diferentes, feitos com carnes nórdicas, e interessante degustação de vodka. Não figura entre as novidades da cidade, mas continua com ótima fama e o lugar é bem agradável, seja pela moderna lareira no meio do salão ou pela ótima frequencia.

Dia 3 - Virei argentino
Depois que já fez tudo o que podia ter feito de mais turístico, é hora de curtir alguns programas tipicamente portenhos.

1. Comece o dia com um café da manhã no Nucha Café, na PraçaVicente Lopez - Rua Paraná, 1343, tel. 4813-9507. Experimente os deliciosos quadraditos, espécie de torta doce, com geléia de ameixa e suspiro. As geléias podem ser levadas na mala também.

2. Depois, visite o Malba, Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires: o passeio vale pelo Abapuru, de Tarcila do Amaral, e pelo charmoso café localizado no térreo do Museu.

3. De lá, dirija-se para o Parque Costanera Sur: além do passeio, poderá experimentar um autêntico Chopiran, acompanhado de uma cervejinha. Mesmo no frio, é fantástico! 

4. Após dar uma descansada por ali mesmo, um programa vespertino no Shopping Patio Bullrich é a dica para quem ainda não está satisfeito com as compras que fez. Há quem diga que é o shopping mais caro e chique da cidade. Outra opção mais barata e menos requintada, é o Shopping Alto Palermo, que eu gosto muito também. Ambos tem minha loja preferida de roupas femininas, a Rapsodia.

5. Para o jantar, reserve mesa no Parrilla La Cabrera (Cabrera, 5099, tel. 4831-7002), e despeça-se em grande estilo com uma boa parrillada.

Dicas gerais

1. Troque dinheiro no Banco de La Nacion. Há uma agência dele no aeroporto. As outras casas de câmbio no próprio aeroporto tem taxas de conversão bem ruins.

2. Não economize com táxi. É tão barato que na grande maioria das vezes vale à pena. Procure sempre ter dinheiro trocado, pois há taxistas que enrolam na hora do troco e quem sai perdendo, obviamente, é o passageiro.

3. Em todas as lojas pergunte pelo Tax Free - Global Refund. Se o estabelecimento tiver o respectivo formulário, você poderá reembolsar os impostos embutidos nos preços dos produtos que comprou - pode alcançar os 16%.

4. Cheque o Climatempo, mas julho por lá requer casaco pesado e, às vezes, um bom cobre-orelhas.

5. Veja todos os posts sobre Buenos Aires: clique aqui.

27 de junho de 2010

O sabor da Sicília em SP

Buon Giorno!!! Assim você será recebido pela simpática e sempre disposta Dona Helena,  brasileira  e esposa de siciliano, que há 10 anos coordena a cozinha do restaurante siciliano Taormina, instalado num quarteirão tranquilo da Alameda Itú, entre a Rua Pamplona e a Av. Nove de Julho. Ela faz questão não só de circular entre as mesas, mas também de explicar pessoalmente aos clientes os pratos que estão disponíveis no dia - não há cardápio escrito.

De entrada, Caponata Siciliana: rolinho de berinjela - que tem uma consistência inacreditável, pois se dissolve na boca, recheado com azeitonas verdes e ricota defumada, coberto de molho de tomate - acidez zero, perfeito! Há outra versão com berinjela a milanesa.

 Caponata
 
Alguns dos pratos principais são fusili com molho de linguiça, nhoque com molho ao sugo ou bolonhesa e o exótico mafioso, cuja massa em forma de rodinha chamada Ditalini - vem direto da Sicília para o Brasil -  é coberta com cubos de  berinjela, ricota defumada, molho de tomate e manjericão, e deve ser comido com colher. Se é bom?!?! É fabuloso!

Mafioso, para comer de colher

Depois, algumas fatias de fruta para limpar o paladar e, na sequência, café à moda italiana, acompanhado de cannoli, esse delicioso rolinho de massa crocante e recheio com creme, com um leve sabor cítrico.

Canolli

Como explica Dona Helena, o restaurante é simples e a comida, caseira. "É para se sentir na casa da nona." E é a mais pura verdade!

