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18 de julho de 2010

A melhor pizza: concurso do Diário de São Paulo

Amantes da gastronomia apontam 31 bons sabores
Por Andrezza Arnone, matéria publicada no Diário de São Paulo em 18.07.2010

Profissionais e amantes da gastronomia tiveram uma dura, porém gostosa, missão nesta semana. Formado por Breno Lerner, Claudia Kronka Gazel, Francesco Tridico, Neide Rigo, Pedro Martinelli e Silvio Lancelotti, o comitê percorreu os quatro cantos da capital para avaliar todos os sabores de pizza indicados por leitores e internautas na primeira fase do concurso do DIÁRIO que vai eleger a melhor redonda de São Paulo.
Eles encontraram de tudo em tal maratona pela capital. Pizzas de massa fina, média e grossa, crocantes, macias, e até em formato quadrado. Isto, além de coberturas das mais variadas, que foram das tradicionais mussarela, calabresa e marguerita ao salmão com alho poró, passando por abobrinha, brócolis e presunto Parma. Não faltaram elogios a nenhuma delas.
Nas visitas que a equipe fez aos estabelecimentos, três aspectos da pizza foram analisados: massa (dentro da proposta de cada estabelecimento), recheio (quantidade, qualidade e sabor) e temperatura em que chegou à mesa (ou em casa, no caso dos deliveres). E a tarefa foi bastante trabalhosa. Tanto que em vez de selecionar 25 — como dissemos logo no início do concurso, no fim do mês de junho — o grupo de especialistas optou por listar 31 pizzas (veja ao lado), por causa de alguns empates nas pontuações.
Apenas estas seguem para a terceira e última etapa da competição, que consiste no voto popular. Até o dia 23, sexta-feira, a relação das pizzas selecionadas pelo júri fica disponível no site do jornal (www.diariosp.com.br). E o público pode escolher uma única, a que considera ser a melhor. A pizza medalha de ouro será divulgada no jornal e no site, no próximo domingo, dia 25 de julho.


Para ler a reportagem na íntegra e conhecer as pizzas finalistas, clique aqui.

14 de julho de 2010

Quem pode, pode.


Tem muita gente fazendo comida boa por aí. Outros, nem tanto. E quando digo isso, não penso na garfada propriamente dita. Os efeitos da comida não se limitam às papilas gustativas. Não. Tem que  ter de tudo um pouco, do aspecto material ao emocional, passando pelos cinco sentidos: tato, olfato, visão, paladar e audição. Assim eu posso medir o que é comida boa, que me agrada e satisfaz.
Sábado fui ao Mercadão de São Paulo. Lotado. Um burburinho bom. Burburinho de gente feliz. Daqueles que só não irritam porque todos estão imbuídos do mesmo objetivo que você: comer, comer e comer. E a lotação não se limitava às dependências do mercado. Tudo em volta estava tomado por um mar de gente. Uma grande procissão. Devotos da gula a serviço do prazer.
Pastel, sanduíche de mortadela, coxinha, suco, água de coco, salame, presunto, queijo, azeitona verde, azeitona preta, azeitona roxa, amendoim, amêndoa, damasco, passas, bacalhau, peixe, polvo.  Manga, morango, pitaia, atemoia, jabuticaba, melão, mamão, limão. Pé de porco, paio, lombinho, feijão, lentilha, macarrão e sei lá mais o quê. As mais variadas tonalidades. Os mais variados aromas.
Mas um cheiro se destacava e acionou meu cérebro: casa da nona, casa da mama.  E tal qual um personagem de desenho animado que flutua atrás de um cheirinho bom, cheguei lá  no box 13, da Balsâmico Rotisseria.
 Uma panela gigante de molho borbulhava bem na minha frente. Acho que cabia uns 10 litros. Ao lado, duas senhoras focaccias, uma de calabresa e outra de bacalhau. Abraçando tudo isso, o pai, o criador, o rei. Não, não. Ele não estava de capa vermelha, nem usando uma coroa. Vestia um avental xadrez branco e vermelho, e cortava a focaccia, mexia o molho e servia o delicioso ravioli de queijo com zátar. E sorria, conversando com todo mundo. Até me falou para comer a focaccia com a mão. Acatei. Se não, como eu sentiria a maciez do pão? A cebola que caia eu podia por de volta, encaixar na calabresa e mandar ver! Mandei ver. Lambi os dedos. Me senti na Itália, no Mercado Sant'Ambrogio de Firenze.
E o rei, o criador desse pedaço de paraíso, é de carne e osso e chama Roberto Eid. E  descubro que ele tirou nota dez em doces e nota dez em salgados na Cordon Bleu! Falando em doces, não posso esquecer que tem a quiche de chocolate, manjar dos deuses. É levar pra casa, guardar no congelador e tirar apenas cinco minutos antes de servir. Comida boa é assim: faz quem pode. E quem pode, pode. Quem não pode....




