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22 de junho de 2010

A Provence imortalizada pelo Pós-impressionismo

Este texto está na Revista Legado, Ano IV, número 13, publicada este mês. É uma publicação da  Editora Letras & Lucros.

A exuberância da região inspirou grandes mestres como Van Gogh, Matisse, Picasso e Paul Cézanne com o colorido de sua vegetação, suas montanhas, suas paisagens litorâneas e vilas aconchegantes.


E, na medida em que viajamos em busca da beleza,
as obras de arte podem de modo discreto 
começar a nos influenciar com relação aos
lugares que gostaríamos de visitar.
Alain de Botton, em A Arte de Viajar

 Guiados pelos mais diversos motivos, importantes pintores foram levados à Provence nos séculos XIX e XX. Seduzidos pelas luzes e cores intensas, proporcionadas pelo sol do clima mediterrâneo, o trabalho deles retratou a alma provençal: a exuberância natural da privilegiada região, com suas vibrantes paisagens litorâneas, o interior montanhoso salpicado de aconchegantes vilas e inspiradora e colorida vegetação.
Tais características fazem atualmente da Provence um dos destinos turísticos preferidos na Europa.

CÉZZANE


Ao contrário de outros pintores que se dirigiram à Provence – é o caso de Van Gogh, Matisse e Picasso – Paul Cézanne é natural da região. Nasceu na cidade de Aixen- Provence, em 19 de janeiro de 1839 e lá permaneceu até 1861. Naquele ano, influenciado pelo amigo de colégio Émile Zola, Cézanne partiu para a capital francesa em busca de desenvolvimento artístico, abandonando os estudos de Direito, que seguia para satisfazer os anseios paternos.
Durante os anos de colégio, previamente à partida de Zola para Paris, em 1858, Cézanne, Zola e Baptistin Baille aproveitavam os fins-de-semana no campo, devorando poesia e tornando-se efetivamente parte da natureza.
O pai de Cézanne adquiriu em 1859 a propriedade chamada Jas de Bouffan. Na época com vinte anos, o pintor já espiava e admirava a Montanha Sainte-Victoire.
Em Paris, Cézanne conheceu o pintor impressionista Camille Pissarro da Academia Suíça. Pissaro tornou-se seu mentor.
Em 1863, após ser recusado no Salão de Paris, o pintor expôs no Salão dos Recusados. Somente em 1882, e pela única vez em toda sua carreira, o artista é aceito no Salão de Paris e exibiu o Retrato de Louis-Auguste Cézanne, pai do artista.
Durante essas duas décadas, Cézanne alternava-se entre Paris, Aix e Estaque, vila marítima próxima a Marseille.
Em abril de 1886 ele se casou com Hortense Fiquet, com quem convivia há dezessete anos. Com a morte de seu pai, em outubro daquele ano, o artista passa a viver definitivamente em Aix, iniciando assim a fase essencialmente provençal de sua obra.
Em 1887 o pintor alugou um quarto no Château Noir e passou a explorar sistematicamente o campo e retratou, de maneira incansável, a Montanha Sainte-Victoire – fala-se em sessenta quadros.
Em 1895 ele alugou uma pequena casa em Bibémus, e continuou a trabalhar em seu tema predileto, as paisagens do campo, ainda obcecado pela Montanha Sainte-Victoire.
Após a morte de sua mãe e a venda de Jas de Bouffan, ele se estabeleceu em um apartamento na Rue Boulegon.
A partir de 1901 ele trabalhou em seu estúdio no Chemin des Lauves, de onde possuía uma vista magnífica da Sainte-Victoire e da cidade de Aix. Em 23 de outubro de 1906, Cézanne morreu vítima de pneumonia, após uma forte tempestade que o apanhara no campo. Viveu e morreu no campo, o seu lugar.