Anote: Alameda Itú, 251, tel. 3253.6276, de seg./dom. para o almoço, cardápio a R$ 28,00, sem bebida.

22 de junho de 2010

A Provence imortalizada pelo Pós-impressionismo

Este texto está na Revista Legado, Ano IV, número 13, publicada este mês. É uma publicação da  Editora Letras & Lucros.

A exuberância da região inspirou grandes mestres como Van Gogh, Matisse, Picasso e Paul Cézanne com o colorido de sua vegetação, suas montanhas, suas paisagens litorâneas e vilas aconchegantes.


E, na medida em que viajamos em busca da beleza,
as obras de arte podem de modo discreto 
começar a nos influenciar com relação aos
lugares que gostaríamos de visitar.
Alain de Botton, em A Arte de Viajar

 Guiados pelos mais diversos motivos, importantes pintores foram levados à Provence nos séculos XIX e XX. Seduzidos pelas luzes e cores intensas, proporcionadas pelo sol do clima mediterrâneo, o trabalho deles retratou a alma provençal: a exuberância natural da privilegiada região, com suas vibrantes paisagens litorâneas, o interior montanhoso salpicado de aconchegantes vilas e inspiradora e colorida vegetação.
Tais características fazem atualmente da Provence um dos destinos turísticos preferidos na Europa.

CÉZZANE


Ao contrário de outros pintores que se dirigiram à Provence – é o caso de Van Gogh, Matisse e Picasso – Paul Cézanne é natural da região. Nasceu na cidade de Aixen- Provence, em 19 de janeiro de 1839 e lá permaneceu até 1861. Naquele ano, influenciado pelo amigo de colégio Émile Zola, Cézanne partiu para a capital francesa em busca de desenvolvimento artístico, abandonando os estudos de Direito, que seguia para satisfazer os anseios paternos.
Durante os anos de colégio, previamente à partida de Zola para Paris, em 1858, Cézanne, Zola e Baptistin Baille aproveitavam os fins-de-semana no campo, devorando poesia e tornando-se efetivamente parte da natureza.
O pai de Cézanne adquiriu em 1859 a propriedade chamada Jas de Bouffan. Na época com vinte anos, o pintor já espiava e admirava a Montanha Sainte-Victoire.
Em Paris, Cézanne conheceu o pintor impressionista Camille Pissarro da Academia Suíça. Pissaro tornou-se seu mentor.
Em 1863, após ser recusado no Salão de Paris, o pintor expôs no Salão dos Recusados. Somente em 1882, e pela única vez em toda sua carreira, o artista é aceito no Salão de Paris e exibiu o Retrato de Louis-Auguste Cézanne, pai do artista.
Durante essas duas décadas, Cézanne alternava-se entre Paris, Aix e Estaque, vila marítima próxima a Marseille.
Em abril de 1886 ele se casou com Hortense Fiquet, com quem convivia há dezessete anos. Com a morte de seu pai, em outubro daquele ano, o artista passa a viver definitivamente em Aix, iniciando assim a fase essencialmente provençal de sua obra.
Em 1887 o pintor alugou um quarto no Château Noir e passou a explorar sistematicamente o campo e retratou, de maneira incansável, a Montanha Sainte-Victoire – fala-se em sessenta quadros.
Em 1895 ele alugou uma pequena casa em Bibémus, e continuou a trabalhar em seu tema predileto, as paisagens do campo, ainda obcecado pela Montanha Sainte-Victoire.
Após a morte de sua mãe e a venda de Jas de Bouffan, ele se estabeleceu em um apartamento na Rue Boulegon.
A partir de 1901 ele trabalhou em seu estúdio no Chemin des Lauves, de onde possuía uma vista magnífica da Sainte-Victoire e da cidade de Aix. Em 23 de outubro de 1906, Cézanne morreu vítima de pneumonia, após uma forte tempestade que o apanhara no campo. Viveu e morreu no campo, o seu lugar.