Anote aí: Balsâmico Rotisseria, Box 13 do Mercadão, na Rua da Cantareira, 306, tel. (11) 3326-7689. O quilo das massas recheadas sai em média R$ 45,00 e a quiche de chocolate custa R$ 30,00.  Tem também tortas e quiches salgados. Para comer lá, só aos sábados. Pedaço de focaccia a  R$ 3,00 (100 grs.).

11 de julho de 2010

Polvo, a alegria dos espanhóis


Ah, Polvo Paul! O Sr. que se cuide pois na Espanha o polvo sempre esteve na moda. De corpo mole e sem esqueleto, o polvo, molusco marinho da ordem Octopoda, possui oito braços que, cozidos, assados ou grelhados, temperados com sal, azeite, pimenta, cebola, páprica, limão ou o que mais permitir sua imaginação, tornam-se verdadeira iguaria. 

Na Espanha, há vários lugares altamente recomendáveis para degustar um bom polvo. Confira:

- Polvo à galega em Madrid, no Maceiras – Calle Huerta, n. 66


- Polvo à galega em Barcelona, na Pulperia Celta - Carrer de la Mercè, n. 16

 - Polvo à galega em Formentera, no Can Toni, em La Mola.

 - Polvo ao forno em Sevilha, na Cerveceria Giralda – Mateos Gago, n. 1

Em São Paulo, indico o polvo à Tasquinha, da Adega Santiago e o téntáculo de polvo com tomate e alho poró do Vito (foto abaixo).


E como mesmo antes da Copa do Mundo  já era fissurada em polvo, costumo preparar em casa. Segue abaixo uma receita fácil, rápida e deliciosa.


Polvo à galega ou Pulpo a la gallega
2 litros de água
1 polvo grande, limpo e sem cabeça
4 folhas de louro
3 dentes de alho
flor de sal
azeite extra virgem de ótima qualidade
2 colheres de páprica doce

Coloque o polvo em uma panela de pressão. Junte a água, os dentes de alho e as folhas de louro. Deixe ferver por mais ou menos 35, 40 minutos.  Tire do fogo e veja se está macio o suficiente. Corte os braços do polvo em fatias. Tempere com flor de sal, páprica e azeite. Sirva quente e, se desejar, com batatas cozidas.