Cézanne nos arredores de Aix-en-Provence
› Jas de Bouffan A propriedade pertencente à família Cézanne nos anos de 1859 a 1899 pode ser visitada somente por meio de visita guiada. Para reservas, procure pelo Office de Tourisme.
› Pedreira Bibémus Há relatos de que Cézanne já frequentava o lugar desde a adolescência, acompanhado de Émile Zola. A partir de 1895 o pintor arrendou ali uma pequena propriedade. Uma diferente e estonteante visão da Sainte-Victoire se revela no local.
› Estrada Tholonet e Château Noir A Rota de Cézanne, como é chamada, oferece vista privilegiada da Sainte-Victoire e beira o Château Noir.
› Sainte-Victorie vista de Lauves Próxima ao estúdio alugado por Cézanne em 1901 pode-se chegar ao ponto exato em que o pintor montava seu cavalete, bem de frente para Sainte-Victoire.
› Office de Tourisme Para obter o mapa da região, se for se locomover de carro, ou para visitas guiadas a estes lugares, visite o Office de Tourisme, no centro da cidade. Place du General De Gaulle, 2 – tel. 33(0) 4 42 161 161 www.aixenprovencetourism.com.

VAN GOGH



 Nascido nos Países Baixos, em 20 de março de 1853, Vicent Willem Van Gogh em sua juventude interessou-se por assuntos religiosos, tendo cogitado formar-se padre. Mas por volta dos 27 anos, acreditando que a pintura poderia guiá-lo a Deus trocou a ideia do claustro pelos pincéis. Ganhou a pintura, ganhou a humanidade.
Sempre sustentado pelo irmão mais novo Theo, com quem manteve por toda a vida forte elo afetivo, Van Gogh se dedicou aos estudos das artes na Holanda e na Bélgica.
Somente em março de 1886 ele decide morar com Theo, que era marchand em Paris. Os irmãos dividem um apartamento em Montmartre, bairro parisiense preferido dos artistas na época, e Van Gogh passa a ter contato com Paul Gauguin, Henri de Toulouse-Lautrec, Emile Bernard, Camille Pissarro e John Russell.
Depois de dois anos em Paris, Van Gogh decide mudar- se para Arles, no sul da França. Sentia-se pouco à vontade na grande cidade com seu burburinho artístico e cultural. Embora tenha ficado por apenas quinze meses em Arles, o período foi determinante em termos de produção artística: aproximadamente 200 quadros, 100 desenhos e duzentas cartas. São desta época a Casa Amarela, O Quarto, A Cadeira de Gauguin, a série de telas intitulada Os Girassóis e tantas outras paisagens de árvores em flor, colheitas de trigo e noites estreladas.
De fato o pintor trabalhara demais à época, comparando-se a um lavrador sob o sol escaldante ou até mesmo a uma cigarra. Como resultado, Van Gogh retratou, na visão do próprio artista, aquilo que até então outros pintores provençais não haviam logrado êxito em retratar: a intensidade das cores, vivas e contrastantes. Vários tons de laranja, amarelo, vermelho, verde e azul passaram a ser utilizados de forma a maximizar o contraste.
Alain de Botton, em relato de viagem à região, declarou: “Meus próprios olhos se sintonizaram para ver a minha volta as cores que dominavam as telas de Van Gogh. Para onde eu olhasse, via cores primárias em contraste. Ao lado da casa, havia um campo roxo de alfazema ao lado de um trigal amarelo. Os telhados das construções eram laranja em contraste com um céu de um azul total. Verdes prados eram salpicados de papoulas vermelhas e cercados de espirradeiras”, ( A Arte de Viajar, pág. 212).
Em dezembro de 1888 deu-se o incidente em que Van Gogh cortou a própria orelha. Ficou internado por 14 dias no hospital de Arles, e depois foi internado em Saint-Remy, com quadro de depressão agravado, onde ficou pouco mais de um ano. Morreu apenas um ano e meio após o incidente, em julho de 1890, em Auvers, após atirar no próprio peito e murmurar a Theo: “La tristesse durera toujour” (A tristeza durará para sempre).
Mas em sua curta existência o artista atingiu seu objetivo: pintar o sul e torná-lo conhecido pela sua obra.