Cézanne nos arredores de Aix-en-Provence
› Jas de Bouffan A propriedade pertencente à família Cézanne nos anos de 1859 a 1899 pode ser visitada somente por meio de visita guiada. Para reservas, procure pelo Office de Tourisme.
› Pedreira Bibémus Há relatos de que Cézanne já frequentava o lugar desde a adolescência, acompanhado de Émile Zola. A partir de 1895 o pintor arrendou ali uma pequena propriedade. Uma diferente e estonteante visão da Sainte-Victoire se revela no local.
› Estrada Tholonet e Château Noir A Rota de Cézanne, como é chamada, oferece vista privilegiada da Sainte-Victoire e beira o Château Noir.
› Sainte-Victorie vista de Lauves Próxima ao estúdio alugado por Cézanne em 1901 pode-se chegar ao ponto exato em que o pintor montava seu cavalete, bem de frente para Sainte-Victoire.
› Office de Tourisme Para obter o mapa da região, se for se locomover de carro, ou para visitas guiadas a estes lugares, visite o Office de Tourisme, no centro da cidade. Place du General De Gaulle, 2 – tel. 33(0) 4 42 161 161 www.aixenprovencetourism.com.

VAN GOGH



 Nascido nos Países Baixos, em 20 de março de 1853, Vicent Willem Van Gogh em sua juventude interessou-se por assuntos religiosos, tendo cogitado formar-se padre. Mas por volta dos 27 anos, acreditando que a pintura poderia guiá-lo a Deus trocou a ideia do claustro pelos pincéis. Ganhou a pintura, ganhou a humanidade.
Sempre sustentado pelo irmão mais novo Theo, com quem manteve por toda a vida forte elo afetivo, Van Gogh se dedicou aos estudos das artes na Holanda e na Bélgica.
Somente em março de 1886 ele decide morar com Theo, que era marchand em Paris. Os irmãos dividem um apartamento em Montmartre, bairro parisiense preferido dos artistas na época, e Van Gogh passa a ter contato com Paul Gauguin, Henri de Toulouse-Lautrec, Emile Bernard, Camille Pissarro e John Russell.
Depois de dois anos em Paris, Van Gogh decide mudar- se para Arles, no sul da França. Sentia-se pouco à vontade na grande cidade com seu burburinho artístico e cultural. Embora tenha ficado por apenas quinze meses em Arles, o período foi determinante em termos de produção artística: aproximadamente 200 quadros, 100 desenhos e duzentas cartas. São desta época a Casa Amarela, O Quarto, A Cadeira de Gauguin, a série de telas intitulada Os Girassóis e tantas outras paisagens de árvores em flor, colheitas de trigo e noites estreladas.
De fato o pintor trabalhara demais à época, comparando-se a um lavrador sob o sol escaldante ou até mesmo a uma cigarra. Como resultado, Van Gogh retratou, na visão do próprio artista, aquilo que até então outros pintores provençais não haviam logrado êxito em retratar: a intensidade das cores, vivas e contrastantes. Vários tons de laranja, amarelo, vermelho, verde e azul passaram a ser utilizados de forma a maximizar o contraste.
Alain de Botton, em relato de viagem à região, declarou: “Meus próprios olhos se sintonizaram para ver a minha volta as cores que dominavam as telas de Van Gogh. Para onde eu olhasse, via cores primárias em contraste. Ao lado da casa, havia um campo roxo de alfazema ao lado de um trigal amarelo. Os telhados das construções eram laranja em contraste com um céu de um azul total. Verdes prados eram salpicados de papoulas vermelhas e cercados de espirradeiras”, ( A Arte de Viajar, pág. 212).
Em dezembro de 1888 deu-se o incidente em que Van Gogh cortou a própria orelha. Ficou internado por 14 dias no hospital de Arles, e depois foi internado em Saint-Remy, com quadro de depressão agravado, onde ficou pouco mais de um ano. Morreu apenas um ano e meio após o incidente, em julho de 1890, em Auvers, após atirar no próprio peito e murmurar a Theo: “La tristesse durera toujour” (A tristeza durará para sempre).
Mas em sua curta existência o artista atingiu seu objetivo: pintar o sul e torná-lo conhecido pela sua obra.