7 de julho de 2010

Quando menos é muito mais: o restaurante de um prato só

Surpresa: prazer inopinado que nos causa a vista de pessoa ou coisa agradável, com que não contávamos (definição do Michaelis). Como é bom ser surpreendido. Não que eu esperasse pouco do Bistro L'entrecôte de ma Tante, restaurante do francês Olivier Anquier. Pelo contrário. Li na Folha de São Paulo há cerca de um mês que os chefs Benny Novak (Ici Bistrô, Tappo e 210 Diner) e Raphael Despirite (Marcel) gostam de comer a batata frita de Olivier Anquier. Indagado acerca da receita, Anquier disse não revelar o segredo para preparar a iguaria. Bingo. Luz vermelha acesa e piscando no meu cérebro: L'entrecôte de ma Tante, L'entrecôte de ma Tante. Logo eu, que nunca peço batata frita. Mas já experimentei a do Beny Novak, no 210 Diner, e é de matar, tal a crocância das benditas. E a do Fifties, também elogiada pelo Benny, me agrada bastante. O duro é aguentar os adolescentes que frequentam a lanchonete da Vilaboim. Mas isso é outro assunto.
Lá fui eu, como um soldadinho comandado por um cérebro louco em busca de serotonina. Lindo. O restaurante é lindo. Mas estou tensa. Sou convidada a aguardar no bar. Mal consigo sentar. Estou exatamente igual a um bebê de colo que começa a ter firmeza para ficar de pé. Física e mentalmente: meus joelhos não dobram e a ansiedade atinge níveis estratosféricos. Minha mesa fica pronta. Ufa, parei de suar. Sim, estou sozinha, respondo enquanto penso: ainda bem, porque ninguém é obrigado a aguentar essa minha loucura.
Anquier entra no restaurante e é só sorrisos. Casa cheia. Travessas de batata-frita circulam no salão. Aceita mais? A garçonete perguntou para a mesa do lado se queriam mais batata! Escutei direito? Mais batata?!?!?! Me falta maturidade para estar aqui. Anquier vem à minha mesa, para comunicar que sim, posso fotografar. Explico porque estou ali, a reportagem na Folha, a receita secreta, os elogios tecidos pela minha cunhada cujo paladar não é fácil de agradar. Sereno, ainda com sorriso nos lábios, ele diz que não vou me arrepender.
Chega a saladinha verde, exatamente como na França: tempero delicioso, acho que com mostarda Dijon, um pouco de nozes picadas. Deliciosa. O garçom pergunta como quero o ponto da minha carne. Como vocês sugerem? Ao ponto, ele diz. Isso, ao ponto.  Eis que chega, o Entrecôte de ma Tante. A carne vem realmente ao ponto, é só olhar: ela não nada em sangue, mas está com a cor viva, rosada. Cansei de ir em lugar especializado em carne, pedir ao ponto e  vir  pra lá de bem passada. Apelidei de "p.c.", picanha cinza. Sem mais devaneios. A carne é bem macia e seu molho, divino! Apimentado e salgado na medida certa. Acho que tem pimenta verde. Sei lá, e não importa. É surreal. E então, esfrego as batatinhas fininhas e crocantes no molho e levo uma garfada caprichada à boca. Meu Deus, essa tante (tia, em francês) do Olivier, Nicole, deveria ser canonizada. Não encostei no saleiro ou no pimenteiro.
Passa a garçonete e digo sim, aceito mais batata. E no auge do prazer, toca  Piaf no rádio. Acho que tocou. Eu ouvi. L'amour, l'amour. E tudo fica muito claro para mim: o segredo bem guardado, a decisão de servir um único prato,  a receita de família, a paixão pela culinária, o elogio de Benny e o sorriso  persistente de Anquier. Auto confiança. Valorização do prazer à mesa. E ele vem até mim: e aí? Sem palavras,  digo eu. Ele balança a cabeça, positivamente. Mal sabe ele quanto tempo eu não ficava assim, de queixo caído. Comeria esse prato duas vezes por semana. E na mesa ao lado pediram sem o molho. Que desperdício. Quase pedi o molho deles num potinho para levar para casa. 
E vem a mousse de chocolate perambulando pelo restaurante, num pote tamanho família. Penso de novo na minha falta de maturidade: vou pedir para o garçom parar na primeira colher. Na hora "h", não consigo. Duas colheradas gigantes de Royal de Chocolate. Macia, leve e nada enjoativa, ao contrário do que se vê por aí. Cafezinho e acabou. 
E então, com um sorriso no rosto igual ao de Anquier sigo feliz para casa, tendo compreendido exatamente o alcance da máxima "menos é mais".... muito mais.




6 de julho de 2010

Olea Mozzarela Bar

O Olea Mozzarela Bar, embora tenha "bar" no nome, é um restaurante e oferece ao cliente buffet de saladas e de pratos quentes (R$ 38,00 por pessoa), tudo com nítida inspiração italiana.
O destaque fica para a vitrine de saladas - assim é chamada pelos funcionários da casa - repleta de ingredientes orgânicos, tão frescos que se não estivessem à vista você acreditaria que sairam da horta dois minutos antes de ir para o seu prato. Além de mais de seis tipos de folhas, há quatro tipos de tomates, mini-rabanete, mini-milho, cenoura, pepino, cebola roxa, erva-doce, azeitonas, frutas secas e alguns tipos de castanhas. 


As suculentas mussarelas das marcas La Bufalina e Búfalo Dourado estão disponíveis em diversos tamanhos e preços (a média custa R$ 5,00 a unidade). 