Van Gogh em Arles
› Espace Van Gogh - Place du Docteur Félix-Rey - tel.: 33 (0)4 90 49 39 39. A construção que data dos séculos XVI e XVII, abrigou o hospital da cidade, Hotel Dieu Saint-Espirit. O pintor ficou hospedado nele após cortar a própria orelha. O colorido jardim, aberto à visitação durante o dia, é muito semelhante à imagem retratada por Van Gogh em um de seus quadros.
› A Casa Amarela - Place Lamartine, 2. Pouco sobrou da construção que foi habitada pelo pintor. Mas é possível identificar o local.
› Café van Gogh - Place du Forum Arles. O atual Café Van Gogh, anteriormente denominado Café Terrace, foi reproduzido em 1888 pelo pintor, que costumava fazer várias de suas refeições ali. Trata-se de uma de suas obras mais famosas e conhecidas.
› Ponte Van Gogh - Canal d’Arles à Bouc. Localizada a alguns quilômetros da cidade, a Ponte Pencil, à época chamada Ponte Langlois foi pintada por Van Gogh, inspirado no estilo da pintura japonesa.
› Office de Tourisme d’Arles - www.arles-tourisme.com As informações detalhadas acerca das atrações turísticas podem ser obtidas na Oficina de Turismo da cidade. Lá também é possível agendar um tour completo, seguindo “os passos de Van Gogh”. As inspiradoras paisagens pintadas por Van Gogh, como as plantações de oliveiras que deram origem ao quadro Oliveiras com os Alpilles ao fundo, de 1889, fazem parte do passeio.

Explore a região
› Les Baux de Provence - localizado em Alpilles, região montanhosa, o minúsculo povoado fica encravado nas montanhas de calcário, aos pés das ruínas do antigo castelo de onde se tem uma vista deslumbrante incluindo as infindáveis plantações de oliveiras, de um verde aveludado. Há duas opções agradabilíssimas de hotel:
› L’Oustau de Baumanière - tel.: +33(0)4 90 54 33 07 www.oustaudebaumaniere.com. Hotel quatro estrelas no coração dos Alpilles, que oferece serviço de spa e alta gastronomia.
› La Cabro D’or - tel. : +33 (0)4.90.54.33.21 - www.lacabrodor.com.
› Maussane-les-Alpilles - Charmosa e calma, a cidade fica a quinze minutos de Les Baux de Provence.
› Moustier Sainte-Marie e Gorge du Verdon – pequena cidade encravada nas pedras, num desfiladeiro grandioso e que pode ser ponto de partida para o Cânion do Rio Verdon e a Route de Crêtes (D - 23), que oferece os melhores pontos para se ver o rio.

17 de março de 2010

Posada Arenas de Jose Ignacio: sinta-se em casa!

Esse é o lema do simpático casal Esther e Fernando, proprietários da Posada Arenas de Jose Ignacio: sinta-se em casa. O seu café da manhã será servido até ao meio dia, você terá cadeiras de praia e guarda-sol para levar para onde quiser, quando voltar da praia o seu quarto estará arrumado e cheiroso e, se quiser jantar, poderá desfrutar de uma comida simples, mas muito bem preparada, acompanhada de um bom vinho uruguaio. Cruzará com poucos hóspedes, já que são apenas oito quartos, e não será incomodado com o vai-e-vem dos funcionários, que são orientados a falar baixo e não fazer barulho (o que me parece óbvio, mas muitos hotéis parecem não saber). O carinho e a dedicação dos proprietários foram traduzidos também na arquitetura: o projeto da pousada foi minusciosamente desenhado por Fernando.  Por tudo isso, você certamente ficará bem à vontade! Os preços para o casal na temporada variam de US$ 300,00 (Preço mais alto, para Reveillon) a US$ 170,00.