Van Gogh em Arles
› Espace Van Gogh - Place du Docteur Félix-Rey - tel.: 33 (0)4 90 49 39 39. A construção que data dos séculos XVI e XVII, abrigou o hospital da cidade, Hotel Dieu Saint-Espirit. O pintor ficou hospedado nele após cortar a própria orelha. O colorido jardim, aberto à visitação durante o dia, é muito semelhante à imagem retratada por Van Gogh em um de seus quadros.
› A Casa Amarela - Place Lamartine, 2. Pouco sobrou da construção que foi habitada pelo pintor. Mas é possível identificar o local.
› Café van Gogh - Place du Forum Arles. O atual Café Van Gogh, anteriormente denominado Café Terrace, foi reproduzido em 1888 pelo pintor, que costumava fazer várias de suas refeições ali. Trata-se de uma de suas obras mais famosas e conhecidas.
› Ponte Van Gogh - Canal d’Arles à Bouc. Localizada a alguns quilômetros da cidade, a Ponte Pencil, à época chamada Ponte Langlois foi pintada por Van Gogh, inspirado no estilo da pintura japonesa.
› Office de Tourisme d’Arles - www.arles-tourisme.com As informações detalhadas acerca das atrações turísticas podem ser obtidas na Oficina de Turismo da cidade. Lá também é possível agendar um tour completo, seguindo “os passos de Van Gogh”. As inspiradoras paisagens pintadas por Van Gogh, como as plantações de oliveiras que deram origem ao quadro Oliveiras com os Alpilles ao fundo, de 1889, fazem parte do passeio.

Explore a região
› Les Baux de Provence - localizado em Alpilles, região montanhosa, o minúsculo povoado fica encravado nas montanhas de calcário, aos pés das ruínas do antigo castelo de onde se tem uma vista deslumbrante incluindo as infindáveis plantações de oliveiras, de um verde aveludado. Há duas opções agradabilíssimas de hotel:
› L’Oustau de Baumanière - tel.: +33(0)4 90 54 33 07 www.oustaudebaumaniere.com. Hotel quatro estrelas no coração dos Alpilles, que oferece serviço de spa e alta gastronomia.
› La Cabro D’or - tel. : +33 (0)4.90.54.33.21 - www.lacabrodor.com.
› Maussane-les-Alpilles - Charmosa e calma, a cidade fica a quinze minutos de Les Baux de Provence.
› Moustier Sainte-Marie e Gorge du Verdon – pequena cidade encravada nas pedras, num desfiladeiro grandioso e que pode ser ponto de partida para o Cânion do Rio Verdon e a Route de Crêtes (D - 23), que oferece os melhores pontos para se ver o rio.

21 de junho de 2010

Maria Brigadeiro: eu amo!


A Maria Brigadeiro está ainda mais deliciosa. Antes só trabalhava sob encomenda e atendia com hora marcada em uma casa de vila bem charmosa, na Rua Cristiano Viana. Há pouco mais de dois meses abriu também nas redondezas uma loja na qual você pode observar através de uma parede de vidro a equipe trabalhando a todo vapor, produzindo alguns (por volta de 10 ou 12) dos mais de 40 sabores de brigadeiro do cardápio. E só passe vontade se quiser: os brigadeiros da chamada "Carta do dia" estão ali, prontinhos para irem embora com você. Recomendo o exótico Massala, feito com chocolate ao leite e especiarias indianas. Como não podia deixar de ser, o lugar é super simpático e de extremo bom gosto. Passa lá: Rua Capote Valente, 68, Pinheiros.

3 de maio de 2010

Receita de cantucci toscani


Atendendo a pedidos, segue a receita do cantucci que aprendi na Toscana. Nem me perguntem se é bom, porque ocuparia uma página só tecendo elogios. O que posso dizer é: faça em casa! As amêndoas cruas sem pele e a essência de laranja em pó você encontra no Santa Luzia, em São Paulo. Fiz pequenas adaptações à receita, principalmente para converter as medidas.