A escolha do tempero fica por conta do freguês. Não é barato, mas saiba que você está pagando o preço pela excelência da mussarela e dos produtos orgânicos. E posso garantir: salada assim, só vi comi na Toscana. Inexplicável mesmo só o preço do suco de tangerina, por R$ 7,00 o copo.
Anote:  Rua Joaquim Antunes, 198 - tel. (11) 3062-1535.

Aniversário de 2 anos da Stuzzi

A Stuzzi Gelateria Italiana faz aniversário e quem ganha o presente é você.  No dia 24/07, leve dois quilos de alimento não perecível e troque por uma bola de sorvete (sabores tradicionais). É uma boa oportunidade para conhecer ou voltar lá, não? E você contribui com a instituição Amigos do Bem. Congratulazioni, Stuzzi!

27 de junho de 2010

O sabor da Sicília em SP

Buon Giorno!!! Assim você será recebido pela simpática e sempre disposta Dona Helena,  brasileira  e esposa de siciliano, que há 10 anos coordena a cozinha do restaurante siciliano Taormina, instalado num quarteirão tranquilo da Alameda Itú, entre a Rua Pamplona e a Av. Nove de Julho. Ela faz questão não só de circular entre as mesas, mas também de explicar pessoalmente aos clientes os pratos que estão disponíveis no dia - não há cardápio escrito.

De entrada, Caponata Siciliana: rolinho de berinjela - que tem uma consistência inacreditável, pois se dissolve na boca, recheado com azeitonas verdes e ricota defumada, coberto de molho de tomate - acidez zero, perfeito! Há outra versão com berinjela a milanesa.

 Caponata
 
Alguns dos pratos principais são fusili com molho de linguiça, nhoque com molho ao sugo ou bolonhesa e o exótico mafioso, cuja massa em forma de rodinha chamada Ditalini - vem direto da Sicília para o Brasil -  é coberta com cubos de  berinjela, ricota defumada, molho de tomate e manjericão, e deve ser comido com colher. Se é bom?!?! É fabuloso!

Mafioso, para comer de colher

Depois, algumas fatias de fruta para limpar o paladar e, na sequência, café à moda italiana, acompanhado de cannoli, esse delicioso rolinho de massa crocante e recheio com creme, com um leve sabor cítrico.

Canolli

Como explica Dona Helena, o restaurante é simples e a comida, caseira. "É para se sentir na casa da nona." E é a mais pura verdade!

Anote: Alameda Itú, 251, tel. 3253.6276, de seg./dom. para o almoço, cardápio a R$ 28,00, sem bebida.

21 de junho de 2010

Sabores inusitados na Stuzzi

A Sorveteria Stuzzi, na Vila Madalena, sempre altera o cardápio, já que procura usar ingredientes da estação, aproveitando aquilo que cada um tem de melhor. Neste mês, provei o de doce de leite com amêndoas torradas ao sal e o de passas com vinho santo e pinoli. Esse último, pra mim, é imperdível ... mas ainda não ganha do meu queridinho zabaione com amarena!
Mais sobre Stuzzi aqui.

Maria Brigadeiro: eu amo!


A Maria Brigadeiro está ainda mais deliciosa. Antes só trabalhava sob encomenda e atendia com hora marcada em uma casa de vila bem charmosa, na Rua Cristiano Viana. Há pouco mais de dois meses abriu também nas redondezas uma loja na qual você pode observar através de uma parede de vidro a equipe trabalhando a todo vapor, produzindo alguns (por volta de 10 ou 12) dos mais de 40 sabores de brigadeiro do cardápio. E só passe vontade se quiser: os brigadeiros da chamada "Carta do dia" estão ali, prontinhos para irem embora com você. Recomendo o exótico Massala, feito com chocolate ao leite e especiarias indianas. Como não podia deixar de ser, o lugar é super simpático e de extremo bom gosto. Passa lá: Rua Capote Valente, 68, Pinheiros.