10 de março de 2010

Pueblo e Restaurante Garzon


 Quando decidi ir a José Ignacio, pedi dicas ao Ricardo Freire pelo twitter. Ele foi direto: hospede-se na Pousada del Faro e vá ao Restaurante Garzon (chef Francis Mallmann). A Pousada del Faro já estava na minha mira, mas, mesmo tendo procurado no dia 06 de janeiro vagas para o carnaval, os quartos a preço acessíveis (US$ 270,00) estavam esgotados e diárias de US$ 500,00 não estavam entre as minhas possibilidades. (sobre a pousada que fiquei, veja post específico) Mas o restaurante indicado era destino certo.
Garzon é um pueblo de pouco mais de meia dúzia de quadras, que rodeiam a praça da cidade.  Fica a aproximadamente 30 km de Jose Ignacio. Pegue a Ruta 9 e no Km 175 entre na estrada de terra, com indicações para Garzon. Ande por 11 Km  e estará no pueblo, a estrada acaba lá. É um charme!
O Restaurante El Garzon fica em frente à praça. Você pode almoçar dentro ou fora, ao lado da piscina, que divide espaço com as ervas aromáticas que saem dali direto para a cozinha. Preferi a segunda opção. Almoçamos debaixo de uma palmeira, numa mesa grande, que pode ser dividida com outros clientes, e, mesmo assim, manter a privacidade. Um clima muito agradável.
Os pães do couvert, preparados no forno a lenha, são deliciosos! Mandaram também uma entradinha: pão tostato, queijo, tomate fatiado crocante (quase transparente de tão fino - surreal) e rúcula. Adorei!
A carne e o peixe deixaram um pouco a desejar, pois estavam bem passados demais. Mas, convenhamos que como a expectativa era altíssima, o grau de exigëncia é maior. Para o casal, gastamos aproximadamente US$ 170,00. Valeu!





9 de março de 2010

Jose Ignacio. A dica é: vá!

Fui a Jose Ignacio porque sou obstinada. Ouvi pela primeira vez a respeito desta praia há um ano e meio num programa do Discovery Travel and Living. Anotei meia dúzia de palavras num papel .... como se eu fosse precisar! De tempos em tempos eu dava uma olhadinha na internet, tentava encaixar num feriado. Neste carnaval deu certo.
Fica a 40 Km de Punta Del Este. Aluguei o carro em Montevideo e fui até lá. Uma viagem tranquila, de duas horas. Quando cheguei, não tinha mais vontade de sair, de ir para as praias mais próximas a Punta, mais abarrotadas de gente. Tem uma atmosfera especial. É um pueblo bem pequeno, com lojinhas e restaurantes bons, um ou dois mercadinhos, uma sorveteria Freddo (ai como eu gosto!) pousadas e casas charmosas e o farol, de onde se pode ver as duas praias, a Mansa e a Brava.
A Brava costuma ser mais lotada que a Mansa. Talvez seja pela presença do restaurante  La Huella, que, por ficar praticamente na areia, permite que as pessoas façam uma pausa para o almoço sem ter que retirar as coisas da praia.
A Mansa não oferece qualquer estrutura de bar ou restaurante e é mais procurada ao entardecer, porque tem posição privilegiada para ver o por-do-sol, que acontece no mar.
Geralmente as pessoas costumam sair da praia para o almoço e, depois, lá pelas 5 da tarde, voltam e ficam até o fim do dia. Já os que não arredam o pé da areia, preferem levar seus comes e bebes em sacolas ou caixas térmicas. Não exagero ao dizer que vi várias pessoas com espumante na praia, com taça e tudo. Esquema profissional! Pena que eu não tinha uma caixa dessas, pois faria o mesmo.
Lá, não existem as barraquinhas de vendedores que existem por aqui. Deve ser por isso que, nos poucos quiosques, uma lata de cerveja morna custa R$ 10,00!
Por isso, prepare-se: leve seu isopor ou acostume-se com a idéia do preço e da temperatura da cerveja.
Há muitas famílias e muitas crianças na praia, ou seja, não é um destino indicado apenas para casais.
Divirta-se!

Praia Mansa



Pelas ruas da cidade



Padaria, com empanadas de carne fantásticas

Praça central

Praia Brava


21 de fevereiro de 2010

Segredinho em Firenze - Le Stanze di Santa Croce B&B

O site Secret Places, que eu já venho indicando há algum tempo, acertou de novo. Em Firenze, escolhi o Le Stanze di Santa Croce. Na chegada, um bilhete de boas-vindas acompanhado de um mapa da cidade. Ninguém por perto, só a promessa escrita de encontrar a anfitriã Mariangela no café-da-manhã do dia seguinte. O quarto colorido e bem decorado, cheiroso, os lençois branquinhos e deliciosos já me acolheram de imediato. No dia seguinte, Mariangela me recebeu como quem recebe um amigo em sua própria casa: me deu do bom e do melhor para comer, serviu café fresquinho, sentou e bate-papo na maior simpatia! Aliás, fizemos isso com gosto durante os quatro dias que estive lá. Além disso, as grandes experiências gastronômicas que tive na cidade ocorreram por indicações dela. E o que mais ainda ela podia fazer por mim? Guardar toda a tralha que comprei e não tinha condições de carregar até o curso de culinária. Ótimo. Um motivo para voltar depois, e ficar mais uma noite .... e foi exatamente o que eu fiz!