Ingredientes
1,25 Kg de farinha de trigo
1,10 Kg de açúcar
12 ovos
500 gr. de amêndoas cruas e sem pele
1 colher de sopa de essência de laranja
1 fava de baunilha
1 colher de sopa de fermento em pó

Receita
1. Misture em um bowl bem grande, até obter uma massa homogenea, o açúcar, os ovos, a essência e a baunilha.
2. Em outro recipiente, misture a farinha e o fermento.
3. Adicione as duas misturas preparadas nos itens 1 e 2. Quando homogênea, adicione as amêndoas e misture apenas o suficiente para incorporá-las à massa.
4. Faça rolos com a massa. Cada rolo deve ter aproximadamente  5 centímetros de diâmetro.  O rolo terá o comprimento do menor lado da assadeira. Veja a foto abaixo e entenderá.
5. Coloque papel manteiga na assadeira, que não deverá ser untada. Coloque os rolos sobre o papel e dê uma leve achatada nos rolos, pois vão assar melhor e de maneira mais uniforme.


6. Pincele ovos nos rolos (misture 2 ovos, 2 colheres de sopa de água e uma pitada de sal).
7. Leve as assadeiras (2 a 3 rolos por assadeira, com espaço suficiente para que cresçam) ao forno a 180 graus, até que a massa fique dourada.
8. Corte na diagonal em tiras finas. Retornar ao forno até dourar. Sirva com Vin Santo.

17 de abril de 2010

Leve a canga para São Paulo: Parque Burle Marx


São Paulo é tão agitada, mas tão agitada, que é preciso esforço para encontrar algum refúgio de silêncio e paz. No fim-de-semana, impossível: praticamente todos os cantinhos já foram descobertos.
Mas numa segunda-feira pela manhã, sem o peso do dever nos ombros (traduza-se: férias!), encontrei um lugar calmo, para esticar minha canga, tomar sol e ler.
O parque Burle Marx, cujo paisagismo foi assinado por Roberto Burle Marx, foi inaugurado em 1955. Não é de fácil acesso, pois fica na Marginal Pinheiros, quase na Ponte João Dias. Você precisará de carro e, para parar dentro do parque, o estacionamento custa R$ 6,00. A mata garante sombra e ar fresco, e a proibição de animais de estimação, bicicletas, patins e bolas garante o silêncio. Bom passeio. Horário de abertura: seg./dom/, das 7h. às 19 h.

14 de abril de 2010

Rolê de bike no Rio de Janeiro


Quem disse que é só na Europa que você encontra bikes para alugar, a um preço justo, para dar um rolê na cidade?
No Rio você também pode fazer isso!  A assinatura mensal custa R$ 20,00 e você pode fazê-la acessando www.mobilicidade.com.br/rio (este site traz as informações completas sobre o sistema). Para uso diário, ligue do seu celular para (21) 3005-4316 e pague R$ 10,00. São 19 estações espalhadas pela orla de Copacapana e Ipanema e na Lagoa. Aproveite!

22 de março de 2010

Dicas de presentes para a Páscoa

Se quiser fugir do ovo de páscoa básico e inovar nos presentes, seguem algumas dicas.

Maria Brigadeiro - atualmente vende apenas sob encomenda, mas vai abrir uma loja em breve. Mas vá buscar sua encomenda pessoalmente, pois fica numa vila de casas linda e você será recebida com alguns exemplares dos deliciosos e macios brigadeiros. Os sabores Vinho do Porto (tradicional de chocolate com vinho do Porto na massa) e Peanut Butter (brigadeiro branco feito com pasta de amendoim e coberto com farofa de amendoim) são de matar!


Le Bonbon - a primeira loja e a fábrica ficam na minha cidade natal, Ribeirão Preto. Em São Paulo, a loja fica na Cristiano Viana. Indico muito a trufa de champagne e o Carre D'Apricot (pão de mel, com geléia de damasco, coberto com chocolate)... delírio puro!

The Cookie Shop - blog de uma cozinheira de mão cheia que virou também loja virtual. Eu ainda não experimentei nada, mas dessa Páscoa não passa. Foi muito bem recomendado. Sinceramente, se der uma olhada nas fotos do blog você vai concordar comigo que tudo parece delicioso, caprichado e perfeito!