28 de maio de 2010

Nova loja Valrhona no Brasil: entre os melhores chocolates do mundo

A Valrhona é uma marca francesa de chocolates, originária de L'Hermitage, cidade próxima a Lyon, que existe desde 1922. Ao selecionar matéria-prima de qualidade em diversos países como Equador, Venezuela e República Dominicana, a grife garante variedade e excelência no sabor, e posa entre as mais conceituadas chocolateries do mundo.
Desde janeiro há um quiosque no Shopping Iguatemi, mas a partir de hoje você já pode experimentar as delícias na loja-conceito da grife, nos Jardins. Além das barras, diversos tipos de bombons (indico os de abricot e caramelo salgado, deliciosos!) e sobremesas. Mas prepare o bolso: os bombonzinhos custam R$ 5,00 cada e as sobremesas, R$ 25,00. Agora, se você é amante de chocolates, não vai deixar de provar, vai?!?
Alameda Lorena, 1818, de seg./sáb. das 10 às 22 h e dom. e feriados das 14 às 20h.

4 de maio de 2010

As melhores baguetes de Paris: resultado do Gran Prix de La Baguette 2010

Se for a Paris, praticamente em todas as refeições será servido pão, o alimento sagrado na mesa do francês. Mas se você é dos meus, amante de um bom pão, poderá experimentar as melhores baguetes da cidade luz, percorrendo os endereços dos 10 primeiros colocados no GRAND PRIX DE LA BAGUETTE DE TRADITION FRANCAISE DE LA VILLE DE PARIS - 2010.

Primeiro colocado
Le Grenier à pain, Michel GALLOYER et Anne-Marie GUILLARD
38, rue des Abbesses Paris 18ème

Segundo colocado
Daniel POUPHARY
28 rue Monge Paris 5ème

Terceiro colocado
Macaron's café Dominique SAIBRON
77, av. du Gal Leclerc Paris 14ème

Quarto colocado
Yves DESGRANGES
6, rue de Passy Paris 16ème

Quinto colocado
Philippe GOSSELIN
258, bld St Germain Paris 7ème

Sexto colocado
Xavier DOUE
163, av. de Versailles Paris 16ème

Sétimo colocado
Jocelyn LOHEZIC
143, rue de Courcelles Paris 17ème

Oitavo colocado
La Boulangerie d’Isa Isabel GAVETA
127, rue de Charenton Paris 12ème

Nono colocado
Mohamed ZERZOUR
50, rue de l’Amiral Roussin Paris 15ème

Décimo colocado
Mohamed ZERZOUR
324, rue Lecourbe Paris 15ème

3 de maio de 2010

Receita de cantucci toscani


Atendendo a pedidos, segue a receita do cantucci que aprendi na Toscana. Nem me perguntem se é bom, porque ocuparia uma página só tecendo elogios. O que posso dizer é: faça em casa! As amêndoas cruas sem pele e a essência de laranja em pó você encontra no Santa Luzia, em São Paulo. Fiz pequenas adaptações à receita, principalmente para converter as medidas.

Ingredientes
1,25 Kg de farinha de trigo
1,10 Kg de açúcar
12 ovos
500 gr. de amêndoas cruas e sem pele
1 colher de sopa de essência de laranja
1 fava de baunilha
1 colher de sopa de fermento em pó

Receita
1. Misture em um bowl bem grande, até obter uma massa homogenea, o açúcar, os ovos, a essência e a baunilha.
2. Em outro recipiente, misture a farinha e o fermento.
3. Adicione as duas misturas preparadas nos itens 1 e 2. Quando homogênea, adicione as amêndoas e misture apenas o suficiente para incorporá-las à massa.
4. Faça rolos com a massa. Cada rolo deve ter aproximadamente  5 centímetros de diâmetro.  O rolo terá o comprimento do menor lado da assadeira. Veja a foto abaixo e entenderá.
5. Coloque papel manteiga na assadeira, que não deverá ser untada. Coloque os rolos sobre o papel e dê uma leve achatada nos rolos, pois vão assar melhor e de maneira mais uniforme.


6. Pincele ovos nos rolos (misture 2 ovos, 2 colheres de sopa de água e uma pitada de sal).
7. Leve as assadeiras (2 a 3 rolos por assadeira, com espaço suficiente para que cresçam) ao forno a 180 graus, até que a massa fique dourada.
8. Corte na diagonal em tiras finas. Retornar ao forno até dourar. Sirva com Vin Santo.