12 de janeiro de 2010

Teto do Cafundó: um lugar bem prá lá de especial

Tinha expectativas altas para o Reveillon: a Pousada tinha sido super bem recomendada. Chegamos à noite, tudo escuro. Víamos apenas umas luzinhas bem distantes, lá embaixo. A Tatiana, proprietária da pousada, avisou: amanhã cedo vocês poderão ver, é bem agradável a vista aqui.
Desmaiamos. No dia seguinte, a surpresa: a vista é magnífica, o clima é delicioso e o café da manhã, um manjar dos deuses, preparado com todo carinho e cuidado pelo Renato, chef e proprietário.
É o lugar ideal para descansar: o café da manhã não tem horário para ser servido, o que significa poder acordar ao meio dia (adoro isso); o quarto é lindo e confortável, com uma daquelas camas gigantes deliciosas, ofurô e dvd; a pousada tem uma ótima coleção de dvds e livros. Não dá vontade de sair de lá. O negócio é se entregar e relaxar!
O casal Tatiana e Renato se esmeram nos detalhes: kit para banho no ôfuro de presente no dia 31, surpresinhas no café-da-manhã (se você for, terá que ser surpresa também e, por isso, sem mais detalhes!), sem falar na decoração, de extremo bom gosto!
E minhas expectativas?!?! Superadas, sem sombra de dúvida! Fica a dica para o seu próximo feriadão: Teto do Cafundó.







Chalé Equilíbrio



Feliz Ano Novo

6 de janeiro de 2010

Termas de Puyuhuaphi: Chile surpreendente!

Puyhuapi fica no norte da Patagônia, na décima primeira região do Chile, Província de Aisén, cuja capital é Coihaique. Como fui parar lá?!?! Indicação da minha guru, Soninha (Veja o texto que publiquei na Elas e Lucros sobre ela). Além do aconchego das Termas de Puyuhuapi, a viagem de catamarã à Laguna San Raphael, declarada patrimônio da Humanidade pela UNESCO, me interessou bastante.
Então começa a viagem: três horas de vôo de Santiago até Balmaceda; sete horas de van pela Carretera Austral até o ponto onde se pega o barco para que em 15 minutos se chegue ao conforto do SPA. 

Carretera Austral

Termas de Puyuhuapi

O pueblito - Puyuhuapi

Depois de quatro dias nas Termas, a viagem de cinco horas de catamarã te põe frente a frente com a grandiosa Geleira. Clichê ou não, você poderá tomar uísque com os gelinhos que ficam nadando pelo mar. O catamarã te deixará em Puerto Chacabuco, de onde você partirá para Balmaceda na manhã seguinte. E para quê tudo isso? Vou lhe dar vários motivos.


1. Para ver de perto um lugar de natureza exuberante, em que chove 300 dias no ano (Acredite, é isso mesmo!). Esse e outros fatores, que dificultavam o acesso humano, levaram o governo chileno a conceder incentivos para que a região fosse habitada. Hoje a região de 100 mil metros quadrados tem aproximadamente 90 mil habitantes. O pueblo, Puyuhuapi, tem 500 pessoas!


Parque Nacional Queulat


2. Para ficar desconectado do mundo, num quarto com chão aquecido naturalmente, sem TV e sem telefone, de onde se percebe a maré da Baía Dorita subir e baixar calmamente. 

Terraço do quarto
Baía Dorita 

3. Para enfrentar a congelante temperatura do Pacífico após mergulhar nas piscinas de águas termais a 38 graus de temperatura! 




4. Para se preocupar apenas com o horário do café, do almoço e do jantar e, nem de longe, ter que controlar a quantidade de vinho que irá ingerir.