21 de março de 2010

São as águas de março fechando o verão ...

O verão acabou ontem. A chuva em São Paulo no fim da tarde mostrou a que veio: fechar o verão. A temperatura já está mais amena. É bom ver o sol e, ao mesmo tempo, sentir uma leve brisa no rosto. Para começar a curtir o outono, logo vem a Páscoa. E você pode aproveitar o feriado tanto na praia quanto na montanha. Vou dar um empurraozinho na sua programação.

Litoral Norte de SP


Foi-se o tempo em que a Páscoa era um feriado vazio na praia. Não vou iludir ninguém: é cheio. Mas se você se programar, e fizer horários alternativos, poderá aproveitar.

- Na Barra do Sahy, tem a Pousada da Foca, a  R$ 1.320,00  o pacote. Entrada no dia 01/04 às 14 h e saída no dia 04/04, às 16 h.

Barra do Sahi

- Na Baleia, a novinha Pousada Azul Maria é bem mais requintada e a mais cara. Feriado a R$ 2.600,00 na Suite Marie, com ofurô na varanda, e a R$ 2.100,00 na suite Petite Marie, que não tem ofurô e é adaptada para deficiente físico. A melhor suíte, a Mariah, sai a R$ 3.000,00. Entrada às 14 h do dia 01/04 e saída livre no dia 04/04.

Praia da Baleia

- Em Camburi, a simpática Villa Bebek custa R$ 1.485,00 a 1.881,00 o casal.  Entrada em 1/04, às 18h  e saída no dia 4/04, às 16 h.

 Villa Bebek



Na montanha

- Em Santo Antonio do Pinhal, a deliciosa Quinta dos Pinhais  tem apenas um tipo de chalé disponível a R$ 3.700,00.  De 01/04, às 16 h à 04/04, às 14 h .
Estação de trem - passeio de Santo Antonio a Campos do Jordão

 - Em Piedade, para ficar em contato com a natureza e descansar a valer, recomendo a Ronco do Bugio, com chalés a partir de R$ 1.915,00. Entrada em 01/04 às 13h. e saída em 04/04, às 15 h.

Ronco do Bugio

17 de março de 2010

Posada Arenas de Jose Ignacio: sinta-se em casa!

Esse é o lema do simpático casal Esther e Fernando, proprietários da Posada Arenas de Jose Ignacio: sinta-se em casa. O seu café da manhã será servido até ao meio dia, você terá cadeiras de praia e guarda-sol para levar para onde quiser, quando voltar da praia o seu quarto estará arrumado e cheiroso e, se quiser jantar, poderá desfrutar de uma comida simples, mas muito bem preparada, acompanhada de um bom vinho uruguaio. Cruzará com poucos hóspedes, já que são apenas oito quartos, e não será incomodado com o vai-e-vem dos funcionários, que são orientados a falar baixo e não fazer barulho (o que me parece óbvio, mas muitos hotéis parecem não saber). O carinho e a dedicação dos proprietários foram traduzidos também na arquitetura: o projeto da pousada foi minusciosamente desenhado por Fernando.  Por tudo isso, você certamente ficará bem à vontade! Os preços para o casal na temporada variam de US$ 300,00 (Preço mais alto, para Reveillon) a US$ 170,00.






15 de março de 2010

Laguna Garzon

A Laguna Garzon é mais uma sugestão de passeio em Jose Ignacio, e você pode fazê-lo no mesmo dia que for ao pueblo de mesmo nome. A partir de Jose Ignacio, pegue a Ruta 10 para Rocha. Em 6 km chegará à laguna. A balsa, que é gratuita, em 5 minutos deixará você ao lado da vila de pescadores. Dali você poderá observar os praticantes de windsurf, os pescadores e os cisnes negros que ali vivem. É pitoresco e bem agradável. E então poderá seguir seu destino ao pueblo Garzon.