21 de abril de 2010

A minha SP: Bairro da Liberdade


O Bairro da Liberdade foi um dos primeiros lugares que "descobri" quando me mudei para São Paulo, há 15 anos. O verbo descobrir é utilizado propositadamente. Estagiária em escritório de advocacia, vestindo meia-calça, saia e blazer, comecei a perceber que, depois de gastar sola de sapato nas escadas do Fórum João Mendes e perder tempo nas imensas filas de pesquisa processual no Tribunal de Justiça, podia e merecia flanar pelo centro de São Paulo. Foi assim que surgiram na minha vida os cogumelos frescos e as balas de leite das mercearias japonesas, os restaurantes tradicionais em que é preciso tirar os sapatos para se sentar e o sushi man te cumprimenta em japonês, o império dos cosmésticos chamado Ikesaki e o mundo à parte dos acessórios e ferramentas para cozinha. Para te ajudar a bater pernas por lá, fiz um roteiro dos meus lugares preferidos.

- Marukai: supermercado com tudo o que você puder imaginar em produtos japoneses e frutas e legumes de ótima qualidade. Também tem uma variedade grande de caixinhas e tapewares de todos os tamanhos. Rua Galvão Bueno, 34 - tel. 3341-3350.


 - Ikesaki: rei dos comésticos, vende de secadores de cabelo a lixas de unha, passando por marcas importadas de sprays e mousses para o cabelo.Tem dois endereços no bairro: Galvão Bueno e Praça da Liberdade- seg./sex. 8:15/18:45, sáb. 8:15/17:45, dom. e feriados 11/16:45.

- Diva - pequeno stand dentro de uma galeria ao lado da Ikesaki, tem maquiagens importadas a bom preço. Rua Galvão Bueno, 37 - tel. 3208-0705.

- Tsuruya no Futon - especialista em futons, tem aqueles com estampas tradicionais. Rua dos Estudantes, 49 - tel. 3209-0668.


- Futon & Home: futons e almofadas com estampas modernas e artigos para decoração. O outlet da marca fica nesta loja. Rua dos Estudantes, 55 - tel. 3208-1518, seg./sáb. 09/19h e dom. 10/18h.


- Omiyague Japan Houseware -  tapewares, porta-temperos, jogos de facas, louças e outras utilidades domésticas. Rua dos Estudantes, 64 - tel. 3208-2828.


Sushi Lika - para mim, é o melhor sushi do bairro. Esqueça rodízio. Lá, você terá um longo cardápio para escolher. A lula recheada dom shimeji e arroz, o rolinho de camarão empanado, o rolinho de spyce tuna e o sushi de atum gordo são de tirar o fôlego. Preço médio por pessoa: R$ 70,00. Rua dos Estudantes, 152 - tel. 3207-7435.

Rolinho de camarão empanado
Spyce tuna
Dupla de toro (atum gordo)

A minha SP: Restaurante Pasquale

 
Numa sexta-feira fria em São Paulo, não sabia para onde ir. Não queria me arrumar, não queria pegar trânsito e queria me sentir em casa. Traduzindo: o lugar precisava ser acolhedor o bastante para que eu ficasse extremamente à vontade e a comida, quente o suficiente para me fazer esquecer o que é um dia frio na terra da garoa. Pensei, pensei, querendo tirar alguma carta da manga ...  conclui que o que me faria feliz seria o lugar de sempre!
O Pasquale fica praticamente no meu quintal, tem um cardápio variado, pratos fartos (como gosto de pratos fartos, bem fartos!) e deliciosos. Como entrada, uma grata surpresa que ainda não havia experimentado: mexilhões frescos gigantes, com pão fresquinho para mergulhar no molho de tomate e cebola. Depois, para espantar o frio não poderia ter escolhido nada melhor do que rigatoni com molho de linguiça toscana e uma taça de vinho tinto para acompanhar. 
Os antepastos de lá também são muito bons e variados: caponata de beringela, queijo de cabra, azeitonas temperadas, copa. Destaque para a linguiça calabresa curada e a surreal, fantástica e cremosa burrata (mussarela originária da Puglia). Para o happy hour, acho perfeito.
De sobremesa, experimente o sorvete de limão siciliano.
Anote aí: Rua Amália de Noronha, 167 - tel 3081-0333 - seg/sáb., 12h às 24 h, sem intervalo - preço médio por pessoa: R$ 60,00.


14 de abril de 2010

O Rio de Janeiro continua lindo ...