5. Para ver uma das coisas mais grandiosas na Natureza que já vi, uma geleira como aquela!

 



Para que, daquele dia em diante, eu me lembrasse desses intensos 5 dias de férias!

Dicas:

Esteja preparado para o frio, que é bem rigoroso já no outono. 
Informe-se, pois durante o inverno não há saídas para as geleiras.
Vá antes que seja tarde, pois a Geleira San Rafael vem recuando por conta do aquecimento global.

20 de dezembro de 2009

Orquídeas e mais orquídeas: conheça o Orquidário do Morumbi

São Paulo não é só concreto, asfalto e shopping center. Basta querer encontrar algo e vasculhar. Descobri o Orquidário do Morumbi numa matéria da Casa Cláudia, onde havia a informação de que, para recuperar suas orquídeas capengas (aquelas que você ganha de aniversário e só lembra de molhar quando ganha outra no ano seguinte), o Orquidário dispõe de uma enfermaria. Isso mesmo, enfermaria para orquídeas! Levei minha orquídea e ela sarou. E eu me encantei com o orquidário! Além de babar pelas orquídeas, você pode fazer uma pausa para um almoço rápido. O café oferece quiches, tortas, omeletes e saladas deliciosos, sucos naturais e algumas sobremesas.

O pessoal é muito atencioso e te dará todas as instruções necessárias para que você leve as maravilhosas orquídeas para casa e não precise mais utilizar a tal enfermaria!







19 de novembro de 2009

Perto de São Paulo...mas não é praia! Por que não?!?!

Se quer viajar nos feriados que vem por aí, incluindo o Reveillon, mas, como eu, só pensa em fugir da loucura que é o trânsito para o litoral, há várias opções, especialmente para quem quer descansar de verdade.

Ronco do Bugio - Piedade
É para esquecer da vida mesmo. Os chalés são bem legais, amplos. Tem spa, onde fiz uma reflexologia que jamais esqueci. A piscina é de água vinda de um rio (ultra gelada!!!! Refrescante!!!!) O café da manhã é um verdadeiro banquete, com pães maravilhosos, ovo mexido, geléias caseiras e sucos naturais.



 

Quinta dos Pinhais - Santo Antonio do Pinhal
Foi a primeira pousada deste estilo que eu fui, mais ou menos há cinco anos. Me apaixonei. A vista é magnífica, pois a pousada fica bem no alto, de frente para a Pedra do Baú. O Bistrô Bernadete é puro charme. A piscina e os cantinhos de contemplação também. Todo paulistano estressado merece, desde que se proponha a entrar no clima!

Teto do Cafundó - São Francisco Xavier
Ainda não experimentei, mas vai ser a próxima (escolhi ela para o Ano Novo, para começar com a bateria recarregada). Tem apenas 5 chalés (adoro isso!), decorados com muito bom gosto. Todos tem banheira ou ofurô. Não aceita crianças. A comida é altamente recomendada, preparada pelo proprietário, que também é chefe de cozinha! Vamos ver oque eu conto na volta!

Unique Garden - Mairiporã
Nunca fui tão bem tratada. Já no começo você sente a diferença: entrega seu carro para o manobrista e não vai mais vê-lo até sair. Tacinha de pró-seco de boas vindas.
É uma delícia andar pelo hotel. Há vários lugares pra deitar e dar uma relaxada..e em cada canto tem uma jarra de água aromatizada geladinha te esperando. O jatinho de água de lavanda que você pode passar pra se refrescar é para te deixar de queixo caído: por acaso você já foi a algum lugar em que tenha jatinho de água de lavanda para refrescar?!?!?! Eu não, que dizer, nunca tinha ido.
Foi lá que eu comecei minha paixão pela Loccitane: além de serem usados no spa, os produtos ficam espalhados por todos os cantos! Pirei! Viciei e nunca mais larguei! A Vichy Shower do spa é surreal: massagem feita com 7 jatos de água, que alternam a temperatura de muito frio a muito quente.
Enfim, só estando lá para saber como vai se sentir! E para quem não se dá ao prazer de fazer absolutamente nada, tem golf, sala de ginástica, aula de ioga etc....eu prefiro contemplar e relaxar!