10 de março de 2010

Pueblo e Restaurante Garzon


 Quando decidi ir a José Ignacio, pedi dicas ao Ricardo Freire pelo twitter. Ele foi direto: hospede-se na Pousada del Faro e vá ao Restaurante Garzon (chef Francis Mallmann). A Pousada del Faro já estava na minha mira, mas, mesmo tendo procurado no dia 06 de janeiro vagas para o carnaval, os quartos a preço acessíveis (US$ 270,00) estavam esgotados e diárias de US$ 500,00 não estavam entre as minhas possibilidades. (sobre a pousada que fiquei, veja post específico) Mas o restaurante indicado era destino certo.
Garzon é um pueblo de pouco mais de meia dúzia de quadras, que rodeiam a praça da cidade.  Fica a aproximadamente 30 km de Jose Ignacio. Pegue a Ruta 9 e no Km 175 entre na estrada de terra, com indicações para Garzon. Ande por 11 Km  e estará no pueblo, a estrada acaba lá. É um charme!
O Restaurante El Garzon fica em frente à praça. Você pode almoçar dentro ou fora, ao lado da piscina, que divide espaço com as ervas aromáticas que saem dali direto para a cozinha. Preferi a segunda opção. Almoçamos debaixo de uma palmeira, numa mesa grande, que pode ser dividida com outros clientes, e, mesmo assim, manter a privacidade. Um clima muito agradável.
Os pães do couvert, preparados no forno a lenha, são deliciosos! Mandaram também uma entradinha: pão tostato, queijo, tomate fatiado crocante (quase transparente de tão fino - surreal) e rúcula. Adorei!
A carne e o peixe deixaram um pouco a desejar, pois estavam bem passados demais. Mas, convenhamos que como a expectativa era altíssima, o grau de exigëncia é maior. Para o casal, gastamos aproximadamente US$ 170,00. Valeu!





9 de março de 2010

Jose Ignacio. A dica é: vá!

Fui a Jose Ignacio porque sou obstinada. Ouvi pela primeira vez a respeito desta praia há um ano e meio num programa do Discovery Travel and Living. Anotei meia dúzia de palavras num papel .... como se eu fosse precisar! De tempos em tempos eu dava uma olhadinha na internet, tentava encaixar num feriado. Neste carnaval deu certo.
Fica a 40 Km de Punta Del Este. Aluguei o carro em Montevideo e fui até lá. Uma viagem tranquila, de duas horas. Quando cheguei, não tinha mais vontade de sair, de ir para as praias mais próximas a Punta, mais abarrotadas de gente. Tem uma atmosfera especial. É um pueblo bem pequeno, com lojinhas e restaurantes bons, um ou dois mercadinhos, uma sorveteria Freddo (ai como eu gosto!) pousadas e casas charmosas e o farol, de onde se pode ver as duas praias, a Mansa e a Brava.
A Brava costuma ser mais lotada que a Mansa. Talvez seja pela presença do restaurante  La Huella, que, por ficar praticamente na areia, permite que as pessoas façam uma pausa para o almoço sem ter que retirar as coisas da praia.
A Mansa não oferece qualquer estrutura de bar ou restaurante e é mais procurada ao entardecer, porque tem posição privilegiada para ver o por-do-sol, que acontece no mar.
Geralmente as pessoas costumam sair da praia para o almoço e, depois, lá pelas 5 da tarde, voltam e ficam até o fim do dia. Já os que não arredam o pé da areia, preferem levar seus comes e bebes em sacolas ou caixas térmicas. Não exagero ao dizer que vi várias pessoas com espumante na praia, com taça e tudo. Esquema profissional! Pena que eu não tinha uma caixa dessas, pois faria o mesmo.
Lá, não existem as barraquinhas de vendedores que existem por aqui. Deve ser por isso que, nos poucos quiosques, uma lata de cerveja morna custa R$ 10,00!
Por isso, prepare-se: leve seu isopor ou acostume-se com a idéia do preço e da temperatura da cerveja.
Há muitas famílias e muitas crianças na praia, ou seja, não é um destino indicado apenas para casais.
Divirta-se!

Praia Mansa



Pelas ruas da cidade



Padaria, com empanadas de carne fantásticas

Praça central

Praia Brava