Um fim-de-semana no Rio, ou até mesmo um mísero bate e volta, renova qualquer um. A vista do mar de Ipanema, seu calçadão, com o Morro Dois Irmãos de fundo, tira o meu fôlego, acho lindo. Depois, o despojamento das pessoas, que andam para lá e para cá de shorts, camiseta e chinelo, é de dar inveja.
No voo de volta, prestes a aterrizar em São Paulo, escutei a menina de uns dez anos de idade perguntar para a mãe: "Nossa, São Paulo é cheio de quadradinhos?" Ela se referia aos quarteirões bem certinhos, que dão a ideia de que a cidade é um tabuleiro de xadrez. Bingo. Ela me ajudou com algo que eu vinha matutando desde que o avião levantara voo. Além da beleza natural, da praia, o que faz as pessoas do Rio tão diferente das de São Paulo? É isso: São Paulo é cheio de "quadradinhos"!
Para sentir isso na pele, dê um pulo no Bracarense. O chop e o bolinho de aipim com camarão fazem um par perfeito. Quando voltei para São Paulo, tive crise de abstinência do tal bolinho. A coxinha também é animal...mas meu coração, ah, ele é do bolinho!


22 de março de 2010

Dicas de presentes para a Páscoa

Se quiser fugir do ovo de páscoa básico e inovar nos presentes, seguem algumas dicas.

Maria Brigadeiro - atualmente vende apenas sob encomenda, mas vai abrir uma loja em breve. Mas vá buscar sua encomenda pessoalmente, pois fica numa vila de casas linda e você será recebida com alguns exemplares dos deliciosos e macios brigadeiros. Os sabores Vinho do Porto (tradicional de chocolate com vinho do Porto na massa) e Peanut Butter (brigadeiro branco feito com pasta de amendoim e coberto com farofa de amendoim) são de matar!


Le Bonbon - a primeira loja e a fábrica ficam na minha cidade natal, Ribeirão Preto. Em São Paulo, a loja fica na Cristiano Viana. Indico muito a trufa de champagne e o Carre D'Apricot (pão de mel, com geléia de damasco, coberto com chocolate)... delírio puro!

The Cookie Shop - blog de uma cozinheira de mão cheia que virou também loja virtual. Eu ainda não experimentei nada, mas dessa Páscoa não passa. Foi muito bem recomendado. Sinceramente, se der uma olhada nas fotos do blog você vai concordar comigo que tudo parece delicioso, caprichado e perfeito!

9 de março de 2010

Jose Ignacio. A dica é: vá!

Fui a Jose Ignacio porque sou obstinada. Ouvi pela primeira vez a respeito desta praia há um ano e meio num programa do Discovery Travel and Living. Anotei meia dúzia de palavras num papel .... como se eu fosse precisar! De tempos em tempos eu dava uma olhadinha na internet, tentava encaixar num feriado. Neste carnaval deu certo.
Fica a 40 Km de Punta Del Este. Aluguei o carro em Montevideo e fui até lá. Uma viagem tranquila, de duas horas. Quando cheguei, não tinha mais vontade de sair, de ir para as praias mais próximas a Punta, mais abarrotadas de gente. Tem uma atmosfera especial. É um pueblo bem pequeno, com lojinhas e restaurantes bons, um ou dois mercadinhos, uma sorveteria Freddo (ai como eu gosto!) pousadas e casas charmosas e o farol, de onde se pode ver as duas praias, a Mansa e a Brava.
A Brava costuma ser mais lotada que a Mansa. Talvez seja pela presença do restaurante  La Huella, que, por ficar praticamente na areia, permite que as pessoas façam uma pausa para o almoço sem ter que retirar as coisas da praia.
A Mansa não oferece qualquer estrutura de bar ou restaurante e é mais procurada ao entardecer, porque tem posição privilegiada para ver o por-do-sol, que acontece no mar.
Geralmente as pessoas costumam sair da praia para o almoço e, depois, lá pelas 5 da tarde, voltam e ficam até o fim do dia. Já os que não arredam o pé da areia, preferem levar seus comes e bebes em sacolas ou caixas térmicas. Não exagero ao dizer que vi várias pessoas com espumante na praia, com taça e tudo. Esquema profissional! Pena que eu não tinha uma caixa dessas, pois faria o mesmo.
Lá, não existem as barraquinhas de vendedores que existem por aqui. Deve ser por isso que, nos poucos quiosques, uma lata de cerveja morna custa R$ 10,00!
Por isso, prepare-se: leve seu isopor ou acostume-se com a idéia do preço e da temperatura da cerveja.
Há muitas famílias e muitas crianças na praia, ou seja, não é um destino indicado apenas para casais.
Divirta-se!

Praia Mansa



Pelas ruas da cidade



Padaria, com empanadas de carne fantásticas

Praça central

Praia Brava


8 de março de 2010

Stuzzi Sorveteria

Quando voltei da Itália, em outubro do ano passado, completamente fascinada com o sorvete de lá, não cansava de me perguntar porque uma cidade como São Paulo não tinha uma sorveteria daquelas. O fato é que, na verdade, eu não conhecia a Stuzzi Gelateria Italiana. Localizada numa esquina próxima ao metrô Vila Madalena, a Stuzzi não deixa nada a desejar se comparada à Vivoli, de Firenze (na qual me viciei em apenas 4 dias de férias). Os sabores variam, pois a filosofia é utilizar ingredientes da estação para extrair o que eles têm de melhor. Muitos deles vem da Itália. Meus sabores favoritos: zabaione com amarena (uma espécie de cereja), pistache e iogurte com frutas vermelhas. Se der uma passada lá no fim-de-semana talvez a gente se encontre ... vou estar com uma casquinha de zabaione com amarena na mão ... e uma embalagem para viagem na outra! Anote: Rua Paulistânia, 450 - tel. 3816-0279.

O balcão

Zabaione com amarena

6 de março de 2010

Trattoria del Faggioli

Faz alguns dias, publiquei um post sobre o B&B Le stanze di Santa Croce, em Firenze. Lá, fui bem rebebida pela simpática e prestativa Mariangela. Ela me indicou o Fagioli restaurante como uns dos melhores restaurantes da cidade e, enfaticamente, sugeriu que eu não deixasse de ir. Como as dicas que ele havia me dado tinham sido ótimas, decidi que não poderia perder. Mesmo sem ter tanta fome assim, me dirigi ao restaurante no horário de abertura, oito da noite, pois lá as pessoas costumam sair cedo para jantar e, além disso, era sexta-feira. Para meu desespero, apenas 15 minutos após a casa abrir, não havia mais lugares disponíveis; os poucos vagos aguardavam as reservas. Um senhor muito simpático, me avisou educadamente: sinto muito! E aí, já sabe, a dificuldade aumenta a necessidade, e o desespero tomou conta de mim: "pelo amor de Deus, vou embora amanhã!" "Ah, sinto muito", disse ele. Mas eu não arredei o pé: "foi a Mariangela quem me mandou aqui!" Ele fez charme. Consultava o caderno de reservas, olhava pra os lados, contava os lugares, dava uma bufadinha. Até que resolveu me conseguir um lugar numa mesa coletiva de uns 10 lugares.
Numa ponta, um casal de canadenses. Na outra, três alemães. No meio, euzinha, sem ninguém na minha frente, olhando para os pratos alheios e para a cozinha. Comecei bem: brusquetas divinas! As melhores que já comi. Depois, dei uma fuçada na cozinha, esticando os olhos pelo passa-pratos...."Hummm, quero aquele bolinho ali, aquele de carne". "Só ele? Não quer que eu ponha um pouco de porccini da estação?" Era época de cogumelos, aqueles danados de bom. Quem sou eu para rejeitar! Aceitei! Queria mais colgumelos, muito mais, de tão saboroso. Mas eu ainda tinha que comer o nhoque....
Enquanto eu fotografava os pratos, a canadense ao lado me olhou com cara de dó e perguntou se eu queria que ela tirasse uma foto de mim. Deve ter pensado que eu tirava fotos das comidas porque, como eu estava sozinha, era a única coisa que me restava fazer (tipo as pessoas que vão sozinhas ao restaurante e ficam grudadas no celular, sabe?).
De repente, eis que chega à mesa:  gnocchi di zucca! Quase não acreditava, de tão bom! Imaginava que a abóbora poderia deixar a massa pesada, mas não! Era leve, delicioso! Ainda sobrou um espacinho para a sobremesa, torta de pera. Sai radiante. Rolando, mas radiante.... não é isso que importa?

Anote: Corso dei Tintore, 47 - fecha aos sábados e domingos (Vai entender. Não dá para ser pefeito!)